Central de Interpretação de Libras ajuda quem tem deficiência auditiva

A CIL auxilia em diversos tipos de atendimento, como acesso a serviços de saúde, delegacias e Judiciário

Um serviço ainda pouco conhecido da maioria da população do Distrito Federal, mas de muita importância e utilidade para a inclusão social dos que têm deficiência auditiva, é oferecido pela Central de Interpretação de Libras (CIL), destinada a garantir a pessoas com surdocegueira e surdos o direito inalienável de comunicação plena. Qualquer cidadão com essas deficiências pode acessar a CIL por meio de uma central localizada na Estação de Metrô 112 Sul.

A central fica na Estação de Metrô 112 Sul | Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

“Agora, todas as delegacias possuem observações para que no atendimento a surdos a CIL seja chamada”Alexandre de Castro, gerente da Central de Interpretação de Libras

A solicitação deve ser feita presencialmente, por telefone ou por meio do agendamento online. Se o atendimento for fora da estação, um veículo da Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD) transportará o usuário e o intérprete até o local onde o atendimento será prestado. A SEPD conta com sete intérpretes bilíngues. As principais solicitações são para atendimento nos serviços de saúde, delegacias e da Justiça. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. As solicitações podem ser feitas pelos telefones 3445-1523 e 99361-3668. O endereço para agendamentos online é no site www.sepd.df.gov.br.

“Agora, todas as delegacias possuem observações para que no atendimento a surdos a CIL seja chamada”, afirma o gerente da CIL, Alexandre de Castro.

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Orientações podem ser repassadas por chamada de vídeo

Na semana passada, Iranilde Passos Sampaio, de 66 anos, moradora da Asa Norte, foi atendida pela CIL. Ela fez uma chamada de vídeo para receber informações acerca de um atendimento já iniciado. Foi auxiliada a entrar com uma queixa contra uma empresa no Juizado de Pequenas Causas. De forma rápida, a usuária recebeu as informações necessárias, fornecidas pelo intérprete que estava tratando do seu caso.

“Esse serviço é muito importante para questões com a Justiça e às vezes até com a família”, explicou Iranilde, por meio do intérprete. “Nós, surdos, precisamos. Esse serviço é relevante, porque existem muitos problemas que não conseguimos resolver”, ressalta. De janeiro a maio deste ano a CIL fez 4.373 atendimentos. Segundo a Organização Mundial dos Surdos, 80% desse público, em todo o mundo, não dominam as línguas de seus países.

FONTEAgência Brasília
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