Alexandre de Moraes prorroga inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF

Também foi prorrogado, por 90 dias, o inquérito que apura a existência de organização criminosa com a finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias o Inquérito (INQ) 4831, que apura declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro sobre suposta tentativa de interferência política do presidente da República, Jair Bolsonaro, na Polícia Federal. A prorrogação se deve à necessidade de prosseguimento das investigações e à existência de diligências em andamento, e começará a contar a partir do encerramento do prazo final anterior (27/10).

Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a Polícia Federal a colher o depoimento de Bolsonaro em até 30 dias. Um agravo contra a decisão do antigo relator do inquérito, ministro Celso de Mello (aposentado), que havia determinado que o presidente prestasse depoimento de forma presencial, foi retirado de pauta porque, minutos antes da sessão, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o presidente da República tem interesse em prestar depoimento pessoalmente.

Organização criminosa

Também foi prorrogado, pelo mesmo período, o Inquérito (INQ) 4874, que investiga a existência de organização criminosa com a finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito, no qual também há investigações e diligências em andamento.

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Leia a íntegra do despacho no Inq 4831
Leia a íntegra do despacho no Inq 4874

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FONTESTF
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