Início Site

SindSaúde-DF rumo aos R$ 200 milhões: sindicalizados ativos e aposentados apontam receio de possível golpe sobre ação do INSS de 1993

Por Kleber Karpov

Os servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF, ativos e aposentados, ficaram abismados, após receberem contatos de um advogado de um “escritório de advocacia terceirizado” pelo Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde-DF). O motivo, uma pressão, disfarçada de proposta, para que os aposentados se sujeitem a receber cerca de 10% do valor a que têm direito os profissionais de saúde, sindicalizados. Isso em relação na ação coletiva do Processo nº 15.106/93, referente a cobrança, a mais, do referente a recolhimentos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), durante o período de 1992 a 1999. A ação contra o GDF abrange 8.124 servidores e contabiliza, com valores atualizados até julho de 2020, o montante de R$ 204,55 milhões.

Segundo várias denúncias recebidas por PDNews, que também circulam em grupos de servidores da Saúde, o SindSaúde-DF, em vias de ter a ação do INSS, em precatórios, teria contratado um escritório de advocacia, de Goiás, que tem instruído, os sindicalizados a negociarem o recebimento de aproximadamente 10% do valor devido pelo GDF, para hipoteticamente, não perderem dinheiro.

Em uma das denúncias que chegou até PDNews, uma sindicalizada, aposentada, que não se identificou relatou a ‘proposta’ do suposto escritório de advocacia. Bem como o contato com um advogado do Sindicato, por nome Rodrigo. Muito embora, fontes apontem que não há no Sindicato nenhum advogado a atender com esse nome. Em outras denúncias servidores indiquem que pode se tratar do diretor do Sindicato a se passar por advogado.

“Hoje pela manhã, recebi uma ligação de uma assessoria dos advogados do SindSaúde. Olha só. Eles querem enviar um email para você receber um ano só de INSS ao invés de oito. Eu fiquei maluca. Aí procurei o SindSaúde e nenhum dos telefones não acertava a ligação, tudo dando como se tivesse com problema, consegui falar com um advogado agora a tarde. Aí ele disse: ‘- Não que essa empresa é terceirizada, ela é que faz esse trabalho por fora.’ Ai falei. Dr. Rodrigo. Isso é 171, igual fizeram com o tíquete alimentação, igual eu, tinha quase R$ 8 mil e e ganhei R$ 3 mil. Então estou fora e vou mobilizar o máximo de gente que eu tenho de gente que eu tenho conhecimento, para não entrar nessa. Aí ele disse que vai mandar o email para vocês, para ver as duas sugestões deles. Sei que uma é essa. Se quiser pegar um ano, você recebe. Senão os oito anos, já perdeu”, disse ao pedir que todos se unam para discutir o assunto. “Isso é errado, é roubo, tá bom, um abraço”, concluiu.

Uma segunda servidora aposentada, também não identificada por PDNews, encaminhou no grupo, mensagem sobre o contato do tal escritório de advocacia, porém, o caso chama ainda mais atenção pois a pessoa afirma ter recebido contato de escritório de advocacia, “de Goiás.”

Escritório de advocacia

E o caso segue a ficar mais ‘estranho’, em mensagem de outra sindicalizada, com uma carta, supostamente ligada ao Escritório Paiva Futuro Advocacia, em que o escritório afirma ser contratado, pelo SindSaúde-DF para ingressar com as ações individuais de cumprimento de sentença coletiva do INSS.

No documento a empresa apresenta como argumento um entendimento corrente por parte das Varas de Fazendas Públicas de aplicação de base de cálculo “seja de 1992 a 1999, com índices de correção monetária com base no INPC até 2018 e na SELIC a partir de então.”

Embora, sem uma explicação mais coloquial, a empresa pondera que “o valor a ser recebido será menor, do que a expectativa inicial, uma vez que a base de cálculo também será menor. Se a escolha for em se perseguir o valor a maior (Considerando de 1992 a 1999) corre-se o risco real de pagar sucumbência, com honorários de sucumbência que será calculada com base na diferença entre o valor solicitado e o valor deferido.”

Fonte: Reprodução em grupo do whatsapp | Cedido ao Política Distrital

Mas um dos sindicalizados que conversou com PDNews, acende o sinal de alerta. “A empresa tem uma página na internet que só mostra a marca da empresa. Pesquisei o endereço porque a colega tava falando que era em Goiás, mas o único que achei era no Plano Piloto, lá no Brasil 21. Pesquisei o CNPJ e a empresa ainda não tem um ano e a empresa foi aberta com R$ 30 mil. Que garantia que você acha que o Sindicato vai dar?”, questionou o sindicalizado.

Porém

PDNews conversou com a servidora aposentada da SES-DF e presidente da Caixa de Assistência e Benefícios do Servidor do GDF (CABS), Elied Barbosa, que apontou que ceder a ‘pressão’ do sindicato, pode ser um péssimo negócio.  EX-diretora do SindSaúde-DF, que perdeu muito dinheiro com o Sindicato com os precatórios do benefício-alimentação, disse que ajuizou ação por iniciativa própria e já recebeu, bem mais, que se tivesse ajuizado ação por intermédio da entidades sindical.

“Na ação do INSS eu entrei com uma advogada da própria CABS e individualizei. Recebi R$ 5 mil, no ano passado”, disse ao observar que na ação dos precatórios. “O processo da Alimentação [precatórios], eu vendi lá no sindicato, de R$ 22 mil, eu recebi R$ 3.500”, explicou.

Elied explicou ainda que se comparado à lógica de o SindSaúde-DF ‘negociar’ o pagamento de 10% ou 1/8 do valor a ser recebido, o sindicalizado corre o risco de perder muito dinheiro. Além de questionar eventual prejuízo com “sucumbência com honorários de sucumbência” alegados pela empresa.

“Se a pessoa individualizar na ação na Justiça, ela vai ter duas opções, ou deixar virar precatório para tentar receber o valor integral ou aderir à RPV [Requisições de Pequeno Valor (RPVs)] — atualmente estipulada em 20 salários mínimos para o Distrito Federal, conforme publicação de Portaria Conjunta nº 13/2023 —, nesse caso o GDF pode recorrer, e óbvio que a ação sempre vai depender da decisão do juiz, mas no fim, eu por exemplo recebi R$ 5 mil. Se a gente pegar essa lógica do Sindicato, a minha ação que originalmente era de R$ 22, R$ 23 mil, eu teria que limitar os R$ 9.999 da RPV e eu ia receber o quê, R$ 1 mil? É meio sem noção.”, ironizou Elied Barbosa ao ponderar que “Em relação à sucumbência, não faz sentido pois a pessoa pode pedir a gratuitidade da Justiça.”, esclareceu Elied Barbosa.

Calejados

Reprodução: SindSaúde-DF

Sob esse contexto, a receptividade ao “Comunicado Importante” em que o SindSaúde-DF sugere aos sindicalizados ativos e inativos, sobretudo aos aposentados, que se depararam com o que muitos consideram uma espécie de ‘pegadinha’ de mal gosto, a publicação ocorrida em 24 de janeiro, data em que se comemora o Dia do Aposentado, não foi das melhores. Isso por se depararem com pedido de agendamento de um “atendimento presencial, para tratar da ação do INSS 1993”, após os traumas vividos, com calotes, falta de pagamentos e perda considerável de valores.

Traumas esses, relacionados aos precatórios do Benefício Alimentação, em que os sindicalizados chegaram a acionar o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que chegou a aceitar denúncia, porém, ao que parece o caso parece, desde então, não teve nenhum desfecho. Isso porque à época, o MPDFT questionou se houve “ampla divulgação” por parte do SindSaúde-DF e a entidade alegou “cautela” para evitar que os servidores fossem lesados. Vale lembrar que, na ocasião a entidade era questionada na Justiça, por ter vendido precatórios a diversas empresas, dentre essas à Cia Toy Brinquedos.

O que dizem as partes?

PDNews questionou o SindSaúde-DF, sobre a proposta de se pagar cerca de 10% dos valores devidos pelo GDF aos Sindicalizados e ainda sobre a identidade do “doutor Rodrigo”, suposto advogado, que teria ligado para a Sindicalizada aposentado e informado sobre a empresa de advocacia terceirizada. Porém, o sindicato não se pronunciou até o momento da publicação da matéria.

O site confirmou o endereço do escritório de advocacia e também realizou contato com a empresa para confirmar se há contrato firmado com o Sindicato, se há algum “doutor Rodrigo”, seja no quadro societário ou de colaboradores, e ainda se reconhecia a instrução, denunciada por sindicalizados, atribuída à empresa, e publicada nas redes sociais. PDNews no entanto, também não obteve retorno.

A pergunta que não quer calar

Para onde vão os 90% dos 204 milhões?

Será que a Operação Draco II, responde?




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

 

Publicidade


Como o futebol consegue aproximar a América Latina?

Em uma fase em que existe muita incerteza entre relações de diferentes países sul americanos, se percebe rapidamente como o futebol é capaz de aproximar – nem que seja por somente 90 minutos – pessoas com as visões mais distintas possíveis. Sendo reconhecido como um dos continentes em que o futebol é mais forte, é natural que grandes eventos esportivos tenham esse enorme poder de fazer esquecer algumas das maiores questões de nossa sociedade.

Assim, fará sentido compreender quais são realmente as competições que têm esse enorme poder. Em uma fase em que uma nova temporada de futebol se está iniciando, fará sentido compreender como esse fenômeno de futebol está bem presente. Aliás, em termos de calendário, as competições nacionais e internacionais, que nossos times participam, levam a que estejam jogando praticamente de 3 em 3 dias.

Copa Libertadores demonstra bem esse poder de união

Muitas vezes considerada a “Liga dos Campeões da América Latina”, a Copa Libertadores junta os melhores times de futebol da região da América Latina. Em uma fase em que os times brasileiros são os claros favoritos, como se percebe pelo jogo de hoje na Sportsbet, a realidade é que, historicamente, os times se juntam e acabam provando no gramado qual é o melhor time.

Naturalmente, como forma de torcer por seu time, existem deslocações e investimentos grandes dos torcedores para estarem presentes nesses grandes jogos. Também essa componente econômica acaba sendo muito importante para que os times se consigam aproximar. Todas essas componentes fazem com que o futebol continue sendo determinando não só em termos esportivos ou competitivos, mas sobretudo em termos sociais e de respeito pelo outro, ainda que ele possa ser bastante diferente em várias componentes.

Investimento no futebol contribuiu para diferentes oportunidades

Claro que não só as grandes competições têm o poder de colorir a vida de milhões de torcedores pela América Latina, como também a própria indústria do futebol acaba empregando milhares de pessoas, dando condições que, de outro jeito, seria mais complicado de atingirem. Indo muito além dos contratos milionários dos jogadores, que acabam mudando suas vidas e da própria família, mas também a diretoria e todo o pessoal que têm de ser contratado para que um time profissional possa estar trabalhando de forma eficaz e proativa.

Bastará analisar os diferentes estudos sobre a indústria de futebol no Brasil para se compreender que ela continua sendo muito importante em termos econômicos, gerando altas receitas e muitas oportunidades para todos os que acabam adorando o esporte rei.

Brasil continuará sendo o país do futebol?

Com dezenas de milhões de torcedores e uma paixão incansável por times de alto nível, como se encontram no Brasil, é natural que o futebol continue sendo, por muito tempo, o esporte rei. Tal influência até se percebe em questões políticas, onde muitas vezes políticos se juntam à imagem de certo time para conseguirem conquistar mais votações. Avaliando pelas métricas mais recentes, tal paixão futebolística não terá tendência para diminuir nas próximas décadas, com tudo de bom e ruim tal possa trazer.

 

Publicidade


Secretario de Saúde mente sobre aquisição, enquanto recorria na Justiça, para impedir compra de medicamento para paciente com câncer?

Com necessidade de medicamento para dar continuidade e fazer transplante de medula, enquanto usuário do SUS aguardava compra de medicamento, Secretaria de Saúde recorreu, por quatro vezes na ação. Mas TJDFT arrestou R$ 52 mil para aquisição de duas doses de Mozobil, necessárias ao tratamento

Por Kleber Karpov

Com uma reincidência de um câncer, mieloma múltiplo, na medula óssea e a necessidade de ser medicado com duas doses de Mozobil, o líder comunitário de Santa Maria, e aposentado dos Correios, Domingos Arruda de Sá, 62 anos, teve que recorrer a Justiça para ter acesso ao medicamento. Porém, mesmo com liminar do Tribunal de Justiça do DF, obtida por intermédio da Defensoria Pública do DF (DPDF), enquanto Domingos luta pelo direito a vida, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), recorria das decisões para impedir a aquisição do medicamento.

Política Distrital (PD) esteve na casa de Domingos, no final de novembro, após o aposentado postar um áudio nas redes sociais, em que cobrou providências por parte do governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg. O caso ocorreu após vir a público o tratamento por parte da primeira dama, Márcia Rollemberg.

Chateado, Domingos criticou a atenção recebida por Márcia Rollemberg, enquanto servidora pública, custeada pelos cidadãos do DF com acesso aos melhores hospitais e especialistas, enquanto os pacientes das oncologias da rede pública do DF são submetidos a total falta de assistência por parte do GDF.

“A mulher do governador está com câncer do ovário, está internada. Eu tive uma notícia de fonte segura, que vem uma equipe do Sírio Libanês para fazer o tratamento dela aqui. Porque a mulher do governador tem essa moral toda de fazer o tratamento dela aqui. Mas quem está pagando esse isso, somos nós. Sou eu, você, ela, porque nós vamos ao mercado, compramos o fósforo, o sabão, o detergente e tudo e os impostos estão embutidos ali.”, disse.

Dignidade, Márcia Rollemberg

Márcia Rollemberg, primeira dama do DF – Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Para Domingos, a Primeira Dama deveria aproveitar essa experiência, trágica, para tentar ajudar os portadores de câncer do DF. O aposentado observou que os pacientes oncológicos, na rede pública só sofrem por falta de estrutura, mesmo com o empenho dos servidores que trabalham “com o coração”, para garantir tratamento aos pacientes.

“Não estou questionando o caso dela ficar boa. Eu quero que ela fique boa e quero que ela seja uma guerreira nessa defesa com a gente nessa batalha contra o câncer e lutar para ter dignidade com os portadores de câncer. Eu não penso só em mim, eu penso nos outros, nos irmãos lá na fila, que não estão conseguindo uma consulta, uma radioterapia, uma quimioterapia. Lá tem dia que você chega não tem papel para imprimir um hemograma, não tem tonner, reagente, não tem absolutamente nada. As coisas que eles têm, os escalpes, as seringas, muitas coisas são doações que eles estão conseguindo. O pessoal da ala, da oncologia, eles estão trabalhando com o coração. Não é esse governo, esse governo está ajudando. Esse governo, ele realmente está desacreditado com a saúde.”.

Descaso

Diagnosticado com câncer em 2005, Domingos Arruda chegou a fazer um transplante de medula óssea no ano seguinte. Porém, no final de 2015, o aposentado voltou a sofrer com a reincidência da doença.  Após passar por consultas no Instituto do Coração do DF (INCOR-DF) foi constatado a necessidade de tomar as duas doses de Mozobil, antes de passar por novo transplante de medula óssea.

Mas, sem recursos, para custear dos R$ 52, mil, pois cada uma custa R$ 26 mil, e cansado de esperar a ‘boa vontade’ da SES-DF, espera de mais de dois anos, amigos e parentes tentam obter os recursos necessários à compra do medicamento.

“A minha vida depende dessa medicação,  tenho uns amigos aí, nos fizemos rifa, bingo, tem uns amigos da minha cidade que são solidários comigo, de vez enquanto depositam, R$ 100, R$ 200, eu estou com um pouco de dinheiro, mas ainda não é o suficiente para comprar uma dose ainda”, disse ao observar que com o bingo, arrecadou R$ 4.800, “hoje eu tenho, com as doações que me deram, em torno de R$ 13 mil, mas a dose custa R$ 26 mil, então está longe pois eu preciso de duas doses.”, explicou.

À época, revoltado com o descaso da SES-DF, Domingos critica a inércia do secretário de saúde, Humberto Lucena Pereira da Fonseca, e da Justiça por deixar de exigir que a SES-DF descumpra a decisão judicial.

“Que justiça é essa do nosso país? Cadê a moral dos nossos juizes de Brasília, e dos nossos desembargadores, será que eles não têm moral? Está cheio de liminar na Justiça. Os hospitais estão cheios. O secretário de saúde escolhe quem vai morrer e quem vai viver. Falta de UTI, de atendimento, de medicamento, não tem nada. Essa liminar e eles pegaram e não estão dando atenção. Sentaram em cima.”, questionou.

Com sessões periódicas de quimioterapia e dores constantes de coluna, a preocupação de Domingos é a corrida contra o tempo. “O câncer é uma doença que não manda recado não. Ele não vem de for a para dentro, ele vem de dentro pra fora. E hoje o que mata é quando você descobre e já entra em depressão”, disse ao lembrar que a cada dia que passa, com as sessões de quimio, a saúde apenas se agrava, com as sequelas do tratamento e a falta do transplante da medula óssea. “Eu me sinto muito frustrado e abandonado. Hoje minha vida depende dessa medicação.”, concluiu.

Raimundo Ribeiro

Raimundo Ribeiro critica prioridades do GDF – Foto: Sílvio Abdon/CLDF

Na terça-feira (12/Dez), o deputado distrital, Raimundo Ribeiro, criticou gastos desnecessário por parte do GDF chegou a sugerir a suspensão de votações de projetos de interesses do Executivo, até que Rollemberg fornecesse medicamento a paciente com câncer, ao se referir ao caso de Domingos.

“Essa pessoa poderá morrer se não fizer uso desse medicamento [Mozobil] e o GDF, que tem obrigação de fornecer, não providenciou a compra alegando falta de recursos. Mas qual é a prioridade desse governo? Salvar uma vida com um remédio que custa R$ 26 mil reais, ou gastar R$ 300 mil para ouvir a Alcione?”, questionou?

Casos judicializados

PD questionou a Defensoria Pública do DF sobre os quantitativos de casos judicializados e ações impetradas na Justiça, em favor de usuários do Sistema Único de Saúde do DF, para terem acesso medicamentos, por parte da SES-DF.

A DPDF explicou que mensura dados para atendimentos e ações judiciais ao esclarecer que um cidadão atendido pela Defensoria, necessariamente, não resulta em demanda ao Judiciário.

“Temos dois números: um para atendimentos e outro para ações judiciais. Nem sempre os atendimentos resultam em ações. A Defensoria trabalha também com mediações e intervindo administrativamente, solucionando a questão sem precisar recorrer aos meios judiciais. Por isso que um número difere do outro.”.

De acordo com a DPDF, apenas em relação à medicamentos, caso de Domingos, a DPDF realizou, até novembro, 4.743 atendimentos em 2017, com aumento de 74,5% em relação à 2016 que foi de 2.718 casos. Em relação às ações judicias, nesse ano foram 538 processos ajuizados no TJDFT, 104% se comparado aos 263 casos do ano anterior.

Já a SES…

Também questionada sobre os quantitativos, a SES-DF se limitou a informar os gastos de 2016. “O custo total dos empenhos concluídos no ano de 2016, foi de R$ 4.520.275,41 (quatro milhões, quinhentos e vinte mil, duzentos e setenta e cinco reais e quarenta e um centavos). E a dispensação dos insumos que foram adquiridos pelo Programa de Atendimento às Demandas Judiciais em Saúde (PAD-JUD), foi de R$ 53.593,10 (cinquenta e três mil, quinhentos e noventa e três reais e dez centavos), totalizando R$ 4.573.868,51 (quatro milhões, quinhentos e setenta e três mil, oitocentos e sessenta e oito reais e cinquenta e um centavos).”.

Reiterado o pedido de quantitativos à SES-DF, a pasta não se pronunciou sobre o assunto.

Sobre Domingos

Em outra demanda, PD também solicitou informações sobre a aquisição das duas doses de Mozobil, demandado pelo TJDFT, para atender o caso de Domingos.  Sobre o assunto, a pasta informou que o medicamento não faz parte da lista padronizada da rede pública.

A secretaria informou ainda que “iniciou o processo para compra emergencial do medicamento, da forma mais célere possível, para atender a demanda judicial do referido paciente. Como o medicamento não possui estoque regular por não ser padronizado, não havia possibilidade de fornecê-lo imediatamente. Todas as medidas necessárias para o cumprimento da decisão, de modo a atender o paciente, foram adotadas. Tão logo ocorra a entrega do medicamento por parte dos fornecedor vencedor do processo de dispensa, será efetivada a entrega imediata ao paciente, com toda urgência que o caso requer. A Secretaria de Saúde segue se empenhado em atender da maneira mais célere e eficiente todas as demandas judiciais, bem como as necessidades dos usuários do SUS.”.

SES-DF mente sobre o caso de Domingos

Embora a SES-DF afirme tenha iniciado “o processo de compra emergencial do medicamento, da forma mais célere possível”, e que todas as medidas foram adotadas para atender a paciente, estranhamente, parece que o senhor secretário de saúde, ou falta com a verdade para a imprensa, ou se esqueceu de passar tais informações para a Justiça.

Mais estranhamente é o fato que o senhor secretário de saúde, Humberto Fonseca, afirma que está se empenhando para atender todas as demandas judiciais. Porém, nos autos de Domingos, fica constatado outra realidade. Isso porque a SES-DF recorreu, por quatro vezes, para tentar impedir a compra do medicamento.

Mais que isso,  o descaso de Humberto Fonseca para com o usuário do SUS-DF é tão grande que o TJDFT acabou por determinar o arresto do recurso nas contas da SES-DF para garantir que Domingos receba a medicação necessária à continuidade do tratamento.

Confira a decisão na íntegra

 

Vakinha on-line, colabore!

Enquanto Domingos aguardava a inércia da SES-DF para fazer a aquisição do medicamento, um amigo de Domingos, criou uma conta na Crowdfounding Vaquinha.com.br, para tentar arrecadar recursos para custear a compra do Mozobil, mas sem arrecadação.

Desde então, a Justiça arrestou o recurso das contas bancárias da SES-DF e em breve Domingos deve ter acesso à medicação. Mas, assim que passar pelo procedimento cirúrgico de transplante de medula óssea, o aposentado deve passar por outro drama, o pós-operatório que deve impor uma série de restrições, assim como também, compra de mais medicamentos.

Então, quem puder contribuir para complementar os R$ 52 mil, basta acessar o link https://www.vakinha.com.br/buscar-vaquinha?utf8=%E2%9C%93&term=Domingos+Arruda.

 

Publicidade


Pesquisa Metrópoles/Dados aponta reprovação de Rollemberg por 73,4% da população do DF

Estudo indica que maioria da população considera a gestão do socialista ruim ou péssima. Ao mesmo tempo, aprovação cai

Por Pedro Alves

As vésperas do último ano de gestão e prestes a ingressar na campanha eleitoral de 2018, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) continua a ser mal avaliado pela população do Distrito Federal. A cada 10 brasilienses, sete estão insatisfeitos com o comando do socialista, e quatro dão nota zero à administração atual. Enquanto os índices de reprovação chegam aos níveis mais altos desde o início do governo, as taxas de aprovação caem. Hoje, apenas 6% da população faz uma avaliação positiva do Governo do Distrito Federal (GDF).

Segundo a pesquisa, 73,4% dos brasilienses avaliam negativamente o governo: entre os entrevistados, 48,2% classificaram-no como péssimo, e 25,2%, como ruim. Os índices representam um novo recorde na reprovação do Buriti, em relação aos últimos dois anos, com aumento de mais de cinco pontos percentuais.

Os números fazem parte de uma pesquisa de opinião encomendada pelo Metrópoles ao Instituto Dados. Realizado entre os dias 6 e 12 de dezembro, o levantamento ouviu 1,2 mil eleitores da capital federal. As entrevistas foram feitas pessoalmente e abrangeram moradores de 30 regiões do DF. A margem de erro é de 2%, e o nível de confiança, de 95%.

Editoria de Arte/Metrópoles
Editoria de Arte/Metrópoles

Ao fim de 2015, 38,8% dos eleitores consideravam o governo Rollemberg péssimo, e 15,1%, ruim, somando 53,9%. Já no ano passado, esses índices ficaram em 44,2% e 24%, respectivamente. O total de reprovação chegou a 68,2%.

Enquanto os indicadores negativos sobem, o conjunto de brasilienses que avalia positivamente a atual gestão do Buriti diminui e chega aos seus menores patamares desde 2015. Segundo a pesquisa Metrópoles/Dados, apenas 6% dos eleitores aprovam a administração: 1,3% a consideram ótima, e 4,7%, boa. Há dois anos, esse grupo representava 15,4% (1,2% ótima e 14,2% boa). Já em 2016, a taxa caiu drasticamente, para 6,3% (0,5% ótima e 5,8% boa) e, neste ano, sofreu uma nova redução.

Para 18,6%, a gestão foi regular – número inferior aos registrados em 2015 (25,2%) e 2016 (23,9%). Já os que não souberam ou não quiseram responder compuseram 2,2% do total.

O aumento na reprovação do governo ocorre no ano em que Rollemberg apresentou medidas polêmicas na capital. Entre os projetos controversos, estavam a transformação do Hospital de Base do DF em instituto e a reforma da Previdência para servidores da administração local.

A falta de resolução para problemas antigos e novos reveses também podem ter contribuído para o naufrágio da aprovação do governador. O reajuste salarial que deveria ter sido pago, a partir de 2015, a diversas categorias do funcionalismo público, todavia, continua apenas uma promessa, e o déficit de servidores ainda afeta boa parte dos serviços prestados à população. Enquanto isso, a crise hídrica sem precedentes que impõe, desde janeiro, o racionamento de água à população do DF também deixou má impressão nos brasilienses.

Notas
A pesquisa Metrópoles/Dados perguntou aos entrevistados a nota que dariam para a gestão de Rodrigo Rollemberg à frente do Palácio do Buriti. Mais uma vez, as reações de desaprovação foram expressivas. Entre os respondentes, 41,5% deram nota zero à administração do socialista. O segundo maior grupo, formado por 11,2% dos eleitores, deu nota 2 ao governador.

Editoria de Arte/Metrópoles
Editoria de Arte/Metrópoles

No ano passado, a nota zero foi a escolha de 30,3% dos eleitores, seguida pela nota 5, escolhida por 15,2% dos entrevistados. Na pesquisa deste ano, o grupo que considerou a administração atual abaixo ou na média, com notas entre zero e 5, somou 87,4% do total.

Já os que deram avaliações entre 6 e 10 totalizaram 11,1%. Apenas 0,7% e 1,1% do todo concederam notas 9 ou 10, respectivamente. Não souberam ou não quiseram responder 1,8% dos entrevistados.

Abaixo do esperado
O levantamento aponta ainda que a maioria dos brasilienses teve as expectativas sobre o governo de Rodrigo Rollemberg frustradas. Segundo a pesquisa Metrópoles/Dados, a gestão está aquém do esperado para 73,6% dos entrevistados. Mais uma vez, o índice é superior aos registrados no ano passado (62,1%) e em 2015 (46,7%).

Editoria de Arte/Metrópoles
Editoria de Arte/Metrópoles

Quem considera a performance do governo melhor que o esperado somou 3% do total. No ano passado, essa faixa era de 3,2%. Em 2015, a avaliação era muito mais positiva, pois 11,7% achavam a gestão superior à expectativa. Para 21,3%, a administração foi igual ao esperado. E apenas 2,2% não quiseram ou não souberam responder.

Especialistas
Para o mestre em ciência política e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Alessandro Costa, os baixos índices de aprovação de Rollemberg expressam a insatisfação do público com a falta de melhorias visíveis na capital.

Estamos a um ano do fim do governo, e algumas propostas que ainda estão na mente dos cidadãos não foram cumpridas. Isso gera insatisfação. O cidadão comum não tem interpretado as ações do governo como algo que tenha modificado o seu dia a dia”
Alessandro Costa, cientista político

O especialista atribui a deterioração dos índices de aprovação do governador à diminuição da esperança que ele um dia representou. “A gente costuma dizer: a centelha vai se apagando à medida que as promessas feitas ao eleitor não vão se concretizando. Este período de fim de ano também é de reflexão. Os cidadãos fazem uma análise do período e percebem que não tiveram aumento de salário e passaram a pagar mais pelo transporte público, por exemplo. Tudo se reflete negativamente, e essa pesquisa aponta isso de forma concreta”, finaliza.

Para o analista político do Instituto Lampião-Reflexões e Análises da Conjuntura Melillo Dinis, o aumento na descrença popular sobre a administração está relacionado ao não cumprimento da nova proposta apresentada por Rollemberg.

Há uma polarização muito grande na política de Brasília. O governo atual vem nessa ânsia de representar uma terceira via, mas acaba não resolvendo os grandes problemas. Neste momento histórico, depois da sucessão de gestões ruins no DF, não basta resolver questões como o lixo, algumas obras ou combate à grilagem, marcas que o governador tenta implantar”
Melillo Dinis, analista político

O especialista acredita ainda que faltou diálogo, entre GDF e eleitores, a respeito dos principais problemas enfrentados nos últimos anos. “É verdade, as contas do governo estavam quebradas, mas o GDF não conseguiu dialogar bem com a população sobre esse déficit fiscal. Outro exemplo é a crise hídrica. O governador falhou ao não aprofundar o debate com a população, antes do início da crise”, explica.

Para Melillo Dinis, “em véspera de ano eleitoral, esses números devem ser motivo de preocupação para o governador Rollemberg e seus estrategistas”. O cientista político Alessandro Costa discorda: “A pesquisa de avaliação dos cidadãos é diferente do levantamento de intenção de votos. O governo precisa trabalhar na contrainformação, para conseguir deixar visíveis ao público as ações que tem feito”.

Fonte: Metrópoles

Publicidade


Segundo ciclo do RenovaDF oferece 1,7 mil vagas e novas regras de participação para ex-alunos

Por Kleber Karpov

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta quarta-feira (17/Jun), o segundo ciclo do programa RenovaDF, disponibilizando 1.770 vagas para o curso de auxiliar de manutenção na área da construção civil e introduzindo novas regras que permitem a reinscrição de ex-alunos após cinco anos. A cerimônia ocorreu durante o Feirão do Trabalhador, em frente ao Museu Nacional da República, com o objetivo de qualificar a população desempregada e atender à demanda por mão de obra especializada na capital.

A governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), participou do lançamento e destacou o caráter democrático do RenovaDF, enfatizando o acolhimento de públicos vulneráveis. Mães solo, a comunidade LGBT e cidadãos em situação de extrema vulnerabilidade são prioritários na iniciativa. A chefe do Executivo local ressaltou a importância de oferecer uma segunda chance, especialmente para pessoas que estavam em situação de rua. O programa visa criar oportunidades e gerar qualificação profissional, promovendo a autonomia dos participantes. Uma das inovações deste ciclo é a permissão para que pessoas que participaram do RenovaDF há mais de cinco anos possam se inscrever novamente. Esta medida atende a uma demanda da comunidade por qualificação contínua e novas habilidades.

“Esse é um programa de que a gente tem muito orgulho, por ser muito democrático. Esta edição, em especial, é um pedido nosso: temos pessoas que estavam em situação de rua e a gente quer dar uma segunda chance. Ele cria oportunidade e gera qualificação profissional para que a pessoa seja autônoma, independente do Estado, e os resultados são maravilhosos”, destacou Celina Leão.

Os requisitos básicos de participação permanecem os mesmos: ser maior de 18 anos, comprovar residência no Distrito Federal e estar desempregado. A classificação é baseada na vulnerabilidade socioeconômica, renda familiar e número de filhos menores de 14 anos.

Impacto no mercado de trabalho

As aulas do curso de auxiliar de manutenção serão ministradas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). A carga horária mínima é de 240 horas, divididas em três etapas de 80 horas. A formação abrange noções práticas de carpintaria, jardinagem, eletricidade, encanamento, serralheria e alvenaria. O programa busca aliar a qualificação profissional ao cuidado com a cidade, permitindo que os alunos atuem em atividades supervisionadas de manutenção de equipamentos públicos.

Os trabalhos desta etapa terão início no Plano Piloto, com vagas distribuídas nos turnos matutino, vespertino e noturno. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Thales Mendes, enfatizou o papel do RenovaDF como ponte entre a população desempregada e o setor produtivo. Mendes explicou que o programa soluciona a carência de mão de obra qualificada na capital, onde muitas empresas buscam contratar, mas enfrentam falta de profissionais preparados. A certificação do Senai-DF agrega peso à qualificação dos participantes. “Nós abrimos a oportunidade para essas pessoas se requalificarem, porque a vaga ainda existe aberta, então as empresas querem contratar. O objetivo final é que ela saia contratada ao final do curso”, concluiu.

Benefícios e critérios de participação

Durante o curso, os participantes selecionados recebem uma bolsa-auxílio de R$ 1.621, correspondente a um salário mínimo a cada 80 horas concluídas. Além da remuneração, os alunos têm direito a auxílio-transporte ou Passe Livre, seguro contra acidentes pessoais, uniforme, kit pedagógico e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Para obter o certificado ao final da formação, é necessário cumprir uma frequência mínima de 75% da carga horária. Além disso, os alunos devem ter um aproveitamento de pelo menos 80% no curso. O primeiro ciclo de 2026 do RenovaDF formou 955 alunos em curso de qualificação profissional voltado à construção civil e à manutenção urbana, com formatura realizada na terça-feira (16 de junho).

Vivência profissional e resultados consolidados

O edital deste ciclo também inova com a criação de uma etapa de vivência profissional. Alunos com alto aproveitamento que concluíram o primeiro ciclo de 2026 poderão ser selecionados para estagiar por mais três meses em empresas ou organizações credenciadas.

Durante essa vivência, os estagiários manterão o recebimento da bolsa-auxílio a cada 80 horas cumpridas. Desde sua criação, o RenovaDF já certificou 31.345 alunos e recuperou 3.150 equipamentos públicos em todo o Distrito Federal, consolidando-se como um dos maiores projetos de qualificação e zeladoria da capital.

Histórias de superação e oportunidade

Vanderleia Lima Moreira, de 59 anos, moradora do Entorno, vê na aprovação do RenovaDF uma chance essencial para o sustento de sua casa. Ela é a principal responsável por cuidar de um filho com necessidades especiais e do marido, que sofreu um AVC. Após tentativas anteriores sem sucesso, Vanderleia conseguiu o encaminhamento pela agência do trabalhador de Brazlândia. Ela comemora a primeira participação no programa, projetando um futuro mais promissor e destacando o impacto positivo da iniciativa.

“Isso aqui é uma oportunidade para melhorar a minha vida e espero que melhore a vida de milhões de pessoas que aqui estão hoje. Eu recomendo o RenovaDF, meu filho já fez e, além da chance de emprego, foi muito bom o que ele ganhou para a gente sustentar a casa”, afirmou a dona de casa.

Kelen Levi, de 39 anos, moradora de Água Quente e mãe de Anthony, de 1 ano e seis meses, aguardava há cerca de um ano e meio para ingressar no programa. A aprovação representa um espaço fundamental de aprendizado e um reforço essencial para o orçamento familiar. Ela busca continuar adquirindo conhecimento para garantir um bom futuro ao filho e enfatiza que a bolsa-auxílio é um ponto de partida importante. “É conhecimento, oportunidade, crescimento, isso é muito bom, é satisfatório”, afirmou Kelen Levi.

Ao refletir sobre o valor financeiro do benefício, ela concluiu: “Tem muitas famílias que precisam. É uma rentabilidade que ajuda bastante. E é um pontapé inicial. Desistir jamais.”




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Celina Leão defende transformar Brasília em hub tecnológico durante reunião do Lide

Lucio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

A governadora do DF, Celina Leão (Progressistas) defendeu, nesta quarta-feira (17/Jun/2026), que Brasília possui as condições necessárias para se consolidar como um dos principais polos tecnológicos do Brasil. A declaração ocorreu durante a abertura do 7º Brasília Summit, evento promovido pelo jornal Correio Braziliense em parceria com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), realizado no Brasília Palace Hotel, para discutir o impacto da inteligência artificial na gestão pública e privada.

Durante o evento, a chefe do Executivo estabeleceu como meta pessoal transformar a capital federal em um centro de inovação, destacando os recursos disponíveis na região para atrair investimentos no setor de tecnologia. “Eu tenho como missão que Brasília seja a capital tecnológica, seja o Vale do Silício do Cerrado. Tenho certeza de que temos vocação para isso. Nós temos água suficiente para data center, temos capacidade energética e possibilidade de energia solar. Mas temos, principalmente, homens e mulheres que acreditam na força de quem entende.”, disse Celina Leão.

Modernização da gestão pública

Celina Leão ressaltou a importância de o setor público acompanhar a evolução tecnológica para manter sua capacidade de resposta às demandas da sociedade. “Se o poder público não se atualizar no momento que o mundo vive, ele já está sempre atrás do privado. Ele vai paralisar”, afirmou a governadora. Como uma das primeiras medidas de sua gestão na área, foi citada a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração (SGDI) em abril. A pasta tem o objetivo de centralizar e coordenar as ações de tecnologia, inovação e integração de dados na administração pública do Distrito Federal.

Segundo a governadora, essa centralização resulta em economia financeira, ao evitar compras duplicadas de soluções tecnológicas, e em maior eficiência, ao garantir que os sistemas de diferentes áreas do governo se comuniquem. “Isso traz duas vantagens: primeiro, economia financeira; segundo, dados coligados. Você não tem sistema que não fala com sistema”, pontuou.

IA na saúde e segurança

Na área da saúde, foi destacado o programa Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente. Com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a iniciativa utiliza inteligência artificial e dados em tempo real para acompanhar a trajetória dos pacientes na rede pública, desde a entrada na unidade até a alta médica. “Eu tenho um cirurgiômetro, sei quantas cirurgias acontecem no Distrito Federal por dia, quais hospitais estão mais lotados e quais ações preciso fazer”, garantiu.

Para a segurança pública, o exemplo apresentado foi o programa DF 360°. A plataforma integra videomonitoramento e dados operacionais de câmeras públicas e privadas para apoiar o trabalho das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros. O sistema possui recursos como leitura de placas e reconhecimento facial. “A gente consegue monitorar 4 milhões de placas de veículos por dia. Nós temos um dos maiores programas de monitoramento do país”, afirmou Celina.

Fomento à inovação no Biotic

O Parque Tecnológico de Brasília, o Biotic, também foi mencionado como um pilar estratégico para o desenvolvimento tecnológico da capital. A governadora informou que o GDF está trabalhando na assinatura de acordos que permitirão a instalação de 65 novas empresas no espaço, reforçando o ecossistema de inovação local. Ela concluiu afirmando que Brasília é “uma cidade pronta para receber o valor agregado que a tecnologia traz” e que, ao abraçar o setor, “Brasília será um dos maiores hubs tecnológicos do mundo”.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


DF bate recorde e alcança 56 mil cirurgias feitas em um ano, anuncia Celina Leão

Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

O Distrito Federal registrou a marca histórica de mais de 56 mil cirurgias realizadas em suas unidades públicas durante o ano de 2025, superando o recorde anterior de 46 mil procedimentos, alcançado em 2019. O resultado, anunciado em evento no Palácio do Buriti, é fruto de um esforço concentrado da Secretaria de Saúde (SES-DF) para reduzir as filas de espera, principalmente por meio do programa Opera DF, que direciona cirurgias de menor complexidade para a rede privada parceira.

O aumento no número de procedimentos foi impulsionado pelo programa Opera DF, lançado em outubro de 2025. A iniciativa permite que a rede pública se concentre em cirurgias de alta complexidade, enquanto procedimentos mais simples são absorvidos por hospitais privados contratados. Essa estratégia visa otimizar o uso dos centros cirúrgicos públicos e atacar diretamente o tempo de aguardo dos pacientes, que compõem uma fila de espera crescente e dinâmica.

“A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, destacou Celina Leão, em evento no Palácio do Buriti.

De acordo com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o programa revisitou processos internos, mapeou os centros cirúrgicos e implementou um modelo de gestão focado em eficiência. A contratação de serviços na rede complementar é um dos pilares da ação, que tem demonstrado um aumento mensal no volume de cirurgias realizadas.

“O OperaDF nada mais é do que colocar luz em procedimento cirúrgico, ou seja, um projeto revisitado constantemente, que melhora a eficiência e eficácia dos nossos centros cirúrgicos e atrela a cirurgia de menor complexidade para a rede privada. O Opera DF é tudo isso. Então, nós mapeamos todos os nossos centros cirúrgicos e iniciamos um modelo de gestão, que reduz etapas para trazer mais eficiência e eficácia. E isso tem repercutido num acréscimo de cirurgias mensal. Nós temos observado a curva aumentando, mês a mês.”, disse Lacerda.

Resultados e contratações

Na fase inicial do Opera DF, foram contratados sete hospitais e três empresas de anestesiologia para a execução de nove mil cirurgias eletivas em especialidades como urologia, cirurgia geral, vascular e de cabeça e pescoço. Os editais seguem a nova lei de compras públicas (14.133/2021) e foram aprovados pelo Conselho de Saúde do Distrito Federal. Os pacientes contemplados são encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador.

O impacto da iniciativa já é mensurável na redução do tempo de espera. Conforme exemplificou o secretário, a fila para cirurgia de varizes caiu de mais de mil dias para uma média de nove dias. Para procedimentos de hérnia, a espera que ultrapassava dois anos foi reduzida para cerca de 50 dias.

“Nós sabemos que mais resultados virão. Eu não poderia deixar de agradecer a todos os servidores da saúde, porque nós alcançamos um recorde histórico de cirurgias na rede. Esse recorde não veio de maneira aleatória. Nós temos um time comprometido dentro dos nossos centros cirúrgicos com projeto, com ferramentas de controle e os resultados têm aparecido. É importante colocar que esses resultados repercutem diretamente para a população. Nós queremos reduzir o tempo de espera. É inadmissível ter paciente aguardando há vários anos por uma cirurgia. E eu, como médico de formação e gestor, fiz o juramento de tentar buscar o melhor para os nossos pacientes. Nós temos feito isso com compromisso e seriedade dentro da Secretaria de Saúde”, celebrou.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. sd

 

Publicidade


MPDFT recomenda reestruturação das Farmácias de Alto Custo do DF

MPDFT

Por Kleber Karpov

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou, nesta segunda-feira (15/Jun), que a Secretaria de Saúde (SES) adote medidas para reestruturar as Farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conhecidas como Farmácias de Alto Custo. A ação da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) foi motivada pela identificação de graves falhas operacionais e estruturais que comprometem o acesso de pacientes a medicamentos essenciais.

A investigação da Prosus revelou um cenário de tempo de espera excessivo e condições inadequadas de atendimento nas unidades. De acordo com o órgão, a situação pode representar uma violação à dignidade dos usuários do serviço, especialmente daqueles que possuem mobilidade reduzida ou que estão em tratamento de doenças graves, conforme apontado no documento oficial. O promotor de justiça Marcelo Barenco ressaltou a responsabilidade do poder público na garantia do acesso à saúde. “O fornecimento de medicamentos de alto custo é parte essencial do tratamento de milhares de pacientes. É dever da Administração Pública assegurar que esse serviço seja prestado com eficiência, dignidade e respeito aos usuários”, destacou.

Providências exigidas à SES-DF

A recomendação do MPDFT lista uma série de providências que devem ser tomadas pela SES para solucionar os problemas. Entre as principais estão a implementação integral do sistema Sismedex, a recomposição urgente do quadro de pessoal das farmácias da Asa Sul, Ceilândia e Gama, e a reestruturação dos fluxos de atendimento para reduzir as filas.

O Ministério Público também solicita a implantação de sistemas mais eficientes de agendamento, a criação de centros de infusão para medicamentos específicos e melhorias na infraestrutura das áreas de espera. Além disso, o documento pede a regularização do programa de entrega domiciliar de medicamentos e a avaliação sobre a criação de novas unidades para descentralizar o serviço.

Posicionamento da SES e prazo para adequação

Conforme o documento emitido pela promotoria, a própria Secretaria de Saúde reconhece a existência de problemas estruturais. A pasta atribui as falhas ao aumento da demanda, à concentração de atendimentos, ao déficit de servidores e a um elevado índice de absenteísmo, além da sobrecarga de trabalho e da falta de incentivos para os profissionais.

A SES tem o prazo de 60 dias para apresentar ao Ministério Público um plano de ação detalhado. O plano deve conter medidas de curto, médio e longo prazo, incluindo metas claras e indicadores de desempenho para monitorar a eficácia das ações implementadas e corrigir as falhas no atendimento à população.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Operação Black-Tie: MPDFT e PCDF investigam crimes contra a administração pública

Divulgação / PCDF

Por Kleber Karpov

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou nesta quarta-feira (17/Jun) a Operação Black-Tie para apurar crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e contra a Administração Pública. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Planaltina, no Noroeste e em um órgão público, visando agentes públicos e particulares suspeitos de movimentações financeiras incompatíveis com suas rendas declaradas desde fevereiro de 2025.

Origem da investigação

As apurações tiveram início em fevereiro de 2025, após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica formalmente declarada por alguns dos alvos. Essa discrepância motivou um aprofundamento das diligências para determinar a origem e a legalidade dos recursos movimentados pelo grupo.

O nome da operação, “Black-Tie”, é uma referência direta a um dos fatos que despertou a atenção dos investigadores no início do caso. Foi constatada a aquisição de vestuário de alto padrão e artigos de grife com pagamentos realizados em espécie, circunstância que, associada a outros elementos, reforçou as suspeitas sobre a origem do dinheiro.

Mecanismos do esquema e medidas judiciais

No decorrer do inquérito, foram reunidos indícios que apontam para o uso de mecanismos destinados à ocultação da origem dos recursos e à dissimulação patrimonial. As autoridades apuram, ainda, uma suposta atuação coordenada entre os agentes públicos e os particulares para a obtenção de vantagens indevidas junto à Administração Pública.

Além do cumprimento dos seis mandados de busca, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorizou medidas patrimoniais. A finalidade é preservar ativos que possam estar diretamente relacionados aos fatos investigados. O inquérito tramita sob sigilo judicial e as investigações continuam em andamento.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão

Lula Marques / Agência Brasil

Por Kleber Karpov

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16/Jun), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Por unanimidade, o colegiado também determinou a inelegibilidade do ex-parlamentar por oito anos e a perda de seu cargo como escrivão da Polícia Federal. A Corte entendeu que ele articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi acolhida integralmente pelos ministros. Segundo a acusação, existem provas de que o ex-deputado atuou para que o governo dos Estados Unidos impusesse um “tarifaço” contra as exportações brasileiras, visando coagir o sistema de justiça nacional. Além da medida comercial, a Corte considerou que outras ações tiveram o mesmo objetivo. Entre elas estão a revogação de vistos de ministros do STF e de membros do governo federal, bem como a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky, um dispositivo legal norte-americano.

Argumentos da acusação e da defesa

Durante o julgamento, o subprocurador-geral da República, Antônio Edilio Magalhães Teixeira, defendeu a condenação. Ele argumentou que as ameaças de Eduardo Bolsonaro se materializaram por meio das sanções para interferir na tramitação do processo da trama golpista. A defesa do ex-deputado, conduzida pela Defensoria Pública da União (DPU), sustentou que ele não teve ingerência sobre as decisões do governo norte-americano. O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho classificou a conduta como uma “interlocução política”. “Eduardo não teve poder decisão sobre a política externa dos Estados Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função pública naquele país”, afirmou Carvalho durante sua sustentação oral.

O placar e os votos

A decisão foi unânime, com um placar de 4 votos a 0. O voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Em sua manifestação, Moraes afirmou que o ex-deputado levou desinformação ao governo norte-americano, prejudicando o Brasil. O ministro ressaltou, no entanto, que tais ações não impediram a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão no referido processo.

Situação do ex-deputado

Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o ano passado, fato que resultou na perda de seu mandato de deputado federal por faltar às sessões da Câmara. A decisão do STF ainda permite recurso. Na prática, o cumprimento da pena é improvável enquanto ele permanecer no exterior. O ex-parlamentar é aliado do presidente Donald Trump, e o texto-base aponta que uma notificação para a execução da sentença dificilmente seria atendida pelo governo norte-americano.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


‘Carrasco da enfermagem’: Alcolumbre usa PEC do piso como moeda de troca política, sugere Jorge Vianna

Reprodução

Por Kleber Karpov

O deputado distrital Jorge Vianna (Democrata) utilizou a tribuna da Câmara Legislativa do DF (CLDF), nesta quarta-feira (17/Jun), para criticar o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) por obstruir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2024, que propõe vincular o Piso Salarial Nacional da Enfermagem a uma jornada de referência de 36 horas semanai. Segundo o parlamentar, Alcolumbre estaria a se utilizar da PEC, como moeda de troca em negociações com o Palácio do Planalto.

Vianna iniciou o pronunciamento com o anúncio da aprovação do piso salarial da classe médica, no valor de R$ 13.500, o que o deputado classificou como “excelente” a definição de um piso dos médicos, para uma jornada de 20 horas semanais. Mas o deputado apontou um contraponto, ao resgatar a dificuldade da categoria na aprovação do piso da Enfermagem e que mesmo após sancionado, ainda foi parar em representação de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme também lembrou o deputado, após quatro anos de luta, a Enfermagem conquistou um piso de R$ 4.750 para enfermeiros e R$ 3.325 para técnicos, para uma jornada de 44 horas semanais. “Ou seja, bem menos que a metade do valor hoje do piso dos médicos e ainda para trabalhar mais que o dobro dos médicos”, disse Vianna ao observar que a PEC 19/2024, é resultado de um acordo para ajustar a carga horária para 36 horas semanais. Proposta essa, parada no Senado. “Não passa porque o senador Alcolumbre, que é uma das maiores desgraças da política brasileira, está lá sentado e influenciando os demais senadores a não votar, alegando o seguinte: ‘Olha, se a gente for votar aqui no Senado todos os pisos das categorias, o Brasil vai quebrar’. Quebrar o quê? Está quebrando essa política suja que nós temos no Congresso Nacional”, disse Jorge Vianna.

Piso como ferramenta de distribuição de renda

O distrital defendeu a aprovação dos pisos salariais como um mecanismo de desenvolvimento regional e distribuição de renda. Vianna argumentou que, ao garantir um salário digno em todo o país, o governo federal evita o êxodo de profissionais de estados do Norte e Nordeste para os grandes centros urbanos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Se ele [profissional de enfermagem] tiver o salário dele como piso pago na região, ele vai distribuir a renda, ou seja, o dinheiro vai ficar no município. Essa é a lógica”, afirmou Vianna. Para o deputado, a não aprovação mantém a divisão do país, com estados pobres pagando salários menores e os ricos, valores maiores.

Uso político e apelo aos eleitores

As acusações contra Davi Alcolumbre não se limitaram à pauta da enfermagem. De acordo com Vianna, o senador também estaria a reter o projeto que discute a escala de trabalho 6×1 como forma de pressionar e negociar com o governo federal. “Esse é o jogo do senador Alcolumbre. Tudo ele quer negociar”, pontuou.

Ao final de seu discurso, o deputado fez um apelo direto aos eleitores em ano eleitoral, pedindo que pressionem seus representantes no Senado para que a pauta avance. Ele condicionou a votação da PEC 19 e da escala 6×1 à vontade de Alcolumbre de pautar os temas. “Atenção Brasil, se os seus senadores não fizerem pressão, o Alcolumbre não bota em votação. E aí, esse ano é eleitoral. Não votemos, não vamos votar nos senadores que não estão apoiando essa causa”, concluiu.

Alcolumbre sobre os pisos salariais

Nas últimas semanas Alcolumbre se manifestou sobre projetos de pisos salariais para apreciação do Senado Federal. “Então queria pedir a vossas excelências, a minha decisão não é botar na pauta nenhum, mas eu quero ouvir vossas excelências pra gente buscar um entendimento também com o governo federal, com os estados brasileiros e com os municípios brasileiros e decidir em conjunto quais as matérias nós vamos deliberar no plenário do Senado que impactam direta ou indiretamente nas finanças públicas do Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas públicas nos municípios brasileiros, nos estados brasileiros e na União.”, disse o Alcolumbre, em 09 de junho, durante sessão do Senado Federal.

O parlamentar anunciou ter 31 projetos de pisos salariais de diversas categorias de trabalhadores, dentre esses, o dos médicos e o da enfermagem, nominados pelo parlamentar, Ocasião e que, em nome da responsabilidade fiscal, sob argumento de estar preocupado com a capacidade de o governo federal, manter o equilíbrio das contas públicas, foi taxativo em afirmar que “ou eu vou botar todos [os projetos em votação] esses daqui na pauta, todas as PEC, todos os pisos e todas as solicitações, ou eu não vou botar nenhum.”. Fala que acabou por não se confirmar, a julgar que houveram projetos colocados em votação e aprovado o piso dos médicos, e ainda, dos professores.

Confira algumas falas de Alcolumbre:




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Candidaturas femininas crescem no Brasil, mas número de eleitas ainda continua baixo

 LETICIA DE MACENO / INSTITUTO MARIELLE FRANCO

Por Kleber Karpov

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (16/Jun) revela que, embora o número de mulheres candidatas à Câmara dos Deputados tenha crescido aproximadamente 925% entre 1998 e 2022, o aumento de eleitas para o mesmo cargo foi de apenas 210%. Os dados, compilados no Portal da Classe Política, indicam uma persistente desigualdade na representação política, apesar do avanço na participação feminina nas disputas eleitorais.

A análise, conduzida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT-ReDem) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mostra que o total de candidatas à Câmara saltou de 358 para 3.668 no período analisado. No entanto, o número de deputadas federais eleitas passou de 29 para 90, evidenciando uma desproporção significativa entre a participação e o sucesso eleitoral.

Nas eleições de 2022, as mulheres conquistaram 17,5% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 17,8% das vagas nas assembleias estaduais. Embora sejam os maiores percentuais da série histórica, os números permanecem distantes tanto da paridade de gênero (50%) quanto do piso de 30% estabelecido por lei para as candidaturas.

Mecanismos partidários limitam avanço

Segundo o estudo, a Lei das Cotas de Gênero (Lei 9.504/1997) e a Minirreforma Eleitoral (Lei nº 12.034/2009) foram fundamentais para ampliar o número de candidaturas femininas ao estabelecer a reserva mínima de 30% por gênero. Contudo, os pesquisadores apontam que a legislação não foi suficiente para garantir condições equivalentes de competição dentro das legendas.

Nilton Sainz, cientista político da UFPR e responsável pelo Portal da Classe Política, afirma que os principais obstáculos estão nos mecanismos de poder dos próprios partidos. Ele destaca o acesso desigual ao financiamento de campanha como um fator central.

“O primeiro deles é o controle partidário dos recursos. Há um acesso muito desigual no financiamento de campanha. As mulheres recebem menos recursos e costumam receber os valores mais em materiais de campanha, enquanto homens recebem mais em dinheiro. Também há uma exclusão sistemática das mulheres nos cargos de decisão dentro dos partidos e isso reflete em questões como visibilidade e tempo de televisão”, avalia o pesquisador.

Sainz também aponta a existência de candidaturas sem viabilidade eleitoral, utilizadas apenas para cumprir a cota legal. “Outro problema é o número de candidaturas ‘laranjas’ femininas. Chamamos assim as candidaturas que não têm viabilidade de realmente disputar a vaga, mas são colocadas ali apenas para bater as cotas obrigatórias”, complementa.

Impacto na agenda pública

A baixa representatividade feminina no Legislativo, conforme a análise, impacta diretamente a agenda pública. A ausência de mulheres nos espaços de poder reduz o debate sobre temas considerados essenciais para a população feminina, como políticas de saúde, criação de creches e o combate à violência de gênero.

“Quando elas são excluídas dos espaços de poder, suas vozes são silenciadas, os impactos são diretos. Orçamento para essas agendas pode ser diminuído em relação a outras coisas que se tornam prioridades legislativas”, explica Nilton Sainz.

Uma nova ferramenta de análise

O Portal da Classe Política foi lançado com o objetivo de tornar os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais acessíveis. A plataforma transforma informações de 14 eleições, de 1998 a 2024, em indicadores visuais, permitindo análises sobre candidaturas, patrimônio e financiamento de campanhas em níveis municipal, estadual e federal.

“Ao consolidar toda essa massa de dados fornecidas pela Justiça Eleitoral, conseguimos aproximar informações para o cidadão que antes pareciam muito distantes. É uma ferramenta que as organiza melhor e as torna mais auditáveis”, conclui o pesquisador.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Publicidade


Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan

Governo de SP

Por Kleber Karpov

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu, nesta terça-feira (16/Jun), em Brasília, um grupo de trabalho para aprofundar a avaliação de segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV. Formalizada pela Portaria nº 715/2026, a iniciativa visa coordenar a análise de dados clínicos de eventos adversos e revisar o perfil de risco e benefício do imunizante, no âmbito do monitoramento contínuo de produtos.

O novo colegiado será responsável por coordenar e oferecer suporte técnico a um painel de especialistas, que analisará as notificações de eventos adversos ocorridos após a aplicação da vacina. A atuação do grupo, inserida no contexto da farmacovigilância, inclui a avaliação de informações complementares que serão apresentadas pelo detentor do registro do imunizante e a consolidação de dados para a análise.

A equipe será formada por representantes de diversas áreas técnicas da Anvisa, como os setores de produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de membros das diretorias da agência. A portaria prevê ainda a possibilidade de convidar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado ao Ministério da Saúde, para participar das atividades.

Painel consultivo e deliberação final

O painel de especialistas terá caráter consultivo e será composto por profissionais externos à Anvisa. A seleção dos membros levará em conta critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflitos de interesse. A participação no painel será voluntária e não remunerada.

As conclusões técnicas elaboradas tanto pelo grupo de trabalho quanto pelo painel de especialistas servirão como subsídio para as decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, órgão responsável pelas deliberações finais. A portaria estabelece que o grupo terá duração indeterminada, permanecendo ativo enquanto houver necessidade de acompanhamento relacionado à segurança da vacina.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

 

Publicidade


Mais Médicos completa 13 anos com assistência a 67 milhões de brasileiros e fortalecimento do SUS no país

Sarah Maximo / Agência Saúde

Por Kleber Karpov

Ao completar 13 anos de existência, o Programa Mais Médicos alcança a marca de 67 milhões de brasileiros assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme divulgado pelo Ministério da Saúde em 16 de junho. A iniciativa, que conta com mais de 27 mil médicos na Atenção Primária à Saúde, está presente em aproximadamente 4,5 mil municípios, com o objetivo de reduzir vazios assistenciais e fortalecer as equipes de Saúde da Família, especialmente em territórios vulneráveis.

O programa atua em cerca de 1,7 mil municípios com altos índices de vulnerabilidade social, consolidando-se como uma política pública essencial para a expansão do acesso à saúde. A meta do Ministério da Saúde é ampliar o número de profissionais para 28 mil até o ano de 2027, reforçando a cobertura da Atenção Primária em todo o território nacional.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Mais Médicos representa um marco no cuidado em saúde nas regiões mais necessitadas do país. Ele destacou o impacto social da iniciativa ao longo de sua trajetória. “Treze anos depois, o Mais Médicos continua contando a história de um Brasil que se recusou a abandonar seu povo. Cada médico presente em uma comunidade remota, em uma periferia ou em um território indígena representa mais do que atendimento: representa respeito, cidadania e a garantia de que nenhuma vida vale menos por causa do lugar onde nasceu”, afirmou.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, também ressaltou a capacidade do programa de transformar a realidade da população. Ele enfatizou o papel do Estado em garantir o acesso à saúde como um direito fundamental.

“Comemorar os 13 anos do Mais Médicos é celebrar uma política pública que mudou a realidade de milhões de brasileiros. O programa mostrou que, quando o Estado chega aonde as pessoas mais precisam, é possível reduzir desigualdades, fortalecer o SUS e garantir cuidado com dignidade”, destacou Proenço.

Impacto cultural e celebração

Para celebrar a trajetória do programa, o Ministério da Saúde promoveu um encontro nacional em Brasília (DF) no dia 08 de junho. O evento reuniu profissionais, gestores, pesquisadores e representantes de instituições de ensino e organismos internacionais para debater os resultados e o futuro do provimento médico no Brasil.

Durante a celebração, foram lançados o livro Caminhos Mais Médicos: Experiências Transformadoras na Atenção Primária à Saúde e uma exposição fotográfica de mesmo nome. A obra literária reúne dez experiências de diferentes regiões do país, evidenciando o fortalecimento do cuidado em comunidades historicamente vulnerabilizadas.

A exposição, por sua vez, apresenta registros fotográficos que ilustram a diversidade de cenários e populações atendidas, desde áreas remotas da Amazônia até comunidades quilombolas e ribeirinhas. Segundo Proenço, as iniciativas culturais capturam a essência do programa.

“Esta exposição e este livro traduzem aquilo que muitas vezes os números não conseguem mostrar: histórias de vida transformadas pelo cuidado. Cada fotografia e cada relato revelam a presença do SUS nos territórios, o compromisso dos profissionais com as comunidades e o impacto do Mais Médicos na construção de uma saúde mais próxima, humana e acessível para a população brasileira”, concluiu.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Por unanimidade, STF condena Eduardo Bolsonaro no caso do tarifaço

Por Kleber Karpov

Nesta terça-feira (16/Jun), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento da Ação Penal 2782, realizado em Brasília, concluiu que o ex-parlamentar atuou para interferir na ação penal que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

A decisão foi consolidada com um placar de 4 a 0. O voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, foi seguido integralmente pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino. A condenação baseou-se na comprovação de que Eduardo Bolsonaro articulou manobras para pressionar a Corte.

Segundo o processo, o ex-deputado atuou para estimular o governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a impor um “tarifaço” contra exportações brasileiras. A acusação também incluiu tentativas de obter a revogação de vistos de ministros do STF e de outras autoridades do governo federal, além da aplicação das sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky.

Próximos passos e situação do ex-deputado

Com a condenação firmada, a sessão da Primeira Turma prosseguirá para a fase de dosimetria, na qual os ministros definirão o tamanho e o regime da pena a ser aplicada a Eduardo Bolsonaro. A definição da sentença ocorrerá nos próximos passos do julgamento.

Atualmente, o ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde 2025. Ele perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados por faltar às sessões legislativas. A Defensoria Pública da União (DPU), que atuou em sua defesa, havia solicitado a absolvição no processo.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Mais de 950 alunos são certificados no primeiro ciclo do RenovaDF de 2026

Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

O primeiro ciclo de 2026 do programa RenovaDF certificou 955 alunos nesta terça-feira (16/06), em uma cerimônia realizada no Feirão do Trabalhador, na Esplanada dos Ministérios. O evento, que contou com a presença da governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), marcou a conclusão do curso de qualificação profissional em construção civil e manutenção urbana, que promoveu a recuperação de 200 equipamentos públicos no Distrito Federal.

Na cerimônia Celina Leão ressaltou o sucesso da iniciativa como ferramenta de transformação social e financeira. A chefe do Executivo destacou que a taxa de empregabilidade do programa atinge quase 30% dos participantes egressos, oferecendo uma nova perspectiva de carreira para os formandos.

“Esse é um programa que deu certo. Nós damos uma oportunidade de aprender uma profissão. Hoje temos uma taxa de empregabilidade de quase 30% para as pessoas que saem desse programa. É uma iniciativa democrática, que dá a mesma oportunidade de recomeçar e, para muitos, de transformar a vida financeira”, afirmou Celina Leão.

Qualificação

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e executado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF), o curso tem carga mínima de 240 horas. Durante a formação, os alunos recebem uma bolsa equivalente a um salário mínimo, além de auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais.

O secretário da pasta, Thales Mendes, enfatizou que a formatura ocorreu dentro da estrutura do Feirão do Trabalhador, permitindo o acesso direto dos formandos a mais de 100 empresas. “O nosso objetivo é que saiam daqui contratados”, disse. Mendes também destacou a dupla função do programa, que agrega “qualificação profissional à recuperação de equipamentos públicos”.

Impacto nas regiões

Neste ciclo, os alunos atuaram na recuperação de equipamentos em 12 regiões administrativas, como Samambaia, Riacho Fundo II, Paranoá, Plano Piloto e Ceilândia. As atividades práticas incluíram pintura de quadras esportivas, serviços de serralheria, recuperação de paradas de ônibus e manutenção de campos sintéticos.

Para Maria Nilva Pereira, de 45 anos, a participação foi a realização de um sonho. “Eu me inscrevi umas quatro vezes. Quando consegui e vi meu nome na lista, corri para a administração no mesmo dia para deixar tudo certo”, contou. Ela se disse satisfeita com o trabalho prático: “Foi muito bom fazer aquela pintura para que as crianças tenham tudo bonitinho”.

Silvaneide Souza, 41 anos, moradora da Estrutural, já aplica os conhecimentos em sua própria residência. “Aprendi a pintar e já comecei a fazer serviços em casa. Pintei minha casa, está uma princesa”, comemorou. Ela, que adiou uma viagem para concluir o curso, agora pretende usar a nova habilidade para gerar renda e afirmou: “Falei para o meu esposo que vou pegar um apartamento para pintar.”

Desde sua criação, o RenovaDF já certificou 31.345 alunos e recuperou 3.150 equipamentos públicos no Distrito Federal. A formatura desta terça-feira integrou a programação do Feirão do Trabalhador, que segue até sexta-feira (19) em frente ao Museu Nacional da República.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Na Hora Empresarial ultrapassa 30 mil atendimentos em pouco mais de quatro meses e facilita a vida de empreendedores do DF

Divulgação / SEJUS

Por Kleber Karpov

Em operação há pouco mais de quatro meses, a unidade do Na Hora Empresarial, localizada no Venâncio Shopping, realizou 30.150 atendimentos entre fevereiro e as primeiras semanas de junho deste ano. A iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) foi criada para centralizar e agilizar serviços essenciais a empresários, alcançando um índice de produtividade de 95,7% ao simplificar a rotina do setor produtivo.

Os números demonstram a rápida adesão do público ao novo modelo de atendimento integrado. No período analisado, a unidade registrou uma média de 260 atendimentos por dia útil, consolidando-se como um ponto de referência para empreendedores que buscam resolver pendências de forma eficiente.

A diversidade de órgãos parceiros se reflete na distribuição da demanda. A Polícia Federal (PF) liderou o volume de atendimentos, com 28.198 registros e um índice de produtividade de 96%. Em seguida, destacam-se a Neoenergia, com 1.010 atendimentos, o Detran-DF (263), a Caesb (239), a DF Legal (210) e o Sebrae (138).

“O Na Hora Empresarial nasceu para tornar a relação entre o empreendedor e o poder público mais simples, ágil e eficiente. Ultrapassar a marca de 30 mil atendimentos em tão pouco tempo demonstra que estamos no caminho certo, oferecendo serviços de qualidade e contribuindo para um ambiente de negócios mais favorável no DF.”, disse o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana.

Para quem empreende

Instalado em um espaço de mais de 500 metros quadrados no Setor Comercial Sul (SCS), o Na Hora Empresarial foi projetado para concentrar serviços estratégicos. O atendimento é presencial e, para a maioria dos serviços, não exige agendamento prévio, eliminando filas e burocracia.

A unidade reúne parceiros fundamentais para a abertura e regularização de empresas. Estão presentes órgãos como DF Legal, Vigilância Sanitária, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), Neoenergia, Caesb, Detran-DF, Sebrae, Junta Comercial (Jucis-DF), Brasília Ambiental (Ibram), Secretaria de Economia (SEEC-DF) e Corpo de Bombeiros.

Um dos principais diferenciais é a presença da Polícia Federal, que oferece serviços de alta demanda, como controle de produtos químicos, segurança privada e registro de armas. A emissão de passaportes é o único serviço que requer agendamento prévio, integrando as demais atividades ao fluxo de atendimento direto da unidade.

“Consegui resolver tudo o que precisava em um único lugar. O atendimento foi rápido, sem burocracia e sem necessidade de ficar marcando horário ou indo de um órgão para outro. Tudo funcionou de forma muito pontual e organizada.”, destacou o empresário Israel Lincoln.

“Ter vários serviços reunidos em um só lugar facilita muito a vida de quem empreende. Antes era necessário percorrer diferentes órgãos para resolver questões que hoje podem ser tratadas em um único endereço. Além da praticidade, o ambiente é confortável e o atendimento é muito bom.”, afirmou o empresário André Carrion.

Economia de tempo e desburocratização

A centralização de serviços em um único endereço gera ganhos significativos de tempo e eficiência para os empresários. Segundo o subsecretário do Na Hora, Rodrigo Barbosa, a iniciativa foi concebida para reduzir deslocamentos e aproximar o poder público de quem gera emprego e renda na capital federal.

“O empresário precisa de agilidade para dedicar seu tempo ao crescimento do negócio. O Na Hora Empresarial foi concebido justamente para reduzir deslocamentos, eliminar etapas desnecessárias e aproximar os serviços públicos de quem gera emprego e renda. Os resultados mostram que essa integração tem produzido impactos concretos na vida dos empreendedores e reforçam a importância de continuarmos investindo em inovação e qualidade no atendimento.”, explicou Rodrigo Barbosa.

Com uma equipe de 23 colaboradores, o modelo integrado de atendimento fortalece a política de desburocratização do Governo do Distrito Federal. A unidade amplia o acesso a serviços essenciais para empresas de todos os portes e segmentos, contribuindo para um ambiente de negócios mais favorável.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Você sabia? Empregado CLT tem direito a três dias de folga ao ano para realizar exames

Sandro Araújo / Agência Saúde DF

Por Kleber Karpov

Trabalhadores com contrato regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) agora contam com um reforço legal para o cuidado preventivo da saúde. Sancionada em abril de 2026, a Lei n° 15.377/2026 reafirma o direito do empregado a se ausentar por até três dias ao ano para a realização de exames, como os de detecção do HPV e de cânceres de mama, próstata e colo do útero, sem que haja desconto em seu salário. A nova legislação estabelece a obrigatoriedade de as empresas divulgarem ativamente essa informação aos seus colaboradores.

Embora a permissão para o afastamento exista na CLT desde 2018, a recente atualização impõe aos empregadores o dever de comunicar sobre o benefício. Além disso, as companhias devem informar sobre campanhas oficiais de vacinação e o acesso a serviços de diagnóstico oncológico, o que representa um passo significativo para a saúde pública e ocupacional.

Segundo a diretora de Saúde do Trabalhador (Disat) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Elaine Morelo, a norma tem o potencial de diminuir o absenteísmo e prevenir o agravamento de doenças. “A lei fortalece as ações de prevenção e de diagnóstico precoce. Quando enfermidades são identificadas em seus estágios iniciais, aumentam significativamente as chances de tratamento eficaz e de recuperação, reduzindo complicações, internações e afastamentos prolongados do trabalho”, afirma a diretora.

A principal barreira para a realização de exames preventivos, a falta de tempo, é diretamente abordada pela lei, conforme aponta Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF. “Muitos acabam adiando seus exames indefinidamente por conflitos com a jornada de trabalho, o que pode levar a casos de diagnóstico tardio”, explica Ribas. Ele acrescenta que a medida melhora a cobertura do rastreamento de doenças e otimiza os custos futuros do sistema de saúde.

Exames preventivos recomendados

A realização de check-ups regulares é fundamental para a manutenção da saúde. Especialistas recomendam uma série de procedimentos que devem ser incorporados à rotina, variando conforme gênero e faixa etária.

Para as mulheres:

  • Exame citopatológico (papanicolau): Deve ser realizado regularmente para rastreio do câncer de colo do útero.
  • Mamografia: Indicada a cada dois anos para a faixa etária de 50 a 69 anos, ou antes, caso sejam identificadas alterações nas mamas.

Para os homens:

  • Avaliação de risco cardiovascular: Aconselhável como rotina para monitorar a saúde do coração.
  • Consultas ao urologista: Devem ocorrer de forma regular para prevenção de doenças como o câncer de próstata.

Para ambos os sexos:

É crucial monitorar periodicamente a pressão arterial, os níveis de glicemia e o colesterol. Testes para rastreio de câncer colorretal também são importantes, especialmente a partir dos 45 anos, e a indicação pode variar segundo os hábitos de vida de cada indivíduo. A porta de entrada para esses e outros serviços na rede pública são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Celina Leão anuncia transferência do Centro Pop da Asa Sul

George Gianni / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), determinou na última segunda-feira (15) a transferência do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) da Asa Sul para um novo endereço. A decisão foi anunciada após uma reunião com secretários de diversas pastas e visa, segundo o governo, garantir a continuidade do acolhimento social em um espaço mais apropriado e seguro, em resposta a relatos sobre tráfico de drogas na localidade atual.

A chefe do Executivo classificou a medida como uma ação necessária para enfrentar os problemas de segurança que afetam a área. Segundo a governadora, o governo não poderia ignorar as denúncias sobre a situação no entorno do centro, que estaria sendo utilizado para atividades ilícitas. “É uma decisão corajosa, mas necessária. Se você for ouvir os relatos das situações que estão ocorrendo lá, do tráfico de drogas que estava acontecendo naquela região, o Estado não pode realmente fazer de conta que nada está acontecendo ali”, afirmou Celina Leão.

A determinação para as equipes do Governo do Distrito Federal (GDF) é encontrar um novo espaço que permita a continuidade do atendimento à população vulnerável. O local deverá manter os serviços de acolhimento e encaminhamento para políticas públicas de assistência social, saúde e reinserção no mercado de trabalho. “Nós vamos transferir esse espaço de acolhimento. Temos projetos exitosos, como o Hotel Social, que já está funcionando, e vamos trazer esse acolhimento para outro local, que não seja naquela região, ao lado de escolas”, acrescentou a governadora.

Ações integradas e acolhimento humanizado

Além da mudança do Centro Pop, o GDF planeja implementar um cadastro integrado da população em situação de rua. A ferramenta, a ser desenvolvida pela área de tecnologia do governo, tem como objetivo unificar informações de órgãos como assistência social, saúde e segurança pública para permitir atendimentos mais articulados e eficientes.

Outro ponto discutido na reunião foi um projeto de lei enviado à Câmara Legislativa que estabelece protocolos para o acolhimento humanizado. A proposta inclui a possibilidade de internação involuntária em situações excepcionais previstas em lei, direcionada a pessoas com dependência química severa ou com a capacidade de decisão comprometida. “É a primeira vez que estamos enfrentando esse problema com a unidade de todas as secretarias porque não adianta a gente não tomar providências. A decisão está tomada”, reforçou a Celina Leão.

Participaram do encontro representantes das secretarias de Saúde (SES-DF), Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Justiça e Cidadania (Sejus-DF), Segurança Pública (SSP-DF) e Governo (Segov-DF). Também estiveram presentes membros da pasta de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), da Casa Civil e da área de tecnologia. O novo endereço do Centro Pop e os próximos passos da política de atendimento devem ser anunciados em breve.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


Hospital Regional de Sobradinho ganha UTI reformada e equipamentos de ponta

Matheus Borges / Agência Brasília

Por Kleber Karpov

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Sobradinho (HRS) foi reinaugurada nesta terça-feira (16/Jun), após uma ampla reforma que modernizou sua estrutura e equipamentos. A entrega da unidade, realizada pela governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), é resultado de um investimento de R$ 1,5 milhão que visa qualificar o atendimento de alta complexidade na rede pública de saúde do Distrito Federal, aumentando a segurança para pacientes em estado crítico e otimizando as condições de trabalho das equipes multiprofissionais.

A principal inovação da UTI reformada é a atualização tecnológica, que inclui um sistema de monitoramento global. A equipe de saúde pode agora acompanhar os sinais vitais de todos os pacientes em tempo real a partir de uma central, o que possibilita respostas mais rápidas em situações de emergência.

Outro avanço significativo é a instalação de pontos de diálise em todos os 10 leitos, equipados com aparelhos portáteis de hemodiálise. A medida permite que terapias renais contínuas ou agudas sejam realizadas diretamente à beira do leito, eliminando a necessidade de transferir pacientes críticos para outros setores.

“Nós sabemos que, com o envelhecimento da população, temos uma demanda cada vez maior por esse tipo de leito, que é um leito nobre. E aqui nós revitalizamos 10 leitos de UTI. Antes, nem todos tinham pontos de diálise. Agora, temos 10 pontos de diálise na UTI. E também estão com isolamento e telemetria, ou seja, no posto de enfermagem, nós conseguimos acompanhar como estão os dados vitais do paciente. Isso é fundamental para trazer segurança aos nossos pacientes”, afirmou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.

Mais leitos e estrutura de atendimento

A reforma, iniciada no segundo semestre de 2025, resultou na ampliação da capacidade da unidade, que agora conta com oito leitos de terapia intensiva e dois leitos de isolamento. Segundo o diretor do HRS, Bruno Guedes, o acréscimo de dois leitos representa a possibilidade de atender até 140 pacientes a mais por ano.

As intervenções contemplaram a renovação completa das instalações elétricas e hidráulicas, a modernização do sistema de climatização e a readequação do espaço às normas sanitárias vigentes. A nova infraestrutura foi projetada para otimizar os fluxos de trabalho, garantir o controle de infecções e promover maior privacidade aos pacientes.

“Essa reforma representa um sonho. Quando a gente vê a alegria dos servidores… O pessoal brinca que agora a gente tem o HRS Star, por conta do nível, qualidade e de toda a tecnologia, que é o que o nosso usuário merece. O paciente do SUS merece o melhor. Com a ampliação, são dois leitos a mais, o que representa 140 pacientes a mais atendidos em um ano. Hoje nós temos dois leitos com isolamento e 10 leitos com hemodiálise, e isso é um diferencial. O usuário vai encontrar uma estrutura bonita, funcional e limpa, mas vai encontrar também uma equipe muito bem treinada para fazer o acolhimento, para fazer gestão com indicadores. Hoje, o protocolo de segurança do paciente é fundamental, e agora está completamente instalado dentro da UTI. Então, a estrutura junto com a mudança do processo de trabalho, não vai ter UTI melhor”, comemorou Bruno Guedes, diretor do HRS.

Fortalecimento da rede pública do DF

Durante a inauguração, a governadora Celina Leão destacou que a modernização do HRS faz parte de uma série de reformas em UTIs da rede pública. Ela ressaltou a qualidade da nova estrutura, comparando-a com unidades particulares, e o benefício direto para profissionais e pacientes.

“Estão acontecendo várias reformas de centros de UTI na nossa rede pública de saúde. Obras assim chegam a emocionar. Entregar um espaço adequado como esse, para nossa equipe de saúde, é dar uma condição de trabalho e melhorar o atendimento aos pacientes. É uma estrutura com todos os níveis de suportes. Toda semana nós estamos inaugurando espaços novos, 100% reformados e é com o que tem de mais moderno. Hoje nós não perdemos para nenhuma UTI particular. E é com monitoramento central e todos os leitos aqui também vão ter suporte de hemodiálise, para a gente não ficar transferindo o paciente com hemodiálise”, destacou Celina Leão.

A governadora também anunciou a continuidade dos investimentos em equipamentos de imagem, como parte da estratégia para aumentar a resolutividade dos hospitais. “Aqui também já começou a reforma para chegar o tomógrafo. Nós estamos determinando que os hospitais tenham um tomógrafo, para a gente não transportar mais pacientes para fazer exames. Estamos fazendo um estudo também para ressonância, que é um pouco mais caro, mas a gente quer também em todos os nossos hospitais, para diminuir esse transporte de passageiros”, acrescentou.

A ação se soma a outras iniciativas do Governo do Distrito Federal (GDF), como a recente entrega das obras de modernização do pronto-socorro do Hospital Regional de Planaltina (HRPl), que também recebeu um novo tomógrafo nessa segunda-feira (15).

Expansão dos exames de imagem

De acordo com a Secretaria de Saúde, o GDF está em processo de instalação de sete novos tomógrafos na rede. Os hospitais de Planaltina e Gama já receberam os equipamentos, enquanto a substituição está em andamento nos hospitais de Sobradinho, Ceilândia e Materno Infantil de Brasília. As próximas unidades contempladas serão Samambaia e Taguatinga.

A pasta informou ainda que a oferta de exames de ressonância magnética já foi ampliada, zerando a fila de espera. Atualmente, a rede conta com um equipamento no IgesDF, e há previsão de aquisição de mais quatro equipamentos para reforçar o serviço.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade


CLDF homenageia doadores de sangue e destaca impacto da solidariedade na vida de pacientes

Ualisson Noronha / IgesDF

Por Kleber Karpov

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta terça-feira (16), uma sessão solene para homenagear o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, destacando a relevância da doação para o atendimento de milhares de pacientes. O evento, que ocorreu na CLDF, reuniu representantes da saúde pública e privada, instituições parceiras e indivíduos diretamente impactados por transfusões, com o objetivo de reforçar a solidariedade e a importância desse gesto.

A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, integrou a mesa de honra e enfatizou a necessidade de ampliar o debate sobre a doação, valorizando todos que contribuem para essa rede de apoio. Ela descreveu a doação como um ato de amor, nascido da empatia e compaixão, e ressaltou a importância de reconhecer o esforço de quem salva vidas.

“Doar é um gesto de amor. Seja qual for a forma de doação, ela nasce da empatia e da compaixão. Precisamos falar cada vez mais sobre essa temática e reconhecer todos que dedicam sua força de trabalho e sua solidariedade para salvar vidas”, destaca Eliane Abreu.

Eliane Abreu também destacou a colaboração contínua entre o IgesDF e a Fundação Hemocentro de Brasília. Essa parceria visa assegurar o atendimento aos pacientes dos hospitais administrados pelo instituto, como o Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol), que dependem da generosidade dos doadores.

“O Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol) atendem diariamente pessoas que dependem da generosidade dos doadores. Nosso respeito e admiração a todos que contribuem para que essa assistência aconteça”, afirma Eliane Abreu.

O deputado Jorge Viana, autor da homenagem e presidente da sessão, apontou que a doação de sangue permanece um desafio nacional. Ele informou que apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, um índice abaixo dos 3% recomendados pela Organização Mundial da Saúde. “Quero conclamar todos que nos acompanham a se tornarem doadores regulares. É um processo rápido, seguro e que pode fazer toda a diferença para quem está lutando pela vida”, pontuou.

Durante a solenidade, foi reiterada a impossibilidade de substituir o sangue humano por tecnologia. Osnei Okumoto, presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, sublinhou que cada doação oferece uma chance de tratamento e recuperação para pacientes. “Cada bolsa coletada representa uma oportunidade de tratamento, recuperação e recomeço para milhares de pacientes que dependem diariamente desse recurso essencial”, comentou Osnei Okumoto ao observar que “A mobilização da sociedade continua sendo indispensável para manter os estoques em níveis seguros e assegurar o atendimento de quem mais precisa”, concluiu.

Princípios da doação voluntária

Luciana Maria de Barros, coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, relembrou a origem do Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde em homenagem a Karl Landsteiner, descobridor dos grupos sanguíneos, que tornou as transfusões mais seguras.

Para Luciana, a data transcende a celebração, configurando-se como um convite à cidadania, responsabilidade social e altruísmo. Ela também mencionou a evolução do cenário brasileiro, onde a doação remunerada era comum até os anos 1970, expondo doadores e receptores a riscos.

A construção da rede pública de hemocentros a partir da década de 1980 e a proibição da comercialização de sangue pela Constituição Federal de 1988 estabeleceram um modelo baseado no voluntariado, gratuidade e anonimato. “São princípios que garantem a segurança de quem doa e de quem recebe”, salientou Luciana Maria de Barros.

Luciana Maria de Barros ainda destacou que o ano de 2026 marcará os 25 anos da Política Nacional do Sangue e do Sistema Nacional de Sangue (SINASAM). Esta estrutura é responsável pela coordenação da hemoterapia em todo o Brasil.

A médica hematologista Nina de Oliveira, da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, representou a assistência especializada. Ela expressou gratidão aos doadores e ressaltou o impacto direto de cada bolsa de sangue na vida dos pacientes em tratamento. “Quem está do outro lado pode afirmar que esse paciente é eternamente grato por esse ato. Isso faz diferença na vida dele e realmente salva vidas”, completa.

Ao final da sessão, a Câmara Legislativa concedeu moções de louvor em reconhecimento às contribuições para a promoção da doação de sangue e o fortalecimento da hemoterapia no Distrito Federal.

Entre os agraciados estavam a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, e doadores que mantêm a corrente de solidariedade. Colaboradores da área de hematologia do Hospital de Base, Daiane Pereira, James de Sousa e Juliana Xavier, também foram homenageados por seu trabalho diário na garantia de assistência qualificada.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Publicidade