Covid-19: MPDFT reforça pedido ao Ministério da Saúde por mais vacinas para o DF

Força-tarefa defende que o alto volume de doses aplicadas a moradores de outras unidades da Federação precisa ser considerado nas remessas do Ministério da Saúde  

22
Print Friendly, PDF & Email

A força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que fiscaliza as ações de combate à pandemia de Covid-19 enviou ofício nesta quinta-feira, 22 de abril, ao Ministério da Saúde para reforçar pedido feito pela Secretaria de Saúde (SES-DF) local de ampliação, no menor tempo possível, das doses de vacina contra o novo coronavírus destinadas ao Distrito Federal.

No documento dirigido ao secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, o Ministério Público justifica o pedido em razão das doses aplicadas em pessoas que residem fora  do DF. De acordo com dados da SES-DF, mais de 38 mil unidades de primeiras doses do imunizante, destinadas ao DF, foram aplicadas em moradores de outros estados.

O MPDFT também registra que, comparando a estimativa prevista para imunização dos grupos prioritários do DF ao número de doses efetivamente aplicadas na população local, é notório o déficit de doses da vacina. No final de março, a força-tarefa já havia enviado ofício ao Ministério da Saúde em defesa de mais vacinas para suprir a demanda criada por pacientes de outras unidades da Federação.

Publicidade

Com esse novo pedido, o MPDFT tem como objetivo garantir a imunização ao maior número de pessoas possível, atendendo a demanda ocasionada pela procura de residentes tanto na capital federal como no entorno, em conformidade com o princípio da universalidade do Sistema único de Saúde.

“Entendemos que deve haver sensibilidade por parte do Ministério da Saúde para que dispense ao Distrito Federal um número maior de doses, que garanta a qualidade do atendimento a todos os que procurem a rede local de saúde e que possibilite o avanço da vacinação no DF para mais faixas etárias”, defende o coordenador da força-tarefa, procurador de Justiça José Eduardo Sabo.

FONTEMPDFT
Artigo anteriorUma dose de vacinas reduz infecção em até 65%, revela estudo
Próximo artigoCláusulas de tolerância para entrega de imóveis podem ser suspensas durante pandemia