Força-tarefa localiza 5,8 mil depósitos de Aedes aegypti em Sobradinho II

Agentes da Vigilância Ambiental e Bombeiros vistoriam 1351 residências e 33 comércios na manhã deste sábado (07)

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Por Jade Abreu

O dia amanheceu agitado em Sobradinho II neste sábado (07). De casa em casa, agentes da vigilância ambiental e 306 bombeiros uniram-se em mutirão para combater o mosquito do Aedes aegypti. Foram vistoriadas 1351 residências e 33 comércios. Nesta ação, 5.819 depósitos foram identificados.

A ideia é fazer um trabalho educativo com os moradores, com visitas domiciliares para recolher possíveis repositórios do mosquito e oferecer instruções para não deixar a água parada. “É por meio das informações nas residências que podemos trabalhar na prevenção e no combate de criadouros de larvas”, afirma o comandante da operação, o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Raphael de Souza.

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Para o chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental de Sobradinho, Tiago Gomes de Carvalho, é necessário o apoio da comunidade para acabar com a dengue. “A visitas são importantes para eliminar possíveis criadouros e conscientizar a população sobre a importância de manter seus imóveis limpos e livres de criadouros de mosquitos”.

A policial militar Michele Magalhães, 38 anos, recebeu a força-tarefa em casa para a vistoria. Ela conta que está se recuperando dos sintomas da dengue. “É bom olhar, fazer essa varredura porque às vezes é um detalhe que a gente não percebe e é suficiente para a proliferação dos mosquitos”

A policial militar Michele Magalhães, 38 anos, está está se recuperando dos sintomas da dengue e recepeu a força tarefa em casa neste sábado. Foto: Tony Winston- Agência Saúde-DF

O aposentado Maurício de Carvalho, 80 anos, nunca teve dengue, mas nem por isso deixa de tomar cuidado. “Tenho muita preocupação, é um mosquito muito prejudicial, que pode causar dengue, chikungunya e zikavirus”.

Ações da Saúde

Em 2022, até a semana epidemiológica nº 16 (24 de abril), foram notificados 36.796 casos suspeitos de dengue, dos quais 35.073 eram prováveis. Dos casos prováveis 95,9% são residentes no DF.

A Secretaria de Saúde também combate o mosquito com a aplicação de inseticida, com uso do fumacê. A Pasta também faz regularmente ações de vistoria em casas para localizar possíveis focos.

Nos casos de pessoas com suspeita da doença, as unidades básicas de saúde (UBSs) contam com salas de hidratação para atendimento dos pacientes. De acordo com a necessidade dos usuários por hidratação, foram montadas tendas na área externa de algumas UBSs. A estratégia contribui para reduzir a procura pelas emergências dos hospitais da rede pública.

FONTEAgência Brasília
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