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SindSaúde-DF rumo aos R$ 200 milhões: sindicalizados ativos e aposentados apontam receio de possível golpe sobre ação do INSS de 1993

Por Kleber Karpov

Os servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF, ativos e aposentados, ficaram abismados, após receberem contatos de um advogado de um “escritório de advocacia terceirizado” pelo Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde-DF). O motivo, uma pressão, disfarçada de proposta, para que os aposentados se sujeitem a receber cerca de 10% do valor a que têm direito os profissionais de saúde, sindicalizados. Isso em relação na ação coletiva do Processo nº 15.106/93, referente a cobrança, a mais, do referente a recolhimentos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), durante o período de 1992 a 1999. A ação contra o GDF abrange 8.124 servidores e contabiliza, com valores atualizados até julho de 2020, o montante de R$ 204,55 milhões.

Segundo várias denúncias recebidas por PDNews, que também circulam em grupos de servidores da Saúde, o SindSaúde-DF, em vias de ter a ação do INSS, em precatórios, teria contratado um escritório de advocacia, de Goiás, que tem instruído, os sindicalizados a negociarem o recebimento de aproximadamente 10% do valor devido pelo GDF, para hipoteticamente, não perderem dinheiro.

Em uma das denúncias que chegou até PDNews, uma sindicalizada, aposentada, que não se identificou relatou a ‘proposta’ do suposto escritório de advocacia. Bem como o contato com um advogado do Sindicato, por nome Rodrigo. Muito embora, fontes apontem que não há no Sindicato nenhum advogado a atender com esse nome. Em outras denúncias servidores indiquem que pode se tratar do diretor do Sindicato a se passar por advogado.

“Hoje pela manhã, recebi uma ligação de uma assessoria dos advogados do SindSaúde. Olha só. Eles querem enviar um email para você receber um ano só de INSS ao invés de oito. Eu fiquei maluca. Aí procurei o SindSaúde e nenhum dos telefones não acertava a ligação, tudo dando como se tivesse com problema, consegui falar com um advogado agora a tarde. Aí ele disse: ‘- Não que essa empresa é terceirizada, ela é que faz esse trabalho por fora.’ Ai falei. Dr. Rodrigo. Isso é 171, igual fizeram com o tíquete alimentação, igual eu, tinha quase R$ 8 mil e e ganhei R$ 3 mil. Então estou fora e vou mobilizar o máximo de gente que eu tenho de gente que eu tenho conhecimento, para não entrar nessa. Aí ele disse que vai mandar o email para vocês, para ver as duas sugestões deles. Sei que uma é essa. Se quiser pegar um ano, você recebe. Senão os oito anos, já perdeu”, disse ao pedir que todos se unam para discutir o assunto. “Isso é errado, é roubo, tá bom, um abraço”, concluiu.

Uma segunda servidora aposentada, também não identificada por PDNews, encaminhou no grupo, mensagem sobre o contato do tal escritório de advocacia, porém, o caso chama ainda mais atenção pois a pessoa afirma ter recebido contato de escritório de advocacia, “de Goiás.”

Escritório de advocacia

E o caso segue a ficar mais ‘estranho’, em mensagem de outra sindicalizada, com uma carta, supostamente ligada ao Escritório Paiva Futuro Advocacia, em que o escritório afirma ser contratado, pelo SindSaúde-DF para ingressar com as ações individuais de cumprimento de sentença coletiva do INSS.

No documento a empresa apresenta como argumento um entendimento corrente por parte das Varas de Fazendas Públicas de aplicação de base de cálculo “seja de 1992 a 1999, com índices de correção monetária com base no INPC até 2018 e na SELIC a partir de então.”

Embora, sem uma explicação mais coloquial, a empresa pondera que “o valor a ser recebido será menor, do que a expectativa inicial, uma vez que a base de cálculo também será menor. Se a escolha for em se perseguir o valor a maior (Considerando de 1992 a 1999) corre-se o risco real de pagar sucumbência, com honorários de sucumbência que será calculada com base na diferença entre o valor solicitado e o valor deferido.”

Fonte: Reprodução em grupo do whatsapp | Cedido ao Política Distrital

Mas um dos sindicalizados que conversou com PDNews, acende o sinal de alerta. “A empresa tem uma página na internet que só mostra a marca da empresa. Pesquisei o endereço porque a colega tava falando que era em Goiás, mas o único que achei era no Plano Piloto, lá no Brasil 21. Pesquisei o CNPJ e a empresa ainda não tem um ano e a empresa foi aberta com R$ 30 mil. Que garantia que você acha que o Sindicato vai dar?”, questionou o sindicalizado.

Porém

PDNews conversou com a servidora aposentada da SES-DF e presidente da Caixa de Assistência e Benefícios do Servidor do GDF (CABS), Elied Barbosa, que apontou que ceder a ‘pressão’ do sindicato, pode ser um péssimo negócio.  EX-diretora do SindSaúde-DF, que perdeu muito dinheiro com o Sindicato com os precatórios do benefício-alimentação, disse que ajuizou ação por iniciativa própria e já recebeu, bem mais, que se tivesse ajuizado ação por intermédio da entidades sindical.

“Na ação do INSS eu entrei com uma advogada da própria CABS e individualizei. Recebi R$ 5 mil, no ano passado”, disse ao observar que na ação dos precatórios. “O processo da Alimentação [precatórios], eu vendi lá no sindicato, de R$ 22 mil, eu recebi R$ 3.500”, explicou.

Elied explicou ainda que se comparado à lógica de o SindSaúde-DF ‘negociar’ o pagamento de 10% ou 1/8 do valor a ser recebido, o sindicalizado corre o risco de perder muito dinheiro. Além de questionar eventual prejuízo com “sucumbência com honorários de sucumbência” alegados pela empresa.

“Se a pessoa individualizar na ação na Justiça, ela vai ter duas opções, ou deixar virar precatório para tentar receber o valor integral ou aderir à RPV [Requisições de Pequeno Valor (RPVs)] — atualmente estipulada em 20 salários mínimos para o Distrito Federal, conforme publicação de Portaria Conjunta nº 13/2023 —, nesse caso o GDF pode recorrer, e óbvio que a ação sempre vai depender da decisão do juiz, mas no fim, eu por exemplo recebi R$ 5 mil. Se a gente pegar essa lógica do Sindicato, a minha ação que originalmente era de R$ 22, R$ 23 mil, eu teria que limitar os R$ 9.999 da RPV e eu ia receber o quê, R$ 1 mil? É meio sem noção.”, ironizou Elied Barbosa ao ponderar que “Em relação à sucumbência, não faz sentido pois a pessoa pode pedir a gratuitidade da Justiça.”, esclareceu Elied Barbosa.

Calejados

Reprodução: SindSaúde-DF

Sob esse contexto, a receptividade ao “Comunicado Importante” em que o SindSaúde-DF sugere aos sindicalizados ativos e inativos, sobretudo aos aposentados, que se depararam com o que muitos consideram uma espécie de ‘pegadinha’ de mal gosto, a publicação ocorrida em 24 de janeiro, data em que se comemora o Dia do Aposentado, não foi das melhores. Isso por se depararem com pedido de agendamento de um “atendimento presencial, para tratar da ação do INSS 1993”, após os traumas vividos, com calotes, falta de pagamentos e perda considerável de valores.

Traumas esses, relacionados aos precatórios do Benefício Alimentação, em que os sindicalizados chegaram a acionar o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que chegou a aceitar denúncia, porém, ao que parece o caso parece, desde então, não teve nenhum desfecho. Isso porque à época, o MPDFT questionou se houve “ampla divulgação” por parte do SindSaúde-DF e a entidade alegou “cautela” para evitar que os servidores fossem lesados. Vale lembrar que, na ocasião a entidade era questionada na Justiça, por ter vendido precatórios a diversas empresas, dentre essas à Cia Toy Brinquedos.

O que dizem as partes?

PDNews questionou o SindSaúde-DF, sobre a proposta de se pagar cerca de 10% dos valores devidos pelo GDF aos Sindicalizados e ainda sobre a identidade do “doutor Rodrigo”, suposto advogado, que teria ligado para a Sindicalizada aposentado e informado sobre a empresa de advocacia terceirizada. Porém, o sindicato não se pronunciou até o momento da publicação da matéria.

O site confirmou o endereço do escritório de advocacia e também realizou contato com a empresa para confirmar se há contrato firmado com o Sindicato, se há algum “doutor Rodrigo”, seja no quadro societário ou de colaboradores, e ainda se reconhecia a instrução, denunciada por sindicalizados, atribuída à empresa, e publicada nas redes sociais. PDNews no entanto, também não obteve retorno.

A pergunta que não quer calar

Para onde vão os 90% dos 204 milhões?

Será que a Operação Draco II, responde?




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

 

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Como o futebol consegue aproximar a América Latina?

Em uma fase em que existe muita incerteza entre relações de diferentes países sul americanos, se percebe rapidamente como o futebol é capaz de aproximar – nem que seja por somente 90 minutos – pessoas com as visões mais distintas possíveis. Sendo reconhecido como um dos continentes em que o futebol é mais forte, é natural que grandes eventos esportivos tenham esse enorme poder de fazer esquecer algumas das maiores questões de nossa sociedade.

Assim, fará sentido compreender quais são realmente as competições que têm esse enorme poder. Em uma fase em que uma nova temporada de futebol se está iniciando, fará sentido compreender como esse fenômeno de futebol está bem presente. Aliás, em termos de calendário, as competições nacionais e internacionais, que nossos times participam, levam a que estejam jogando praticamente de 3 em 3 dias.

Copa Libertadores demonstra bem esse poder de união

Muitas vezes considerada a “Liga dos Campeões da América Latina”, a Copa Libertadores junta os melhores times de futebol da região da América Latina. Em uma fase em que os times brasileiros são os claros favoritos, como se percebe pelo jogo de hoje na Sportsbet, a realidade é que, historicamente, os times se juntam e acabam provando no gramado qual é o melhor time.

Naturalmente, como forma de torcer por seu time, existem deslocações e investimentos grandes dos torcedores para estarem presentes nesses grandes jogos. Também essa componente econômica acaba sendo muito importante para que os times se consigam aproximar. Todas essas componentes fazem com que o futebol continue sendo determinando não só em termos esportivos ou competitivos, mas sobretudo em termos sociais e de respeito pelo outro, ainda que ele possa ser bastante diferente em várias componentes.

Investimento no futebol contribuiu para diferentes oportunidades

Claro que não só as grandes competições têm o poder de colorir a vida de milhões de torcedores pela América Latina, como também a própria indústria do futebol acaba empregando milhares de pessoas, dando condições que, de outro jeito, seria mais complicado de atingirem. Indo muito além dos contratos milionários dos jogadores, que acabam mudando suas vidas e da própria família, mas também a diretoria e todo o pessoal que têm de ser contratado para que um time profissional possa estar trabalhando de forma eficaz e proativa.

Bastará analisar os diferentes estudos sobre a indústria de futebol no Brasil para se compreender que ela continua sendo muito importante em termos econômicos, gerando altas receitas e muitas oportunidades para todos os que acabam adorando o esporte rei.

Brasil continuará sendo o país do futebol?

Com dezenas de milhões de torcedores e uma paixão incansável por times de alto nível, como se encontram no Brasil, é natural que o futebol continue sendo, por muito tempo, o esporte rei. Tal influência até se percebe em questões políticas, onde muitas vezes políticos se juntam à imagem de certo time para conseguirem conquistar mais votações. Avaliando pelas métricas mais recentes, tal paixão futebolística não terá tendência para diminuir nas próximas décadas, com tudo de bom e ruim tal possa trazer.

 

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Secretario de Saúde mente sobre aquisição, enquanto recorria na Justiça, para impedir compra de medicamento para paciente com câncer?

Com necessidade de medicamento para dar continuidade e fazer transplante de medula, enquanto usuário do SUS aguardava compra de medicamento, Secretaria de Saúde recorreu, por quatro vezes na ação. Mas TJDFT arrestou R$ 52 mil para aquisição de duas doses de Mozobil, necessárias ao tratamento

Por Kleber Karpov

Com uma reincidência de um câncer, mieloma múltiplo, na medula óssea e a necessidade de ser medicado com duas doses de Mozobil, o líder comunitário de Santa Maria, e aposentado dos Correios, Domingos Arruda de Sá, 62 anos, teve que recorrer a Justiça para ter acesso ao medicamento. Porém, mesmo com liminar do Tribunal de Justiça do DF, obtida por intermédio da Defensoria Pública do DF (DPDF), enquanto Domingos luta pelo direito a vida, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), recorria das decisões para impedir a aquisição do medicamento.

Política Distrital (PD) esteve na casa de Domingos, no final de novembro, após o aposentado postar um áudio nas redes sociais, em que cobrou providências por parte do governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg. O caso ocorreu após vir a público o tratamento por parte da primeira dama, Márcia Rollemberg.

Chateado, Domingos criticou a atenção recebida por Márcia Rollemberg, enquanto servidora pública, custeada pelos cidadãos do DF com acesso aos melhores hospitais e especialistas, enquanto os pacientes das oncologias da rede pública do DF são submetidos a total falta de assistência por parte do GDF.

“A mulher do governador está com câncer do ovário, está internada. Eu tive uma notícia de fonte segura, que vem uma equipe do Sírio Libanês para fazer o tratamento dela aqui. Porque a mulher do governador tem essa moral toda de fazer o tratamento dela aqui. Mas quem está pagando esse isso, somos nós. Sou eu, você, ela, porque nós vamos ao mercado, compramos o fósforo, o sabão, o detergente e tudo e os impostos estão embutidos ali.”, disse.

Dignidade, Márcia Rollemberg

Márcia Rollemberg, primeira dama do DF – Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Para Domingos, a Primeira Dama deveria aproveitar essa experiência, trágica, para tentar ajudar os portadores de câncer do DF. O aposentado observou que os pacientes oncológicos, na rede pública só sofrem por falta de estrutura, mesmo com o empenho dos servidores que trabalham “com o coração”, para garantir tratamento aos pacientes.

“Não estou questionando o caso dela ficar boa. Eu quero que ela fique boa e quero que ela seja uma guerreira nessa defesa com a gente nessa batalha contra o câncer e lutar para ter dignidade com os portadores de câncer. Eu não penso só em mim, eu penso nos outros, nos irmãos lá na fila, que não estão conseguindo uma consulta, uma radioterapia, uma quimioterapia. Lá tem dia que você chega não tem papel para imprimir um hemograma, não tem tonner, reagente, não tem absolutamente nada. As coisas que eles têm, os escalpes, as seringas, muitas coisas são doações que eles estão conseguindo. O pessoal da ala, da oncologia, eles estão trabalhando com o coração. Não é esse governo, esse governo está ajudando. Esse governo, ele realmente está desacreditado com a saúde.”.

Descaso

Diagnosticado com câncer em 2005, Domingos Arruda chegou a fazer um transplante de medula óssea no ano seguinte. Porém, no final de 2015, o aposentado voltou a sofrer com a reincidência da doença.  Após passar por consultas no Instituto do Coração do DF (INCOR-DF) foi constatado a necessidade de tomar as duas doses de Mozobil, antes de passar por novo transplante de medula óssea.

Mas, sem recursos, para custear dos R$ 52, mil, pois cada uma custa R$ 26 mil, e cansado de esperar a ‘boa vontade’ da SES-DF, espera de mais de dois anos, amigos e parentes tentam obter os recursos necessários à compra do medicamento.

“A minha vida depende dessa medicação,  tenho uns amigos aí, nos fizemos rifa, bingo, tem uns amigos da minha cidade que são solidários comigo, de vez enquanto depositam, R$ 100, R$ 200, eu estou com um pouco de dinheiro, mas ainda não é o suficiente para comprar uma dose ainda”, disse ao observar que com o bingo, arrecadou R$ 4.800, “hoje eu tenho, com as doações que me deram, em torno de R$ 13 mil, mas a dose custa R$ 26 mil, então está longe pois eu preciso de duas doses.”, explicou.

À época, revoltado com o descaso da SES-DF, Domingos critica a inércia do secretário de saúde, Humberto Lucena Pereira da Fonseca, e da Justiça por deixar de exigir que a SES-DF descumpra a decisão judicial.

“Que justiça é essa do nosso país? Cadê a moral dos nossos juizes de Brasília, e dos nossos desembargadores, será que eles não têm moral? Está cheio de liminar na Justiça. Os hospitais estão cheios. O secretário de saúde escolhe quem vai morrer e quem vai viver. Falta de UTI, de atendimento, de medicamento, não tem nada. Essa liminar e eles pegaram e não estão dando atenção. Sentaram em cima.”, questionou.

Com sessões periódicas de quimioterapia e dores constantes de coluna, a preocupação de Domingos é a corrida contra o tempo. “O câncer é uma doença que não manda recado não. Ele não vem de for a para dentro, ele vem de dentro pra fora. E hoje o que mata é quando você descobre e já entra em depressão”, disse ao lembrar que a cada dia que passa, com as sessões de quimio, a saúde apenas se agrava, com as sequelas do tratamento e a falta do transplante da medula óssea. “Eu me sinto muito frustrado e abandonado. Hoje minha vida depende dessa medicação.”, concluiu.

Raimundo Ribeiro

Raimundo Ribeiro critica prioridades do GDF – Foto: Sílvio Abdon/CLDF

Na terça-feira (12/Dez), o deputado distrital, Raimundo Ribeiro, criticou gastos desnecessário por parte do GDF chegou a sugerir a suspensão de votações de projetos de interesses do Executivo, até que Rollemberg fornecesse medicamento a paciente com câncer, ao se referir ao caso de Domingos.

“Essa pessoa poderá morrer se não fizer uso desse medicamento [Mozobil] e o GDF, que tem obrigação de fornecer, não providenciou a compra alegando falta de recursos. Mas qual é a prioridade desse governo? Salvar uma vida com um remédio que custa R$ 26 mil reais, ou gastar R$ 300 mil para ouvir a Alcione?”, questionou?

Casos judicializados

PD questionou a Defensoria Pública do DF sobre os quantitativos de casos judicializados e ações impetradas na Justiça, em favor de usuários do Sistema Único de Saúde do DF, para terem acesso medicamentos, por parte da SES-DF.

A DPDF explicou que mensura dados para atendimentos e ações judiciais ao esclarecer que um cidadão atendido pela Defensoria, necessariamente, não resulta em demanda ao Judiciário.

“Temos dois números: um para atendimentos e outro para ações judiciais. Nem sempre os atendimentos resultam em ações. A Defensoria trabalha também com mediações e intervindo administrativamente, solucionando a questão sem precisar recorrer aos meios judiciais. Por isso que um número difere do outro.”.

De acordo com a DPDF, apenas em relação à medicamentos, caso de Domingos, a DPDF realizou, até novembro, 4.743 atendimentos em 2017, com aumento de 74,5% em relação à 2016 que foi de 2.718 casos. Em relação às ações judicias, nesse ano foram 538 processos ajuizados no TJDFT, 104% se comparado aos 263 casos do ano anterior.

Já a SES…

Também questionada sobre os quantitativos, a SES-DF se limitou a informar os gastos de 2016. “O custo total dos empenhos concluídos no ano de 2016, foi de R$ 4.520.275,41 (quatro milhões, quinhentos e vinte mil, duzentos e setenta e cinco reais e quarenta e um centavos). E a dispensação dos insumos que foram adquiridos pelo Programa de Atendimento às Demandas Judiciais em Saúde (PAD-JUD), foi de R$ 53.593,10 (cinquenta e três mil, quinhentos e noventa e três reais e dez centavos), totalizando R$ 4.573.868,51 (quatro milhões, quinhentos e setenta e três mil, oitocentos e sessenta e oito reais e cinquenta e um centavos).”.

Reiterado o pedido de quantitativos à SES-DF, a pasta não se pronunciou sobre o assunto.

Sobre Domingos

Em outra demanda, PD também solicitou informações sobre a aquisição das duas doses de Mozobil, demandado pelo TJDFT, para atender o caso de Domingos.  Sobre o assunto, a pasta informou que o medicamento não faz parte da lista padronizada da rede pública.

A secretaria informou ainda que “iniciou o processo para compra emergencial do medicamento, da forma mais célere possível, para atender a demanda judicial do referido paciente. Como o medicamento não possui estoque regular por não ser padronizado, não havia possibilidade de fornecê-lo imediatamente. Todas as medidas necessárias para o cumprimento da decisão, de modo a atender o paciente, foram adotadas. Tão logo ocorra a entrega do medicamento por parte dos fornecedor vencedor do processo de dispensa, será efetivada a entrega imediata ao paciente, com toda urgência que o caso requer. A Secretaria de Saúde segue se empenhado em atender da maneira mais célere e eficiente todas as demandas judiciais, bem como as necessidades dos usuários do SUS.”.

SES-DF mente sobre o caso de Domingos

Embora a SES-DF afirme tenha iniciado “o processo de compra emergencial do medicamento, da forma mais célere possível”, e que todas as medidas foram adotadas para atender a paciente, estranhamente, parece que o senhor secretário de saúde, ou falta com a verdade para a imprensa, ou se esqueceu de passar tais informações para a Justiça.

Mais estranhamente é o fato que o senhor secretário de saúde, Humberto Fonseca, afirma que está se empenhando para atender todas as demandas judiciais. Porém, nos autos de Domingos, fica constatado outra realidade. Isso porque a SES-DF recorreu, por quatro vezes, para tentar impedir a compra do medicamento.

Mais que isso,  o descaso de Humberto Fonseca para com o usuário do SUS-DF é tão grande que o TJDFT acabou por determinar o arresto do recurso nas contas da SES-DF para garantir que Domingos receba a medicação necessária à continuidade do tratamento.

Confira a decisão na íntegra

 

Vakinha on-line, colabore!

Enquanto Domingos aguardava a inércia da SES-DF para fazer a aquisição do medicamento, um amigo de Domingos, criou uma conta na Crowdfounding Vaquinha.com.br, para tentar arrecadar recursos para custear a compra do Mozobil, mas sem arrecadação.

Desde então, a Justiça arrestou o recurso das contas bancárias da SES-DF e em breve Domingos deve ter acesso à medicação. Mas, assim que passar pelo procedimento cirúrgico de transplante de medula óssea, o aposentado deve passar por outro drama, o pós-operatório que deve impor uma série de restrições, assim como também, compra de mais medicamentos.

Então, quem puder contribuir para complementar os R$ 52 mil, basta acessar o link https://www.vakinha.com.br/buscar-vaquinha?utf8=%E2%9C%93&term=Domingos+Arruda.

 

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Pesquisa Metrópoles/Dados aponta reprovação de Rollemberg por 73,4% da população do DF

Estudo indica que maioria da população considera a gestão do socialista ruim ou péssima. Ao mesmo tempo, aprovação cai

Por Pedro Alves

As vésperas do último ano de gestão e prestes a ingressar na campanha eleitoral de 2018, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) continua a ser mal avaliado pela população do Distrito Federal. A cada 10 brasilienses, sete estão insatisfeitos com o comando do socialista, e quatro dão nota zero à administração atual. Enquanto os índices de reprovação chegam aos níveis mais altos desde o início do governo, as taxas de aprovação caem. Hoje, apenas 6% da população faz uma avaliação positiva do Governo do Distrito Federal (GDF).

Segundo a pesquisa, 73,4% dos brasilienses avaliam negativamente o governo: entre os entrevistados, 48,2% classificaram-no como péssimo, e 25,2%, como ruim. Os índices representam um novo recorde na reprovação do Buriti, em relação aos últimos dois anos, com aumento de mais de cinco pontos percentuais.

Os números fazem parte de uma pesquisa de opinião encomendada pelo Metrópoles ao Instituto Dados. Realizado entre os dias 6 e 12 de dezembro, o levantamento ouviu 1,2 mil eleitores da capital federal. As entrevistas foram feitas pessoalmente e abrangeram moradores de 30 regiões do DF. A margem de erro é de 2%, e o nível de confiança, de 95%.

Editoria de Arte/Metrópoles
Editoria de Arte/Metrópoles

Ao fim de 2015, 38,8% dos eleitores consideravam o governo Rollemberg péssimo, e 15,1%, ruim, somando 53,9%. Já no ano passado, esses índices ficaram em 44,2% e 24%, respectivamente. O total de reprovação chegou a 68,2%.

Enquanto os indicadores negativos sobem, o conjunto de brasilienses que avalia positivamente a atual gestão do Buriti diminui e chega aos seus menores patamares desde 2015. Segundo a pesquisa Metrópoles/Dados, apenas 6% dos eleitores aprovam a administração: 1,3% a consideram ótima, e 4,7%, boa. Há dois anos, esse grupo representava 15,4% (1,2% ótima e 14,2% boa). Já em 2016, a taxa caiu drasticamente, para 6,3% (0,5% ótima e 5,8% boa) e, neste ano, sofreu uma nova redução.

Para 18,6%, a gestão foi regular – número inferior aos registrados em 2015 (25,2%) e 2016 (23,9%). Já os que não souberam ou não quiseram responder compuseram 2,2% do total.

O aumento na reprovação do governo ocorre no ano em que Rollemberg apresentou medidas polêmicas na capital. Entre os projetos controversos, estavam a transformação do Hospital de Base do DF em instituto e a reforma da Previdência para servidores da administração local.

A falta de resolução para problemas antigos e novos reveses também podem ter contribuído para o naufrágio da aprovação do governador. O reajuste salarial que deveria ter sido pago, a partir de 2015, a diversas categorias do funcionalismo público, todavia, continua apenas uma promessa, e o déficit de servidores ainda afeta boa parte dos serviços prestados à população. Enquanto isso, a crise hídrica sem precedentes que impõe, desde janeiro, o racionamento de água à população do DF também deixou má impressão nos brasilienses.

Notas
A pesquisa Metrópoles/Dados perguntou aos entrevistados a nota que dariam para a gestão de Rodrigo Rollemberg à frente do Palácio do Buriti. Mais uma vez, as reações de desaprovação foram expressivas. Entre os respondentes, 41,5% deram nota zero à administração do socialista. O segundo maior grupo, formado por 11,2% dos eleitores, deu nota 2 ao governador.

Editoria de Arte/Metrópoles
Editoria de Arte/Metrópoles

No ano passado, a nota zero foi a escolha de 30,3% dos eleitores, seguida pela nota 5, escolhida por 15,2% dos entrevistados. Na pesquisa deste ano, o grupo que considerou a administração atual abaixo ou na média, com notas entre zero e 5, somou 87,4% do total.

Já os que deram avaliações entre 6 e 10 totalizaram 11,1%. Apenas 0,7% e 1,1% do todo concederam notas 9 ou 10, respectivamente. Não souberam ou não quiseram responder 1,8% dos entrevistados.

Abaixo do esperado
O levantamento aponta ainda que a maioria dos brasilienses teve as expectativas sobre o governo de Rodrigo Rollemberg frustradas. Segundo a pesquisa Metrópoles/Dados, a gestão está aquém do esperado para 73,6% dos entrevistados. Mais uma vez, o índice é superior aos registrados no ano passado (62,1%) e em 2015 (46,7%).

Editoria de Arte/Metrópoles
Editoria de Arte/Metrópoles

Quem considera a performance do governo melhor que o esperado somou 3% do total. No ano passado, essa faixa era de 3,2%. Em 2015, a avaliação era muito mais positiva, pois 11,7% achavam a gestão superior à expectativa. Para 21,3%, a administração foi igual ao esperado. E apenas 2,2% não quiseram ou não souberam responder.

Especialistas
Para o mestre em ciência política e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Alessandro Costa, os baixos índices de aprovação de Rollemberg expressam a insatisfação do público com a falta de melhorias visíveis na capital.

Estamos a um ano do fim do governo, e algumas propostas que ainda estão na mente dos cidadãos não foram cumpridas. Isso gera insatisfação. O cidadão comum não tem interpretado as ações do governo como algo que tenha modificado o seu dia a dia”
Alessandro Costa, cientista político

O especialista atribui a deterioração dos índices de aprovação do governador à diminuição da esperança que ele um dia representou. “A gente costuma dizer: a centelha vai se apagando à medida que as promessas feitas ao eleitor não vão se concretizando. Este período de fim de ano também é de reflexão. Os cidadãos fazem uma análise do período e percebem que não tiveram aumento de salário e passaram a pagar mais pelo transporte público, por exemplo. Tudo se reflete negativamente, e essa pesquisa aponta isso de forma concreta”, finaliza.

Para o analista político do Instituto Lampião-Reflexões e Análises da Conjuntura Melillo Dinis, o aumento na descrença popular sobre a administração está relacionado ao não cumprimento da nova proposta apresentada por Rollemberg.

Há uma polarização muito grande na política de Brasília. O governo atual vem nessa ânsia de representar uma terceira via, mas acaba não resolvendo os grandes problemas. Neste momento histórico, depois da sucessão de gestões ruins no DF, não basta resolver questões como o lixo, algumas obras ou combate à grilagem, marcas que o governador tenta implantar”
Melillo Dinis, analista político

O especialista acredita ainda que faltou diálogo, entre GDF e eleitores, a respeito dos principais problemas enfrentados nos últimos anos. “É verdade, as contas do governo estavam quebradas, mas o GDF não conseguiu dialogar bem com a população sobre esse déficit fiscal. Outro exemplo é a crise hídrica. O governador falhou ao não aprofundar o debate com a população, antes do início da crise”, explica.

Para Melillo Dinis, “em véspera de ano eleitoral, esses números devem ser motivo de preocupação para o governador Rollemberg e seus estrategistas”. O cientista político Alessandro Costa discorda: “A pesquisa de avaliação dos cidadãos é diferente do levantamento de intenção de votos. O governo precisa trabalhar na contrainformação, para conseguir deixar visíveis ao público as ações que tem feito”.

Fonte: Metrópoles

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Hospital da Região Leste deve realizar 90 cirurgias até sábado (20); média chega a 15 por dia

Sandro Araújo / Agência Saúde-DF

Por Kleber Karpov

Equipes do Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, em conjunto com o programa Opera DF, realizam uma força-tarefa que prevê a execução de 90 cirurgias até o próximo sábado (20). A iniciativa, iniciada nesta semana e que já contabiliza mais de 45 intervenções, opera com uma média de 15 procedimentos diários para atender pacientes que aguardavam por procedimentos ortopédicos, ginecológicos e traumatológicos.

Para alcançar a meta, a operação funciona com quatro salas cirúrgicas operando de forma simultânea durante 18 horas por dia. Ao final do período, a expectativa é que as equipes tenham dedicado aproximadamente 320 horas de trabalho para reduzir a fila de espera por procedimentos eletivos.

Segundo a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco, a colaboração foi estratégica para acelerar os atendimentos. “A oportunidade de ter uma semana com reforço de anestesistas, dentro do contrato do Opera DF, permite que as necessidades dos pacientes que estavam aguardando por procedimentos eletivos sejam atendidas de forma mais célere”, explicou.

Relatos de pacientes

Entre os beneficiados está Edison de Santana, morador do Paranoá, que se recupera de um acidente de motocicleta. Ele aguarda uma cirurgia para corrigir o rompimento de ligamentos no ombro esquerdo. “Assim, devo recuperar a estabilidade e a função do meu ombro esquerdo”, relatou o paciente, que elogiou o atendimento recebido durante o período de espera.

Outro caso é o de Ronaldo Juraci da Conceição, de Águas Lindas (GO), internado há um mês no HRL para tratar de um problema na coluna. Portador de miastenia, uma condição que afeta a comunicação entre nervos e músculos, ele aguarda o procedimento cirúrgico com gratidão. “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles”, afirmou.

Redução de filas e referência

O objetivo central da força-tarefa é diminuir o número de pacientes internados no HRL que aguardam por cirurgias, além de atender aqueles que esperavam pelo chamado em casa. A ação busca ampliar o atendimento e restaurar a qualidade de vida dessas pessoas.

O Hospital da Região Leste é uma unidade de referência na rede pública do Distrito Federal para procedimentos de traumas, cirurgias ginecológicas e ortopédicas, com especialização em intervenções na coluna vertebral e na mão.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Da maquiagem à costura industrial, Fábrica Social inicia formação de 800 novos alunos

Lucio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

A governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), participou nesta quinta-feira (18/Jun), da aula inaugural da primeira turma de 2026 do programa Fábrica Social, durante a Feira do Trabalhador, no Museu Nacional da República. Cerca de 800 alunos iniciam a formação gratuita em cursos como corte e costura industrial e beleza, que visam prepará-los tanto para o mercado de trabalho quanto para o empreendedorismo. A novidade desta edição é a inclusão do curso de maquiagem, uma sugestão da própria governadora.

Celina Leão destacou que a qualificação profissional tem um impacto direto na independência financeira dos participantes, especialmente das mulheres. O programa, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), foca em áreas que permitem a geração de renda imediata. “Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira”, afirmou a governadora.

O sentimento é compartilhado pelos alunos. Orlene Maria de Amorim, de 56 anos, iniciou o curso de corte e costura com a esperança de transformar a nova habilidade em uma fonte de renda. Ela ressaltou a qualidade da estrutura oferecida pelo programa, que considera mais completa do que outras capacitações que já realizou.

“É um curso muito bom, porque é completo. Tem serigrafia, modelagem, bordado e corte em máquinas. A pessoa sai profissional. Hoje eu já consigo pegar um tecido, colocar em cima de uma mesa e fazer o modelo que eu quero. Posso fazer um vestido sob medida. Para mim, é um sonho realizado”, compartilhou Orlene Maria.

Capacitação alinhada ao mercado

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, os cursos são elaborados para atender a demandas concretas do mercado. Ele citou como exemplo a existência de mais de 80 vagas de trabalho abertas em empresas parceiras do GDF no programa de confecção de uniformes escolares, que podem ser preenchidas pelos formandos.

“Todos os cursos de qualificação profissional, quando são desenhados, estão dentro de uma expectativa de consumo do mercado por aquele tipo de mão de obra. Hoje, temos mais de 80 vagas em aberto somente nas empresas que participam do programa do uniforme escolar do GDF. Nós vamos preparar essa mão de obra, e o mercado vai consumir essa mão de obra”, disse Thales Mendes.

Do emprego ao próprio negócio

O programa vai além da formação técnica, oferecendo orientação sobre os próximos passos na carreira. Os alunos que buscam um emprego formal podem ser direcionados para empresas com vagas disponíveis, enquanto aqueles que desejam empreender recebem suporte especializado para desenvolver seus próprios negócios.

“A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio. Ao final, podem aderir a um microcrédito para fazer com que a ideia se torne viável e concreta”, afirmou Thales.

O microcrédito mencionado pelo secretário oferece financiamento para a compra de ferramentas e equipamentos. Os empréstimos partem de R$ 1 mil, com prazo de pagamento de até 36 parcelas e carência de até seis meses, dependendo do perfil do empreendimento.

Planos de expansão

O GDF estuda maneiras de ampliar o alcance da Fábrica Social, aproximando a qualificação de polos comerciais importantes. Uma das possibilidades em análise é a criação de uma estrutura na região do Feirão dos Goianos, em Taguatinga, para conectar a produção das alunas à demanda do comércio local.

Celina Leão ressaltou a necessidade de um planejamento cuidadoso para garantir que a iniciativa resulte em ganho real para as participantes. “É um plano de negócios que precisa ser feito com muita capacidade, para que a gente possa promover não só a capacitação, mas a autonomia financeira dessas mulheres”, concluiu.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Fábrica Social, Qualificação Profissional, Empreendedorismo, Mercado de Trabalho, Celina Leão

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Novo caso de febre amarela é registrado em Lagoinha em São Paulo

Rovena Rosa / Agência Brasil

Por Kleber Karpov

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou um novo caso de febre amarela no estado. O paciente é um homem de 55 anos, residente na cidade de Lagoinha, no Vale do Paraíba, que não possuía histórico de vacinação contra a doença. Com a nova confirmação, São Paulo totaliza 11 casos e seis óbitos em decorrência da infecção em 2026.

Os dados oficiais apontam para uma concentração significativa da doença na região do Vale do Paraíba, que responde por 82% de todos os casos registrados neste ano. Dos 11 registros em São Paulo, nove ocorreram na localidade, resultando em cinco mortes. A autoridade de saúde destaca que nenhum dos pacientes com diagnóstico confirmado em 2026 havia sido imunizado.

Apesar da gravidade, os números atuais indicam uma queda em relação ao ano anterior. Durante todo o ano de 2025, o estado de São Paulo havia confirmado 57 casos de febre amarela, com um total de 35 óbitos.

Alerta para vacinação é intensificado

Frente a este cenário, a Secretaria de Estado da Saúde reforçou o alerta para a importância da vacinação em todo o território paulista. A imunização é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios do estado.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, enfatizou a segurança e a acessibilidade da vacina. “A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas. Desde 2019, a imunização é recomendada para toda a população do estado. Por isso, a orientação é que quem ainda não se vacinou procure uma UBS, especialmente antes de viagens para áreas de mata ou regiões com circulação do vírus”, disse.

A orientação técnica é que a vacina seja aplicada com pelo menos 10 dias de antecedência à exposição a áreas consideradas de risco, como matas e outras regiões com circulação viral ativa.

Quem deve se vacinar

  • Crianças: uma dose aos 9 meses de idade e uma dose de reforço aos 4 anos.
  • Pessoas vacinadas antes dos 5 anos: caso tenham recebido apenas uma dose, devem tomar um reforço.
  • Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: devem receber uma dose única.
  • Pessoas que receberam a dose fracionada em 2018: devem verificar a caderneta para avaliar a necessidade de atualização.

Sobre a febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido através da picada de mosquitos silvestres. É importante ressaltar que não há transmissão direta entre pessoas. A morte de macacos em áreas de mata serve como um indicador da presença do vírus, e o avistamento desses animais deve ser comunicado às equipes de saúde do município.

Os sintomas iniciais da doença incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A prevenção é realizada por meio da vacina, que desde abril de 2017 é administrada em dose única para toda a vida no Brasil, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Jaques Wagner entra na mira da PF, investigado por ser um dos beneficiários de recursos do Master

Lula Marques / Agência Brasil

Por Kleber Karpov

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/Jun). A investigação apura um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, e a PF aponta o senador como o possível beneficiário central de vantagens econômicas em troca de apoio a medidas de interesse do banco no Congresso.

Agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua decisão, o ministro afirma que “o senador Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.

Outro alvo da operação é o banqueiro Augusto Ferreira Lima, descrito como “gestor ligado ao Banco Master, principal interlocutor privado de Jaques Wagner e figura central na suposta entrega de vantagens econômicas indevidas ao parlamentar e a pessoas de seu entorno”. Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, segundo a PF.

A apuração se concentra em três eixos principais. O primeiro é a suposta “entrega de vantagens econômicas”, com destaque para a compra de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões, que teria sido feita por outra empresa para ocultar o beneficiário final. O segundo eixo investiga pagamentos de R$ 3,5 milhões a uma empresa associada ao núcleo familiar de Wagner. Por fim, apura-se a atuação parlamentar do senador em temas de interesse do Banco Master.

Apreensão de valores

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu cerca de US$ 55 mil e € 33,5 mil em dois endereços ligados a Jaques Wagner, um no Distrito Federal e outro na Bahia. Em entrevista, o senador confirmou que os valores são seus, mas negou qualquer ilegalidade, afirmando que o dinheiro corresponde a diárias recebidas do Senado por viagens internacionais ou a valores que ele mesmo comprou para uso pessoal.

Senador nega

Wagner negou ter recebido qualquer valor relacionado ao Master ou ter atuado para beneficiar o banco. Ele também afirmou que o presidente Lula lhe telefonou para prestar solidariedade e manifestar “absoluta confiança”. O senador declarou que permanece como líder do governo e mantém seu objetivo de disputar um novo mandato em outubro.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, emitiu uma nota afirmando que Wagner é “depositário de toda a nossa confiança”. A nota apoia as apurações, mas expressa a convicção de que o senador “esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”. A BBC News Brasil informou não ter obtido retorno da defesa do banqueiro Augusto Ferreira Lima.

A ‘Emenda Master’ e a atuação parlamentar

A investigação cita a chamada “Emenda Master”, uma proposta legislativa que visava ampliar o limite de proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por investidor. A emenda foi apresentada em 13 de agosto de 2024, dentro da PEC 65/2023, que tramita no Senado. Segundo a apuração, a medida beneficiaria o Banco Master, que alavancou seus negócios com a venda de aplicações financeiras com promessa de rendimentos elevados e protegidos pelo FGC.

Com a liquidação do Master em outubro, o FGC teve que cobrir as aplicações dos investidores, o que gerou um rombo de aproximadamente R$ 52 bilhões, considerado o maior da história da instituição. A decisão do STF que autorizou a operação desta quinta-feira detalha a comunicação entre o senador e o banqueiro sobre o tema.

“Em 13 de agosto de 2024, data da inclusão da emenda, Augusto [Ferreira Lima] realizou chamada de voz para Jaques Wagner, com duração de 9min19s, e logo depois encaminhou ao parlamentar o link da emenda. Posteriormente, em 27 de agosto de 2024, após encontro presencial, Augusto reencaminhou o link da emenda ao Senador.”, afirma o documento.

A Polícia Federal sustenta que o senador “não seria mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”. A decisão também destaca uma mensagem de Augusto para Wagner sobre a venda do banco ao BRB: “Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!”. Além disso, a investigação apura o suposto uso gratuito de aeronaves e o recebimento de ingressos para shows no exterior, que teriam custado mais de R$ 63 mil.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Apesar da herança maldita, Celina Leão mantém liderança com 27,8% das intenções de votos na corrida ao GDF

Felipe Ando/ Agência CLDF

Por Kleber Karpov

A primeira pesquisa eleitoral para o Governo do Distrito Federal (GDF) em 2026, divulgada pelo Correio Braziliense/Opinião Inteligência Política nesta quarta-feira (17/Jun), mantém na liderança, a governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), com 27,8% das intenções de voto, porém, em empate técnico e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com registrou 23,5%. O levantamento, realizado presencialmente entre 11 e 15 de junho nas 33 regiões administrativas do DF, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-08746/2026, com margem de erro de 3,4 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Cenário polarizado chama atenção ainda em decorrência do alto índice de indecisos, brancos e nulos que juntos somam 24,4% do eleitorado brasiliense.

O cenário estimulado para o GDF aponta uma forte polarização entre Celina Leão e Arruda, ambos na casa dos 20% e o distanciamento em relação ao terceiro colocado, o ex-deputado distrital Leandro Grass (PV), com 9,2%. Os demais pré-candidatos registram índices abaixo de 5%, indicando uma fragmentação das candidaturas alternativas e um elevado percentual de eleitores que ainda não definiram seu voto.

Outros candidatos e o eleitorado fragmentado

O senador Izalci Lucas (PL) registra 4,9%, enquanto o ex-senador José Antônio Reguffe (Solidariedade) soma 3,5%. A deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania) aparece com 2,9%. Ricardo Cappelli (PSB) tem 1,7%, a professora Samara Mineiro (UP) conta com 1,5%, e o ex-presidente da OAB-DF, Kiko Caputo (Novo), registra 0,5%.

Índices esses que indicam que o centro e a direita disputam parcelas semelhantes do eleitorado conservador. O contingente de eleitores que não sabem em quem votar (7,7%) e aqueles que pretendem votar em branco ou nulo (16,7%) somam 24,4% do eleitorado, um quarto dos votantes, e podem alterar significativamente o quadro eleitoral até 2026.

Apesar dos pesares, “resultado positivo”

Questionada sobre a pesquisa, Celina Leão avaliou o resultado da pesquisa como positivo, e atribuiu a liderança às ações de gestão no comando da GDF. A Leoa como é conhecida, destacou a reorganização das contas públicas e a ampliação de investimentos em áreas prioritárias, como a saúde, desde que assumiu o comando do Executivo local. “Eu avalio a notícia de uma forma muito positiva. Peguei o GDF com grandes desafios financeiros e do BRB, cortei gastos, usei os recursos de forma eficiente e estou ampliando os atendimentos em áreas prioritárias, como a saúde”, afirmou a governadora.

Importante ressalvar a peculiaridade que impacta diretamente nos resultados das pesquisas na eleição de Celina Leão, que, com mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre a segunda colocação, em dezembro de 2025, chegou a empate técnico na atual, em decorrência, sobretudo de ter que lidar, desde 31 de março, data em que assumiu o comando do GDF, com a pior das ‘heranças malditas’, ao ver ainda na primeira semana de governo, o rombo do BRB saltar de R$ 2 bilhões para mais de R$ 6 bilhões, em relação a negociações com o Banco Master, do ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, atualmente protagonista do maior escândalo financeiro e político do país. Esquema esse que, desde então, já impôs um prejuízo que pode ultrapassar os R$ 20 bilhões. Caso esse em que a Leao além de ter que se impor para deixar claro a inexistência de qualquer tipo de relação ou afinidade com o ex-presidente do BRB, e também de Vorcaro, também a colocou em posição de ter que tomar decisões difíceis, ou deixar o BRB cair em regime falimentar e ver a desestatização de um dos principais patrimônios do GDF, ou adotar medidas de austeridade para garantir a manutenção do banco à população do DF.

Não menos relevante foi outro rombo estimado em R$ 2,8 bilhões, nos cobres públicos, que também exigiu de Celina Leão, a adoção de medidas duras para voltar a sanear as contas públicas, um desafio duplo que, por outro lado está a ser compensado com a atuação pontual em resolver problemas graves em demandas da saúde, além da Segurança Pública do DF, em especial, no combate ao feminicídio.

Cenário espontâneo e conhecimento dos candidatos

No levantamento espontâneo, onde os entrevistados indicam livremente sua preferência, Celina Leão também lidera com 14% das citações. José Roberto Arruda surge em segundo lugar, com 9,3%. Leandro Grass registra 4,9%, seguido por Izalci Lucas, com 1,3%, e Paula Belmonte, com 1,1%. O ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) foi citado por 1% dos entrevistados.

Nesse cenário, o índice de indecisão permanece elevado, com 43% dos entrevistados não sabendo responder e 22,6% afirmando que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato.

A pesquisa também mediu o grau de conhecimento dos eleitores em relação aos pré-candidatos. José Roberto Arruda é o nome mais conhecido, com 53,5% dos entrevistados afirmando conhecê-lo e 16,8% dizendo conhecê-lo bem. Arruda já ocupou cargos como secretário de governo, senador, deputado federal e governador do Distrito Federal.

A governadora Celina Leão aparece logo em seguida. De acordo com os dados, 39,9% dos entrevistados afirmaram conhecê-la bem, enquanto 20,6% disseram conhecê-la parcialmente. Celina exerceu os cargos de deputada distrital, deputada federal, presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, secretária de Estado e vice-governadora.

Perspectivas para 2026

A primeira fotografia de 2026 sugere uma eleição polarizada entre Celina Leão e José Roberto Arruda. A governadora aposta na força da gestão, enquanto Arruda busca capitalizar a memória de seus governos e sua identificação com parte do eleitorado do DF. Uma jornada que ainda pode surpreender com alianças partidárias, decisões judiciais, o impacto do desempenho da administração distrital e o humor do eleitorado, que devem redesenhar o cenário político do DF. Uma corrida que promete ser uma das disputadas mais acirradas da história recente do Distrito Federal.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Segundo ciclo do RenovaDF oferece 1,7 mil vagas e novas regras de participação para ex-alunos

Por Kleber Karpov

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta quarta-feira (17/Jun), o segundo ciclo do programa RenovaDF, disponibilizando 1.770 vagas para o curso de auxiliar de manutenção na área da construção civil e introduzindo novas regras que permitem a reinscrição de ex-alunos após cinco anos. A cerimônia ocorreu durante o Feirão do Trabalhador, em frente ao Museu Nacional da República, com o objetivo de qualificar a população desempregada e atender à demanda por mão de obra especializada na capital.

A governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), participou do lançamento e destacou o caráter democrático do RenovaDF, enfatizando o acolhimento de públicos vulneráveis. Mães solo, a comunidade LGBT e cidadãos em situação de extrema vulnerabilidade são prioritários na iniciativa. A chefe do Executivo local ressaltou a importância de oferecer uma segunda chance, especialmente para pessoas que estavam em situação de rua. O programa visa criar oportunidades e gerar qualificação profissional, promovendo a autonomia dos participantes. Uma das inovações deste ciclo é a permissão para que pessoas que participaram do RenovaDF há mais de cinco anos possam se inscrever novamente. Esta medida atende a uma demanda da comunidade por qualificação contínua e novas habilidades.

“Esse é um programa de que a gente tem muito orgulho, por ser muito democrático. Esta edição, em especial, é um pedido nosso: temos pessoas que estavam em situação de rua e a gente quer dar uma segunda chance. Ele cria oportunidade e gera qualificação profissional para que a pessoa seja autônoma, independente do Estado, e os resultados são maravilhosos”, destacou Celina Leão.

Os requisitos básicos de participação permanecem os mesmos: ser maior de 18 anos, comprovar residência no Distrito Federal e estar desempregado. A classificação é baseada na vulnerabilidade socioeconômica, renda familiar e número de filhos menores de 14 anos.

Impacto no mercado de trabalho

As aulas do curso de auxiliar de manutenção serão ministradas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). A carga horária mínima é de 240 horas, divididas em três etapas de 80 horas. A formação abrange noções práticas de carpintaria, jardinagem, eletricidade, encanamento, serralheria e alvenaria. O programa busca aliar a qualificação profissional ao cuidado com a cidade, permitindo que os alunos atuem em atividades supervisionadas de manutenção de equipamentos públicos.

Os trabalhos desta etapa terão início no Plano Piloto, com vagas distribuídas nos turnos matutino, vespertino e noturno. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Thales Mendes, enfatizou o papel do RenovaDF como ponte entre a população desempregada e o setor produtivo. Mendes explicou que o programa soluciona a carência de mão de obra qualificada na capital, onde muitas empresas buscam contratar, mas enfrentam falta de profissionais preparados. A certificação do Senai-DF agrega peso à qualificação dos participantes. “Nós abrimos a oportunidade para essas pessoas se requalificarem, porque a vaga ainda existe aberta, então as empresas querem contratar. O objetivo final é que ela saia contratada ao final do curso”, concluiu.

Benefícios e critérios de participação

Durante o curso, os participantes selecionados recebem uma bolsa-auxílio de R$ 1.621, correspondente a um salário mínimo a cada 80 horas concluídas. Além da remuneração, os alunos têm direito a auxílio-transporte ou Passe Livre, seguro contra acidentes pessoais, uniforme, kit pedagógico e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Para obter o certificado ao final da formação, é necessário cumprir uma frequência mínima de 75% da carga horária. Além disso, os alunos devem ter um aproveitamento de pelo menos 80% no curso. O primeiro ciclo de 2026 do RenovaDF formou 955 alunos em curso de qualificação profissional voltado à construção civil e à manutenção urbana, com formatura realizada na terça-feira (16 de junho).

Vivência profissional e resultados consolidados

O edital deste ciclo também inova com a criação de uma etapa de vivência profissional. Alunos com alto aproveitamento que concluíram o primeiro ciclo de 2026 poderão ser selecionados para estagiar por mais três meses em empresas ou organizações credenciadas.

Durante essa vivência, os estagiários manterão o recebimento da bolsa-auxílio a cada 80 horas cumpridas. Desde sua criação, o RenovaDF já certificou 31.345 alunos e recuperou 3.150 equipamentos públicos em todo o Distrito Federal, consolidando-se como um dos maiores projetos de qualificação e zeladoria da capital.

Histórias de superação e oportunidade

Vanderleia Lima Moreira, de 59 anos, moradora do Entorno, vê na aprovação do RenovaDF uma chance essencial para o sustento de sua casa. Ela é a principal responsável por cuidar de um filho com necessidades especiais e do marido, que sofreu um AVC. Após tentativas anteriores sem sucesso, Vanderleia conseguiu o encaminhamento pela agência do trabalhador de Brazlândia. Ela comemora a primeira participação no programa, projetando um futuro mais promissor e destacando o impacto positivo da iniciativa.

“Isso aqui é uma oportunidade para melhorar a minha vida e espero que melhore a vida de milhões de pessoas que aqui estão hoje. Eu recomendo o RenovaDF, meu filho já fez e, além da chance de emprego, foi muito bom o que ele ganhou para a gente sustentar a casa”, afirmou a dona de casa.

Kelen Levi, de 39 anos, moradora de Água Quente e mãe de Anthony, de 1 ano e seis meses, aguardava há cerca de um ano e meio para ingressar no programa. A aprovação representa um espaço fundamental de aprendizado e um reforço essencial para o orçamento familiar. Ela busca continuar adquirindo conhecimento para garantir um bom futuro ao filho e enfatiza que a bolsa-auxílio é um ponto de partida importante. “É conhecimento, oportunidade, crescimento, isso é muito bom, é satisfatório”, afirmou Kelen Levi.

Ao refletir sobre o valor financeiro do benefício, ela concluiu: “Tem muitas famílias que precisam. É uma rentabilidade que ajuda bastante. E é um pontapé inicial. Desistir jamais.”




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Celina Leão defende transformar Brasília em hub tecnológico durante reunião do Lide

Lucio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

A governadora do DF, Celina Leão (Progressistas) defendeu, nesta quarta-feira (17/Jun/2026), que Brasília possui as condições necessárias para se consolidar como um dos principais polos tecnológicos do Brasil. A declaração ocorreu durante a abertura do 7º Brasília Summit, evento promovido pelo jornal Correio Braziliense em parceria com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), realizado no Brasília Palace Hotel, para discutir o impacto da inteligência artificial na gestão pública e privada.

Durante o evento, a chefe do Executivo estabeleceu como meta pessoal transformar a capital federal em um centro de inovação, destacando os recursos disponíveis na região para atrair investimentos no setor de tecnologia. “Eu tenho como missão que Brasília seja a capital tecnológica, seja o Vale do Silício do Cerrado. Tenho certeza de que temos vocação para isso. Nós temos água suficiente para data center, temos capacidade energética e possibilidade de energia solar. Mas temos, principalmente, homens e mulheres que acreditam na força de quem entende.”, disse Celina Leão.

Modernização da gestão pública

Celina Leão ressaltou a importância de o setor público acompanhar a evolução tecnológica para manter sua capacidade de resposta às demandas da sociedade. “Se o poder público não se atualizar no momento que o mundo vive, ele já está sempre atrás do privado. Ele vai paralisar”, afirmou a governadora. Como uma das primeiras medidas de sua gestão na área, foi citada a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração (SGDI) em abril. A pasta tem o objetivo de centralizar e coordenar as ações de tecnologia, inovação e integração de dados na administração pública do Distrito Federal.

Segundo a governadora, essa centralização resulta em economia financeira, ao evitar compras duplicadas de soluções tecnológicas, e em maior eficiência, ao garantir que os sistemas de diferentes áreas do governo se comuniquem. “Isso traz duas vantagens: primeiro, economia financeira; segundo, dados coligados. Você não tem sistema que não fala com sistema”, pontuou.

IA na saúde e segurança

Na área da saúde, foi destacado o programa Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente. Com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a iniciativa utiliza inteligência artificial e dados em tempo real para acompanhar a trajetória dos pacientes na rede pública, desde a entrada na unidade até a alta médica. “Eu tenho um cirurgiômetro, sei quantas cirurgias acontecem no Distrito Federal por dia, quais hospitais estão mais lotados e quais ações preciso fazer”, garantiu.

Para a segurança pública, o exemplo apresentado foi o programa DF 360°. A plataforma integra videomonitoramento e dados operacionais de câmeras públicas e privadas para apoiar o trabalho das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros. O sistema possui recursos como leitura de placas e reconhecimento facial. “A gente consegue monitorar 4 milhões de placas de veículos por dia. Nós temos um dos maiores programas de monitoramento do país”, afirmou Celina.

Fomento à inovação no Biotic

O Parque Tecnológico de Brasília, o Biotic, também foi mencionado como um pilar estratégico para o desenvolvimento tecnológico da capital. A governadora informou que o GDF está trabalhando na assinatura de acordos que permitirão a instalação de 65 novas empresas no espaço, reforçando o ecossistema de inovação local. Ela concluiu afirmando que Brasília é “uma cidade pronta para receber o valor agregado que a tecnologia traz” e que, ao abraçar o setor, “Brasília será um dos maiores hubs tecnológicos do mundo”.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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DF bate recorde e alcança 56 mil cirurgias feitas em um ano, anuncia Celina Leão

Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

O Distrito Federal registrou a marca histórica de mais de 56 mil cirurgias realizadas em suas unidades públicas durante o ano de 2025, superando o recorde anterior de 46 mil procedimentos, alcançado em 2019. O resultado, anunciado em evento no Palácio do Buriti, é fruto de um esforço concentrado da Secretaria de Saúde (SES-DF) para reduzir as filas de espera, principalmente por meio do programa Opera DF, que direciona cirurgias de menor complexidade para a rede privada parceira.

O aumento no número de procedimentos foi impulsionado pelo programa Opera DF, lançado em outubro de 2025. A iniciativa permite que a rede pública se concentre em cirurgias de alta complexidade, enquanto procedimentos mais simples são absorvidos por hospitais privados contratados. Essa estratégia visa otimizar o uso dos centros cirúrgicos públicos e atacar diretamente o tempo de aguardo dos pacientes, que compõem uma fila de espera crescente e dinâmica.

“A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, destacou Celina Leão, em evento no Palácio do Buriti.

De acordo com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o programa revisitou processos internos, mapeou os centros cirúrgicos e implementou um modelo de gestão focado em eficiência. A contratação de serviços na rede complementar é um dos pilares da ação, que tem demonstrado um aumento mensal no volume de cirurgias realizadas.

“O OperaDF nada mais é do que colocar luz em procedimento cirúrgico, ou seja, um projeto revisitado constantemente, que melhora a eficiência e eficácia dos nossos centros cirúrgicos e atrela a cirurgia de menor complexidade para a rede privada. O Opera DF é tudo isso. Então, nós mapeamos todos os nossos centros cirúrgicos e iniciamos um modelo de gestão, que reduz etapas para trazer mais eficiência e eficácia. E isso tem repercutido num acréscimo de cirurgias mensal. Nós temos observado a curva aumentando, mês a mês.”, disse Lacerda.

Resultados e contratações

Na fase inicial do Opera DF, foram contratados sete hospitais e três empresas de anestesiologia para a execução de nove mil cirurgias eletivas em especialidades como urologia, cirurgia geral, vascular e de cabeça e pescoço. Os editais seguem a nova lei de compras públicas (14.133/2021) e foram aprovados pelo Conselho de Saúde do Distrito Federal. Os pacientes contemplados são encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador.

O impacto da iniciativa já é mensurável na redução do tempo de espera. Conforme exemplificou o secretário, a fila para cirurgia de varizes caiu de mais de mil dias para uma média de nove dias. Para procedimentos de hérnia, a espera que ultrapassava dois anos foi reduzida para cerca de 50 dias.

“Nós sabemos que mais resultados virão. Eu não poderia deixar de agradecer a todos os servidores da saúde, porque nós alcançamos um recorde histórico de cirurgias na rede. Esse recorde não veio de maneira aleatória. Nós temos um time comprometido dentro dos nossos centros cirúrgicos com projeto, com ferramentas de controle e os resultados têm aparecido. É importante colocar que esses resultados repercutem diretamente para a população. Nós queremos reduzir o tempo de espera. É inadmissível ter paciente aguardando há vários anos por uma cirurgia. E eu, como médico de formação e gestor, fiz o juramento de tentar buscar o melhor para os nossos pacientes. Nós temos feito isso com compromisso e seriedade dentro da Secretaria de Saúde”, celebrou.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. sd

 

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MPDFT recomenda reestruturação das Farmácias de Alto Custo do DF

MPDFT

Por Kleber Karpov

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou, nesta segunda-feira (15/Jun), que a Secretaria de Saúde (SES) adote medidas para reestruturar as Farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conhecidas como Farmácias de Alto Custo. A ação da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) foi motivada pela identificação de graves falhas operacionais e estruturais que comprometem o acesso de pacientes a medicamentos essenciais.

A investigação da Prosus revelou um cenário de tempo de espera excessivo e condições inadequadas de atendimento nas unidades. De acordo com o órgão, a situação pode representar uma violação à dignidade dos usuários do serviço, especialmente daqueles que possuem mobilidade reduzida ou que estão em tratamento de doenças graves, conforme apontado no documento oficial. O promotor de justiça Marcelo Barenco ressaltou a responsabilidade do poder público na garantia do acesso à saúde. “O fornecimento de medicamentos de alto custo é parte essencial do tratamento de milhares de pacientes. É dever da Administração Pública assegurar que esse serviço seja prestado com eficiência, dignidade e respeito aos usuários”, destacou.

Providências exigidas à SES-DF

A recomendação do MPDFT lista uma série de providências que devem ser tomadas pela SES para solucionar os problemas. Entre as principais estão a implementação integral do sistema Sismedex, a recomposição urgente do quadro de pessoal das farmácias da Asa Sul, Ceilândia e Gama, e a reestruturação dos fluxos de atendimento para reduzir as filas.

O Ministério Público também solicita a implantação de sistemas mais eficientes de agendamento, a criação de centros de infusão para medicamentos específicos e melhorias na infraestrutura das áreas de espera. Além disso, o documento pede a regularização do programa de entrega domiciliar de medicamentos e a avaliação sobre a criação de novas unidades para descentralizar o serviço.

Posicionamento da SES e prazo para adequação

Conforme o documento emitido pela promotoria, a própria Secretaria de Saúde reconhece a existência de problemas estruturais. A pasta atribui as falhas ao aumento da demanda, à concentração de atendimentos, ao déficit de servidores e a um elevado índice de absenteísmo, além da sobrecarga de trabalho e da falta de incentivos para os profissionais.

A SES tem o prazo de 60 dias para apresentar ao Ministério Público um plano de ação detalhado. O plano deve conter medidas de curto, médio e longo prazo, incluindo metas claras e indicadores de desempenho para monitorar a eficácia das ações implementadas e corrigir as falhas no atendimento à população.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Operação Black-Tie: MPDFT e PCDF investigam crimes contra a administração pública

Divulgação / PCDF

Por Kleber Karpov

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou nesta quarta-feira (17/Jun) a Operação Black-Tie para apurar crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e contra a Administração Pública. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Planaltina, no Noroeste e em um órgão público, visando agentes públicos e particulares suspeitos de movimentações financeiras incompatíveis com suas rendas declaradas desde fevereiro de 2025.

Origem da investigação

As apurações tiveram início em fevereiro de 2025, após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica formalmente declarada por alguns dos alvos. Essa discrepância motivou um aprofundamento das diligências para determinar a origem e a legalidade dos recursos movimentados pelo grupo.

O nome da operação, “Black-Tie”, é uma referência direta a um dos fatos que despertou a atenção dos investigadores no início do caso. Foi constatada a aquisição de vestuário de alto padrão e artigos de grife com pagamentos realizados em espécie, circunstância que, associada a outros elementos, reforçou as suspeitas sobre a origem do dinheiro.

Mecanismos do esquema e medidas judiciais

No decorrer do inquérito, foram reunidos indícios que apontam para o uso de mecanismos destinados à ocultação da origem dos recursos e à dissimulação patrimonial. As autoridades apuram, ainda, uma suposta atuação coordenada entre os agentes públicos e os particulares para a obtenção de vantagens indevidas junto à Administração Pública.

Além do cumprimento dos seis mandados de busca, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorizou medidas patrimoniais. A finalidade é preservar ativos que possam estar diretamente relacionados aos fatos investigados. O inquérito tramita sob sigilo judicial e as investigações continuam em andamento.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão

Lula Marques / Agência Brasil

Por Kleber Karpov

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16/Jun), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Por unanimidade, o colegiado também determinou a inelegibilidade do ex-parlamentar por oito anos e a perda de seu cargo como escrivão da Polícia Federal. A Corte entendeu que ele articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi acolhida integralmente pelos ministros. Segundo a acusação, existem provas de que o ex-deputado atuou para que o governo dos Estados Unidos impusesse um “tarifaço” contra as exportações brasileiras, visando coagir o sistema de justiça nacional. Além da medida comercial, a Corte considerou que outras ações tiveram o mesmo objetivo. Entre elas estão a revogação de vistos de ministros do STF e de membros do governo federal, bem como a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky, um dispositivo legal norte-americano.

Argumentos da acusação e da defesa

Durante o julgamento, o subprocurador-geral da República, Antônio Edilio Magalhães Teixeira, defendeu a condenação. Ele argumentou que as ameaças de Eduardo Bolsonaro se materializaram por meio das sanções para interferir na tramitação do processo da trama golpista. A defesa do ex-deputado, conduzida pela Defensoria Pública da União (DPU), sustentou que ele não teve ingerência sobre as decisões do governo norte-americano. O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho classificou a conduta como uma “interlocução política”. “Eduardo não teve poder decisão sobre a política externa dos Estados Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função pública naquele país”, afirmou Carvalho durante sua sustentação oral.

O placar e os votos

A decisão foi unânime, com um placar de 4 votos a 0. O voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Em sua manifestação, Moraes afirmou que o ex-deputado levou desinformação ao governo norte-americano, prejudicando o Brasil. O ministro ressaltou, no entanto, que tais ações não impediram a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão no referido processo.

Situação do ex-deputado

Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o ano passado, fato que resultou na perda de seu mandato de deputado federal por faltar às sessões da Câmara. A decisão do STF ainda permite recurso. Na prática, o cumprimento da pena é improvável enquanto ele permanecer no exterior. O ex-parlamentar é aliado do presidente Donald Trump, e o texto-base aponta que uma notificação para a execução da sentença dificilmente seria atendida pelo governo norte-americano.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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‘Carrasco da enfermagem’: Alcolumbre usa PEC do piso como moeda de troca política, sugere Jorge Vianna

Reprodução

Por Kleber Karpov

O deputado distrital Jorge Vianna (Democrata) utilizou a tribuna da Câmara Legislativa do DF (CLDF), nesta quarta-feira (17/Jun), para criticar o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) por obstruir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2024, que propõe vincular o Piso Salarial Nacional da Enfermagem a uma jornada de referência de 36 horas semanai. Segundo o parlamentar, Alcolumbre estaria a se utilizar da PEC, como moeda de troca em negociações com o Palácio do Planalto.

Vianna iniciou o pronunciamento com o anúncio da aprovação do piso salarial da classe médica, no valor de R$ 13.500, o que o deputado classificou como “excelente” a definição de um piso dos médicos, para uma jornada de 20 horas semanais. Mas o deputado apontou um contraponto, ao resgatar a dificuldade da categoria na aprovação do piso da Enfermagem e que mesmo após sancionado, ainda foi parar em representação de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme também lembrou o deputado, após quatro anos de luta, a Enfermagem conquistou um piso de R$ 4.750 para enfermeiros e R$ 3.325 para técnicos, para uma jornada de 44 horas semanais. “Ou seja, bem menos que a metade do valor hoje do piso dos médicos e ainda para trabalhar mais que o dobro dos médicos”, disse Vianna ao observar que a PEC 19/2024, é resultado de um acordo para ajustar a carga horária para 36 horas semanais. Proposta essa, parada no Senado. “Não passa porque o senador Alcolumbre, que é uma das maiores desgraças da política brasileira, está lá sentado e influenciando os demais senadores a não votar, alegando o seguinte: ‘Olha, se a gente for votar aqui no Senado todos os pisos das categorias, o Brasil vai quebrar’. Quebrar o quê? Está quebrando essa política suja que nós temos no Congresso Nacional”, disse Jorge Vianna.

Piso como ferramenta de distribuição de renda

O distrital defendeu a aprovação dos pisos salariais como um mecanismo de desenvolvimento regional e distribuição de renda. Vianna argumentou que, ao garantir um salário digno em todo o país, o governo federal evita o êxodo de profissionais de estados do Norte e Nordeste para os grandes centros urbanos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Se ele [profissional de enfermagem] tiver o salário dele como piso pago na região, ele vai distribuir a renda, ou seja, o dinheiro vai ficar no município. Essa é a lógica”, afirmou Vianna. Para o deputado, a não aprovação mantém a divisão do país, com estados pobres pagando salários menores e os ricos, valores maiores.

Uso político e apelo aos eleitores

As acusações contra Davi Alcolumbre não se limitaram à pauta da enfermagem. De acordo com Vianna, o senador também estaria a reter o projeto que discute a escala de trabalho 6×1 como forma de pressionar e negociar com o governo federal. “Esse é o jogo do senador Alcolumbre. Tudo ele quer negociar”, pontuou.

Ao final de seu discurso, o deputado fez um apelo direto aos eleitores em ano eleitoral, pedindo que pressionem seus representantes no Senado para que a pauta avance. Ele condicionou a votação da PEC 19 e da escala 6×1 à vontade de Alcolumbre de pautar os temas. “Atenção Brasil, se os seus senadores não fizerem pressão, o Alcolumbre não bota em votação. E aí, esse ano é eleitoral. Não votemos, não vamos votar nos senadores que não estão apoiando essa causa”, concluiu.

Alcolumbre sobre os pisos salariais

Nas últimas semanas Alcolumbre se manifestou sobre projetos de pisos salariais para apreciação do Senado Federal. “Então queria pedir a vossas excelências, a minha decisão não é botar na pauta nenhum, mas eu quero ouvir vossas excelências pra gente buscar um entendimento também com o governo federal, com os estados brasileiros e com os municípios brasileiros e decidir em conjunto quais as matérias nós vamos deliberar no plenário do Senado que impactam direta ou indiretamente nas finanças públicas do Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas públicas nos municípios brasileiros, nos estados brasileiros e na União.”, disse o Alcolumbre, em 09 de junho, durante sessão do Senado Federal.

O parlamentar anunciou ter 31 projetos de pisos salariais de diversas categorias de trabalhadores, dentre esses, o dos médicos e o da enfermagem, nominados pelo parlamentar, Ocasião e que, em nome da responsabilidade fiscal, sob argumento de estar preocupado com a capacidade de o governo federal, manter o equilíbrio das contas públicas, foi taxativo em afirmar que “ou eu vou botar todos [os projetos em votação] esses daqui na pauta, todas as PEC, todos os pisos e todas as solicitações, ou eu não vou botar nenhum.”. Fala que acabou por não se confirmar, a julgar que houveram projetos colocados em votação e aprovado o piso dos médicos, e ainda, dos professores.

Confira algumas falas de Alcolumbre:




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Candidaturas femininas crescem no Brasil, mas número de eleitas ainda continua baixo

 LETICIA DE MACENO / INSTITUTO MARIELLE FRANCO

Por Kleber Karpov

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (16/Jun) revela que, embora o número de mulheres candidatas à Câmara dos Deputados tenha crescido aproximadamente 925% entre 1998 e 2022, o aumento de eleitas para o mesmo cargo foi de apenas 210%. Os dados, compilados no Portal da Classe Política, indicam uma persistente desigualdade na representação política, apesar do avanço na participação feminina nas disputas eleitorais.

A análise, conduzida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT-ReDem) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mostra que o total de candidatas à Câmara saltou de 358 para 3.668 no período analisado. No entanto, o número de deputadas federais eleitas passou de 29 para 90, evidenciando uma desproporção significativa entre a participação e o sucesso eleitoral.

Nas eleições de 2022, as mulheres conquistaram 17,5% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 17,8% das vagas nas assembleias estaduais. Embora sejam os maiores percentuais da série histórica, os números permanecem distantes tanto da paridade de gênero (50%) quanto do piso de 30% estabelecido por lei para as candidaturas.

Mecanismos partidários limitam avanço

Segundo o estudo, a Lei das Cotas de Gênero (Lei 9.504/1997) e a Minirreforma Eleitoral (Lei nº 12.034/2009) foram fundamentais para ampliar o número de candidaturas femininas ao estabelecer a reserva mínima de 30% por gênero. Contudo, os pesquisadores apontam que a legislação não foi suficiente para garantir condições equivalentes de competição dentro das legendas.

Nilton Sainz, cientista político da UFPR e responsável pelo Portal da Classe Política, afirma que os principais obstáculos estão nos mecanismos de poder dos próprios partidos. Ele destaca o acesso desigual ao financiamento de campanha como um fator central.

“O primeiro deles é o controle partidário dos recursos. Há um acesso muito desigual no financiamento de campanha. As mulheres recebem menos recursos e costumam receber os valores mais em materiais de campanha, enquanto homens recebem mais em dinheiro. Também há uma exclusão sistemática das mulheres nos cargos de decisão dentro dos partidos e isso reflete em questões como visibilidade e tempo de televisão”, avalia o pesquisador.

Sainz também aponta a existência de candidaturas sem viabilidade eleitoral, utilizadas apenas para cumprir a cota legal. “Outro problema é o número de candidaturas ‘laranjas’ femininas. Chamamos assim as candidaturas que não têm viabilidade de realmente disputar a vaga, mas são colocadas ali apenas para bater as cotas obrigatórias”, complementa.

Impacto na agenda pública

A baixa representatividade feminina no Legislativo, conforme a análise, impacta diretamente a agenda pública. A ausência de mulheres nos espaços de poder reduz o debate sobre temas considerados essenciais para a população feminina, como políticas de saúde, criação de creches e o combate à violência de gênero.

“Quando elas são excluídas dos espaços de poder, suas vozes são silenciadas, os impactos são diretos. Orçamento para essas agendas pode ser diminuído em relação a outras coisas que se tornam prioridades legislativas”, explica Nilton Sainz.

Uma nova ferramenta de análise

O Portal da Classe Política foi lançado com o objetivo de tornar os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais acessíveis. A plataforma transforma informações de 14 eleições, de 1998 a 2024, em indicadores visuais, permitindo análises sobre candidaturas, patrimônio e financiamento de campanhas em níveis municipal, estadual e federal.

“Ao consolidar toda essa massa de dados fornecidas pela Justiça Eleitoral, conseguimos aproximar informações para o cidadão que antes pareciam muito distantes. É uma ferramenta que as organiza melhor e as torna mais auditáveis”, conclui o pesquisador.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan

Governo de SP

Por Kleber Karpov

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu, nesta terça-feira (16/Jun), em Brasília, um grupo de trabalho para aprofundar a avaliação de segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV. Formalizada pela Portaria nº 715/2026, a iniciativa visa coordenar a análise de dados clínicos de eventos adversos e revisar o perfil de risco e benefício do imunizante, no âmbito do monitoramento contínuo de produtos.

O novo colegiado será responsável por coordenar e oferecer suporte técnico a um painel de especialistas, que analisará as notificações de eventos adversos ocorridos após a aplicação da vacina. A atuação do grupo, inserida no contexto da farmacovigilância, inclui a avaliação de informações complementares que serão apresentadas pelo detentor do registro do imunizante e a consolidação de dados para a análise.

A equipe será formada por representantes de diversas áreas técnicas da Anvisa, como os setores de produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de membros das diretorias da agência. A portaria prevê ainda a possibilidade de convidar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado ao Ministério da Saúde, para participar das atividades.

Painel consultivo e deliberação final

O painel de especialistas terá caráter consultivo e será composto por profissionais externos à Anvisa. A seleção dos membros levará em conta critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflitos de interesse. A participação no painel será voluntária e não remunerada.

As conclusões técnicas elaboradas tanto pelo grupo de trabalho quanto pelo painel de especialistas servirão como subsídio para as decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, órgão responsável pelas deliberações finais. A portaria estabelece que o grupo terá duração indeterminada, permanecendo ativo enquanto houver necessidade de acompanhamento relacionado à segurança da vacina.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

 

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Mais Médicos completa 13 anos com assistência a 67 milhões de brasileiros e fortalecimento do SUS no país

Sarah Maximo / Agência Saúde

Por Kleber Karpov

Ao completar 13 anos de existência, o Programa Mais Médicos alcança a marca de 67 milhões de brasileiros assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme divulgado pelo Ministério da Saúde em 16 de junho. A iniciativa, que conta com mais de 27 mil médicos na Atenção Primária à Saúde, está presente em aproximadamente 4,5 mil municípios, com o objetivo de reduzir vazios assistenciais e fortalecer as equipes de Saúde da Família, especialmente em territórios vulneráveis.

O programa atua em cerca de 1,7 mil municípios com altos índices de vulnerabilidade social, consolidando-se como uma política pública essencial para a expansão do acesso à saúde. A meta do Ministério da Saúde é ampliar o número de profissionais para 28 mil até o ano de 2027, reforçando a cobertura da Atenção Primária em todo o território nacional.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Mais Médicos representa um marco no cuidado em saúde nas regiões mais necessitadas do país. Ele destacou o impacto social da iniciativa ao longo de sua trajetória. “Treze anos depois, o Mais Médicos continua contando a história de um Brasil que se recusou a abandonar seu povo. Cada médico presente em uma comunidade remota, em uma periferia ou em um território indígena representa mais do que atendimento: representa respeito, cidadania e a garantia de que nenhuma vida vale menos por causa do lugar onde nasceu”, afirmou.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, também ressaltou a capacidade do programa de transformar a realidade da população. Ele enfatizou o papel do Estado em garantir o acesso à saúde como um direito fundamental.

“Comemorar os 13 anos do Mais Médicos é celebrar uma política pública que mudou a realidade de milhões de brasileiros. O programa mostrou que, quando o Estado chega aonde as pessoas mais precisam, é possível reduzir desigualdades, fortalecer o SUS e garantir cuidado com dignidade”, destacou Proenço.

Impacto cultural e celebração

Para celebrar a trajetória do programa, o Ministério da Saúde promoveu um encontro nacional em Brasília (DF) no dia 08 de junho. O evento reuniu profissionais, gestores, pesquisadores e representantes de instituições de ensino e organismos internacionais para debater os resultados e o futuro do provimento médico no Brasil.

Durante a celebração, foram lançados o livro Caminhos Mais Médicos: Experiências Transformadoras na Atenção Primária à Saúde e uma exposição fotográfica de mesmo nome. A obra literária reúne dez experiências de diferentes regiões do país, evidenciando o fortalecimento do cuidado em comunidades historicamente vulnerabilizadas.

A exposição, por sua vez, apresenta registros fotográficos que ilustram a diversidade de cenários e populações atendidas, desde áreas remotas da Amazônia até comunidades quilombolas e ribeirinhas. Segundo Proenço, as iniciativas culturais capturam a essência do programa.

“Esta exposição e este livro traduzem aquilo que muitas vezes os números não conseguem mostrar: histórias de vida transformadas pelo cuidado. Cada fotografia e cada relato revelam a presença do SUS nos territórios, o compromisso dos profissionais com as comunidades e o impacto do Mais Médicos na construção de uma saúde mais próxima, humana e acessível para a população brasileira”, concluiu.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Por unanimidade, STF condena Eduardo Bolsonaro no caso do tarifaço

Por Kleber Karpov

Nesta terça-feira (16/Jun), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento da Ação Penal 2782, realizado em Brasília, concluiu que o ex-parlamentar atuou para interferir na ação penal que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

A decisão foi consolidada com um placar de 4 a 0. O voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, foi seguido integralmente pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino. A condenação baseou-se na comprovação de que Eduardo Bolsonaro articulou manobras para pressionar a Corte.

Segundo o processo, o ex-deputado atuou para estimular o governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a impor um “tarifaço” contra exportações brasileiras. A acusação também incluiu tentativas de obter a revogação de vistos de ministros do STF e de outras autoridades do governo federal, além da aplicação das sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky.

Próximos passos e situação do ex-deputado

Com a condenação firmada, a sessão da Primeira Turma prosseguirá para a fase de dosimetria, na qual os ministros definirão o tamanho e o regime da pena a ser aplicada a Eduardo Bolsonaro. A definição da sentença ocorrerá nos próximos passos do julgamento.

Atualmente, o ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde 2025. Ele perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados por faltar às sessões legislativas. A Defensoria Pública da União (DPU), que atuou em sua defesa, havia solicitado a absolvição no processo.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Mais de 950 alunos são certificados no primeiro ciclo do RenovaDF de 2026

Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

O primeiro ciclo de 2026 do programa RenovaDF certificou 955 alunos nesta terça-feira (16/06), em uma cerimônia realizada no Feirão do Trabalhador, na Esplanada dos Ministérios. O evento, que contou com a presença da governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), marcou a conclusão do curso de qualificação profissional em construção civil e manutenção urbana, que promoveu a recuperação de 200 equipamentos públicos no Distrito Federal.

Na cerimônia Celina Leão ressaltou o sucesso da iniciativa como ferramenta de transformação social e financeira. A chefe do Executivo destacou que a taxa de empregabilidade do programa atinge quase 30% dos participantes egressos, oferecendo uma nova perspectiva de carreira para os formandos.

“Esse é um programa que deu certo. Nós damos uma oportunidade de aprender uma profissão. Hoje temos uma taxa de empregabilidade de quase 30% para as pessoas que saem desse programa. É uma iniciativa democrática, que dá a mesma oportunidade de recomeçar e, para muitos, de transformar a vida financeira”, afirmou Celina Leão.

Qualificação

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e executado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF), o curso tem carga mínima de 240 horas. Durante a formação, os alunos recebem uma bolsa equivalente a um salário mínimo, além de auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais.

O secretário da pasta, Thales Mendes, enfatizou que a formatura ocorreu dentro da estrutura do Feirão do Trabalhador, permitindo o acesso direto dos formandos a mais de 100 empresas. “O nosso objetivo é que saiam daqui contratados”, disse. Mendes também destacou a dupla função do programa, que agrega “qualificação profissional à recuperação de equipamentos públicos”.

Impacto nas regiões

Neste ciclo, os alunos atuaram na recuperação de equipamentos em 12 regiões administrativas, como Samambaia, Riacho Fundo II, Paranoá, Plano Piloto e Ceilândia. As atividades práticas incluíram pintura de quadras esportivas, serviços de serralheria, recuperação de paradas de ônibus e manutenção de campos sintéticos.

Para Maria Nilva Pereira, de 45 anos, a participação foi a realização de um sonho. “Eu me inscrevi umas quatro vezes. Quando consegui e vi meu nome na lista, corri para a administração no mesmo dia para deixar tudo certo”, contou. Ela se disse satisfeita com o trabalho prático: “Foi muito bom fazer aquela pintura para que as crianças tenham tudo bonitinho”.

Silvaneide Souza, 41 anos, moradora da Estrutural, já aplica os conhecimentos em sua própria residência. “Aprendi a pintar e já comecei a fazer serviços em casa. Pintei minha casa, está uma princesa”, comemorou. Ela, que adiou uma viagem para concluir o curso, agora pretende usar a nova habilidade para gerar renda e afirmou: “Falei para o meu esposo que vou pegar um apartamento para pintar.”

Desde sua criação, o RenovaDF já certificou 31.345 alunos e recuperou 3.150 equipamentos públicos no Distrito Federal. A formatura desta terça-feira integrou a programação do Feirão do Trabalhador, que segue até sexta-feira (19) em frente ao Museu Nacional da República.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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Na Hora Empresarial ultrapassa 30 mil atendimentos em pouco mais de quatro meses e facilita a vida de empreendedores do DF

Divulgação / SEJUS

Por Kleber Karpov

Em operação há pouco mais de quatro meses, a unidade do Na Hora Empresarial, localizada no Venâncio Shopping, realizou 30.150 atendimentos entre fevereiro e as primeiras semanas de junho deste ano. A iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) foi criada para centralizar e agilizar serviços essenciais a empresários, alcançando um índice de produtividade de 95,7% ao simplificar a rotina do setor produtivo.

Os números demonstram a rápida adesão do público ao novo modelo de atendimento integrado. No período analisado, a unidade registrou uma média de 260 atendimentos por dia útil, consolidando-se como um ponto de referência para empreendedores que buscam resolver pendências de forma eficiente.

A diversidade de órgãos parceiros se reflete na distribuição da demanda. A Polícia Federal (PF) liderou o volume de atendimentos, com 28.198 registros e um índice de produtividade de 96%. Em seguida, destacam-se a Neoenergia, com 1.010 atendimentos, o Detran-DF (263), a Caesb (239), a DF Legal (210) e o Sebrae (138).

“O Na Hora Empresarial nasceu para tornar a relação entre o empreendedor e o poder público mais simples, ágil e eficiente. Ultrapassar a marca de 30 mil atendimentos em tão pouco tempo demonstra que estamos no caminho certo, oferecendo serviços de qualidade e contribuindo para um ambiente de negócios mais favorável no DF.”, disse o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana.

Para quem empreende

Instalado em um espaço de mais de 500 metros quadrados no Setor Comercial Sul (SCS), o Na Hora Empresarial foi projetado para concentrar serviços estratégicos. O atendimento é presencial e, para a maioria dos serviços, não exige agendamento prévio, eliminando filas e burocracia.

A unidade reúne parceiros fundamentais para a abertura e regularização de empresas. Estão presentes órgãos como DF Legal, Vigilância Sanitária, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), Neoenergia, Caesb, Detran-DF, Sebrae, Junta Comercial (Jucis-DF), Brasília Ambiental (Ibram), Secretaria de Economia (SEEC-DF) e Corpo de Bombeiros.

Um dos principais diferenciais é a presença da Polícia Federal, que oferece serviços de alta demanda, como controle de produtos químicos, segurança privada e registro de armas. A emissão de passaportes é o único serviço que requer agendamento prévio, integrando as demais atividades ao fluxo de atendimento direto da unidade.

“Consegui resolver tudo o que precisava em um único lugar. O atendimento foi rápido, sem burocracia e sem necessidade de ficar marcando horário ou indo de um órgão para outro. Tudo funcionou de forma muito pontual e organizada.”, destacou o empresário Israel Lincoln.

“Ter vários serviços reunidos em um só lugar facilita muito a vida de quem empreende. Antes era necessário percorrer diferentes órgãos para resolver questões que hoje podem ser tratadas em um único endereço. Além da praticidade, o ambiente é confortável e o atendimento é muito bom.”, afirmou o empresário André Carrion.

Economia de tempo e desburocratização

A centralização de serviços em um único endereço gera ganhos significativos de tempo e eficiência para os empresários. Segundo o subsecretário do Na Hora, Rodrigo Barbosa, a iniciativa foi concebida para reduzir deslocamentos e aproximar o poder público de quem gera emprego e renda na capital federal.

“O empresário precisa de agilidade para dedicar seu tempo ao crescimento do negócio. O Na Hora Empresarial foi concebido justamente para reduzir deslocamentos, eliminar etapas desnecessárias e aproximar os serviços públicos de quem gera emprego e renda. Os resultados mostram que essa integração tem produzido impactos concretos na vida dos empreendedores e reforçam a importância de continuarmos investindo em inovação e qualidade no atendimento.”, explicou Rodrigo Barbosa.

Com uma equipe de 23 colaboradores, o modelo integrado de atendimento fortalece a política de desburocratização do Governo do Distrito Federal. A unidade amplia o acesso a serviços essenciais para empresas de todos os portes e segmentos, contribuindo para um ambiente de negócios mais favorável.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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