Controle das infecções hospitalares é prática diária na rede pública

A higienização correta das mãos de profissionais de saúde, pacientes e visitantes ainda é uma das formas mais eficazes de prevenir riscos

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O Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares é lembrado neste 15 de maio. A data tem como finalidade a sensibilização dos profissionais de saúde, gestores, população e autoridades sanitárias quanto ao grave problema das infecções adquiridas dentro de serviços de saúde.

Na Secretaria de Saúde (SES), a gerente substituta de Risco em Serviços de Saúde, Rafaella Bizzo, lembra que as infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras) ocasionam doenças mais graves, prolongam o tempo de internação, aumentam os custos de tratamento e causam mortes desnecessárias. “A OMS [Organização Mundial da Saúde] destaca que essas infecções são uma das principais causas de morte em todo o mundo, e estima que a todo momento 1,4 milhão de pessoas sofrem de complicações das Iras”, afirma.

Vigilância Sanitária, por meio da Gerência de Risco em Serviços de Saúde, é responsável por monitorar e fiscalizar as medidas de prevenção

Hoje, o controle de infecções hospitalares no Distrito Federal é feito de duas formas: localmente, dentro dos serviços de saúde por protocolos e medidas de prevenção, e externamente, por meio das fiscalizações e das normas das autoridades sanitárias.

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Dentro dos hospitais, a prevenção e o controle das infecções são de responsabilidade das comissões de controle de infecção hospitalar (CCIH). Na Vigilância Sanitária do DF, a Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS) é a unidade responsável pelo monitoramento e fiscalização dessas ações, bem como das taxas de infecção de todos os hospitais.

A GRSS atua na promoção da segurança do paciente e na qualidade da assistência à saúde por meio do controle e monitoramento de riscos sanitários decorrentes de serviços, processos de trabalho e uso de tecnologias em saúde.

Prevenção e controle

“A higienização das mãos é a medida mais simples e efetiva para evitar a transmissão de infecções, e deve ser adotada tanto pelos profissionais de saúde quanto por visitantes e familiares; pode ser com água e sabão ou com álcool 70%”, orienta Rafaella Bizzo.

Outras ações de prevenção e controle adotadas nos serviços de saúde são destinadas principalmente aos profissionais e colaboradores – como a adequada realização da limpeza e desinfecção de superfícies e ambientes, o respeito às precauções de isolamento necessárias a alguns tipos de doenças e o gerenciamento do uso de antimicrobianos.

“Caso seja necessário o contato com o paciente, é preciso higienizar as mãos antes e após tocá-lo”, indica a gestora. “Além disso, não sentar na cama do paciente e evitar tocar em maçanetas, corrimãos, paredes, mobiliário e superfícies hospitalares, como macas, grades, suportes de soro, equipamentos etc. Em caso de necessidade, fazer a devida higienização das mãos.”

Pós-covid-19

Rafaella ressalta que o novo coronavírus também colaborou para o aumento das infecções hospitalares por uma série de alterações nos processos assistenciais e pela sobrecarga de atendimento durante o período da pandemia. “As visitas aos pacientes foram liberadas, e isso reforça que precisamos seguir firmes com as medidas de prevenção de infecções orientadas dentro dos serviços de saúde”, alerta.

Visitas a recém-nascidos requerem toda cautela, pois o sistema imunológico dos bebês é imaturo e pode facilitar o caminho para as infecções

Outra recomendação é observar as normas definidas em cada instituição de saúde com relação à entrada com alimentos ou flores, e quanto ao número de visitantes permitidos. Flores, explica a gerente, também representam risco, pois podem atrair insetos e espalhar infecções transmitidas por fungos e outros agentes.

Visitas a recém-nascidos, por sua vez, também precisam ser pautadas em cautela. “Esses pacientes possuem o sistema imunológico imaturo e podem facilmente adquirir infecções e evoluir com gravidade”, aponta a gerente substituta.

FONTEAgência Brasília
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