Preço alto e falta de medicamentos preocupa população

Por Edgar Lisboa

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski mostra que pesquisa feita pela CNM mostra que faltam remédios nas farmácias brasileiras. “A situação é gravíssima”, avaliou o líder municipalista.  Cidades relatam ausência de estoque na rede pública e pesquisas, em São Paulo, revelam desabastecimento de diversos medicamentos nas redes pública e privada de saúde, principalmente, do antibiótico amoxicilina e do analgésico dipirona, entre outros.

Deputados querem explicações

Pedro Westphalem

O médico e deputado Pedro Westphalen (PP/RS) disse que a situação traz enorme preocupação. Os parlamentares encaminharam um pedido de explicações ao Ministério da Saúde, após audiência pública na Câmara dos Deputados, para saber qual a causa da falta de medicamentos.  Falta até mesmo analgésico e soro fisiológico. “Nós não sabemos ainda o que está acontecendo e inclusive, os preços estão muito altos, acentuou o parlamentar gaúcho.” Segundo o congressista,” temos que ver as causas da falta de remédios. Acho que existe um pouco de especulação. Não se justifica faltar, por exemplo, soro fisiológico”, acentuou o médico.

Publicidade

Falta generalizada

Zacharias Calil

A falta generalizada de medicamentos é denunciada também pelo médico e deputado, Zacarias Calil (União GO). O deputado afirmou que, em São Paulo, hospitais públicos já estão adiando cirurgias por falta de remédios. Zacarias Calil apontou a falta de antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, em todo o país.

Situação gravíssima

Na opinião de Paulo Ziulkoski, “a situação é gravíssima porque a chamada farmácia básica é aquela que atende a população mais desprotegida. É aquele que está cadastrado com extrema pobreza e ganha até R$ 105,00 por mês e o outro até R$ 210,00 que é pobreza, conforme a classificação. Segundo Ziulkoski,” imagine esta população, que é de quase 20 milhões de famílias, você multiplica por três ou quatro pessoas e veja o montante de pessoas que necessitam do medicamento. Aqueles que têm diabetes, pressão alta, estão sem condições de receber o medicamento. “Poucos municípios ainda tem estoque, no máximo, de 30 dias”, alertou.

Falta de planejamento

“Isso vem acontecendo há muito tempo. Nós temos mostrado ao Ministério da Saúde, mas não houve um planejamento nacional. Agora, a desculpa é da guerra da Ucrânia, e o lockdown na China que não pode exportar, mas o município não tem competência para importar qualquer remédio. Então nós estamos nessa pendência. Estamos trazendo isso à tona para a sociedade refletir e saber aonde vamos parar. Falta prevenção”, acentuou o presidente da CNM.

Enquanto remédios em estoque no Ministério da Saúde perdem a validade, população fica sem medicamentos

Nos estoques do Ministério da Saúde: 45 mil kits de detecção da dengue vencidos. Ao todo são 21,9 milhões de itens vencidos, que perderam a validade em centros de distribuição que ficam em São Paulo e no Rio de Janeiro. Isso, sem contar os que estão danificados.

Só de vacinas vencidas tem quase 4 milhões de doses da pentavalente que protege contra a difteria, tétano e coqueluche, hepatite B, e ainda contra hemofílicos e influenza tipo B.

Quase três milhões de unidades de spray usado no tratamento de diabetes, além de 88 mil ampolas de insulina. Mais de quatro milhões de unidades de bactericidas e de medicamentos para tratamento para aids.

E em plena pandemia são 344 mil doses de vacinas contra covid, tudo perdido. Até aí um prejuízo de quase 47 milhões de reais, ao todo são 244 milhões de reais jogados fora.
Os dados foram disponibilizados pelo próprio Ministério da saúde pela lei de acesso a informação, depois que o Tribunal de Contas da União, determinou a suspensão do sigilo sobre essas informações, a pedido de parlamentares.

Enquanto esses medicamentos estão vencendo, a escassez nas farmácias populares, em quase todo o país, segundo o levantamento da Confederação Nacional de Municípios. Enquanto isso, é o caso de antibióticos como amoxilina vencidas a 742 dias, e  azitromicina a 893 dias.

Esses dois medicamentos estão em falta em pelo menos 800 cidades.

O médico sanitarista Adriano Massuda comentou o desperdício:

“Não é absolutamente inadmissível que se perca produtos tão sensíveis como esses que foram identificados, aqui a gente está falando de vacinas, estamos falando de antirretrovirais, estamos falando de medicamentos para diabetes, medicamentos essenciais, a população não deixou de ter esse problemas.

Em nota, o Ministério da saúde informou que todas as  dependências são controladas e fiscalizadas pelo Departamento de Logística da pasta para mitigar qualquer risco de perdas.

A distribuição para estados e municípios é programada de acordo com o cronograma de rotina ou por solicitação das secretarias estaduais de saúde”.

“A existência de itens estocados por longo período após o vencimento  é geralmente ligada á possibilidade de uso em finalidades cientificas ou possibilidade de extensão de data de validade”.(Jornal Nacional)

Cumprimento da cota feminina

Yeda Crusius

A presidente do PSDB Mulher, ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius afirmou que a maioria dos partidos não tem cumprido a lei que determina 30% de candidaturas femininas. A presidente salientou que os partidos não cumprem a lei e são perdoados pelo Congresso Nacional. Yeda Crusius destacou que os tribunais estão fazendo a parte deles. Alguns tribunais regionais tem cumprido seu papel e em alguns casos as decisões foram sancionadas pelo Superior Tribunal Eleitoral. Ela destacou que, em alguns municípios, pelo não cumprimento da exigência, o partido perdeu a representação na Câmara Municipal por ter sido provado que não cumpriu a legislação.

TRE do DF vai fazer cumprir a lei

Roberval Belinati

“A ex-governadora afirmou que” o Congresso perdoa tudo e os Tribunais decidiram que vão fazer cumprir a lei.” Está certo o desembargador Roberval Belinati, presidente do TRE do DF que anuncia que vai fazer cumprir a lei”. Da Maneira como a situação é conduzida pelo Congresso, “é uma desmoralização geral”, acentuou Yeda Crusius”.

O que querem as mulheres

De março a junho, a presidente do PSDB mulher viajou oito Estados, com a força tarefa, valorizando o trabalho da mulher na política e buscando que a lei em vigor seja cumprida. O PSDB Mulher preparou um plano nacional do que as mulheres querem para o Brasil.

FONTERepórter Brasília
Artigo anteriorSíndrome respiratória grave continua a crescer no Norte e Nordeste
Próximo artigoAuxílio Brasil começa a pagar R$ 600 para mais de 18 milhões de famílias brasileiras