Fevereiro Roxo chama a atenção para doença autoimune, o lúpus

No DF, enfermidade atinge de 1 mil a 2 mil pessoas; maior incidência é em mulheres

42
Print Friendly, PDF & Email

Uma das três cores que marcam o calendário da saúde de fevereiro é a roxa. A cor foi escolhida para chamar a atenção sobre a doença Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), também conhecida como lúpus. A doença inflamatória crônica do sistema imunológico atinge a pele ou os órgãos internos.

No Distrito Federal, levando em consideração também a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF), a estimativa é de que 1 mil a 2 mil pessoas tenham a doença.

O lúpus pode ocorrer em qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são a maioria, principalmente entre 20 e 45 anos. “Além de acometer pessoas em idade muito jovem e economicamente ativas, o LES é ainda responsável pelo maior número de internações hospitalares na rede dentro da Reumatologia”, comenta Rodrigo Aires, a Referência Técnica Distrital (RTD) dessa especialidade.

Publicidade

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus. O cutâneo manifesta-se apenas com manchas na pele, que geralmente são avermelhadas ou eritematosas, e que surgem principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar, como o rosto e os braços. O segundo tipo é o sistêmico e acomete um ou mais órgãos internos.

“Os sintomas são diversos e tipicamente variam em intensidade, de acordo com a fase de atividade ou remissão da doença. É muito comum que a pessoa apresente manifestações gerais como cansaço, desânimo, febre baixa, emagrecimento e perda de apetite”, explica a RTD. Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue, que são os glóbulos vermelhos e brancos. Os sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto.

O diagnóstico do lúpus é feito com exame clínico. Apesar de não haver cura, o tratamento ajuda a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. “Os tratamentos são eficazes e possibilitam que a pessoa desenvolva suas atividades normalmente”, tranquiliza Rodrigo Aires.

Rede de atendimento

O DF possui diversos ambulatórios de reumatologia distribuídos em várias regiões. No Hospital de Base, há cinco ambulatórios semanalmente destinados ao atendimento de pacientes com lúpus. Há ainda um centro voltado à infusão de quimioterápicos e medicamentos biológicos com vagas reservadas para usuários com LES.

Para ter acesso aos ambulatórios de reumatologia da SES, o cidadão precisa ter o encaminhamento de um profissional da saúde da Atenção Primária, em alguma Unidade Básica de Saúde (UBS).

FONTESecretaria de Saúde
Artigo anteriorMáscaras especiais garantem melhor comunicação em sala de aula no DF
Próximo artigoServidora da Saúde recebe dose de reforço com imunizante 100% produzido no Brasil