SINPRO-DF leva preocupações da categoria sobre retorno presencial às aulas à nova secretária de educação

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Por Vanessa Galassi

O Governo do Distrito Federal indicou a volta presencial às aulas para o dia 2 de agosto. Mas ainda são várias as preocupações da categoria para que esse retorno não seja o responsável pelo aumento dos casos de infecção e morte pela covid-19 no DF. Esses problemas foram apresentados pela Comissão de Negociação do Sinpro à nova secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, em reunião realizada nesta quarta-feira (21).

Falta de recursos humanos nas escolas, o curto tempo entre um turno e outro para a sanitização do ambiente escolar e a realidade do ensino híbrido para professoras/es, que não têm condições de se dedicar ao ensino remoto e ao presencial ao mesmo tempo, foram algumas das principais preocupações levadas à secretária, relatadas por gestoras/es das escolas públicas durante a jornada de reuniões realizadas pelo Sinpro-DF neste mês. “Embora a vacinação da categoria seja imprescindível para o retorno presencial às aulas, outras medidas também se mostram urgentes para que a vida da comunidade escolar seja preservada”, afirmou a Comissão de Negociação do Sinpro-DF.

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No encontro, a Comissão disse à secretária de Educação que, de maneira geral, a rede de ensino pública do DF está distante de oferecer preparo total para um retorno presencial às aulas no modelo que vem sendo apresentado, com o funcionamento de todas as unidades escolares. Para ela, é necessário pensar a elaboração de um planejamento que preencha as lacunas que, se não consideradas, podem gerar resultados graves para a saúde física e psicológica de trabalhadoras/es em educação, estudantes, pais, mães e responsáveis.

De imediato, Hélvia Paranaguá apresentou algumas questões importantes para a volta presencial às aulas. Entre elas, a informação de que todas as atividades que não sejam de regência, como a coordenação pedagógica, por exemplo, continuarão a ser realizadas no formato remoto.

Segundo a dirigente da pasta de Educação, também estão sendo tomadas providências para agilizar a D2 a professoras/es e orientadoras/es educacionais que foram vacinados contra a covid-19 com imunizantes que necessitam de duas doses para atingir seu potencial de eficácia. Também será realizada uma repescagem da vacinação para trabalhadoras/es da educação que, por algum motivo, não puderam se vacinar durante a campanha específica para a Educação. De acordo com ela, isso seria feito antes da data indicada para o retorno presencial às aulas. “Além disso, iremos vacinar 20% do banco de professores temporários. O critério será o da classificação”, disse Paranaguá.

A Comissão de Negociação do Sinpro-DF também foi informada de que a merenda escolar já foi comprada. Entretanto, a versão preliminar das Orientações para a Retomada das Atividades Presenciais Híbridas nas Unidades Escolares da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, apresentada pela Secretaria de Educação, não traz protocolos específicos para o consumo dos alimentos dentro das escolas.

A Comissão de Negociação do Sinpro-DF ainda aproveitou a reunião com a secretária de Educação do DF para cobrar o pagamento da folha suplementar referente à dezembro de 2020 das/os professoras/es temporárias/os e o pagamento do exercício findo de 2006, que tinha promessa de ter sido realizado em dezembro do ano passado.

Uma nova reunião será agendada para a próxima semana, quando a secretária de Educação do DF deverá apresentar respostas aos pontos apresentados pelo Sinpro-DF.

FONTESinpro-DF
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