Vigilância Ambiental já vistoriou 306 mil imóveis em 3 meses

Nas ações, as equipes encontraram 26 mil amostras de larvas de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue

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Em três meses, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), da Secretaria de Saúde (SES), vistoriou 306.279 imóveis no Distrito Federal. Desse total, os agentes da Dival encontraram 26.520 amostras positivas de larvas do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika, chikungunya e febre amarela (urbana).

As ações do governo e os cuidados da população para evitar a proliferação do inseto estão surtindo efeito. Prova disso são os índices de novos casos de dengue que estão em queda no DF. Até o momento, já foram registrados 2.924 casos prováveis de dengue na capital federal.

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O número é 80,2% menor, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Naquela época, foram registrados 14.750 casos de dengue e 12 óbitos. Neste ano não houve registro de morte por dengue. Para que os números e a incidência continuem caindo, é preciso que todos façam a sua parte no combate ao mosquito.

Enquanto o poder público trabalha vistoriando as residências e eliminando criadouros, a população deve colaborar, cobrindo as caixas-d’água com tampa, colocando terra nos pratos de vasos de plantas, limpando calhas e fazendo o descarte correto de pneus.

Como ajudar no combate à dengue

Além de todos esses cuidados dentro de casa, a atenção também deve ser voltada para o lado de fora. Não jogar lixo em área inapropriada é uma forma de se evitar o acúmulo de água, especialmente no período chuvoso.

Apenas no primeiro trimestre, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde fez 402.239 aplicações de UBV pesado (fumacê em veículos) em todo o DF

Outra questão importante é autorizar o acesso dos agentes da Vigilância Ambiental às casas. Eles sempre estarão identificados com crachá da Secretaria de Saúde e uniforme com o brasão do Distrito Federal. Existem vários casos em que o servidor é impedido de fazer essas vistorias, seja por portões fechados ou a negativa do morador em permitir a entrada dos agentes. Só nos três primeiros meses deste ano, foram 61.986 recusas.

Entre as ações feitas pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), está a aplicação fumacê, que pulveriza as localidades onde há maior incidência de casos.

O fumacê elimina o mosquito Aedes aegypti na fase adulta. Apenas no primeiro trimestre, a SVS fez 402.239 aplicações de UBV pesado (fumacê em veículos) em todo o DF. São 12 viaturas utilizadas nesse serviço, além de 22 bombas costais para pulverização de inseticidas.

Há, ainda, aplicação do produto feito por meio manual (UBV costal), em que um agente carrega consigo o equipamento e pulveriza em locais estratégicos, como nas residências onde foram registrados focos ou casos confirmados da doença e nas casas vizinhas, por precaução. De janeiro a março, foram 15.354 aplicações de UBV costal no DF.

Ação conjunta

Na última semana de março, uma ação conjunta da Secretaria de Saúde e Corpo de Bombeiros foi empreendida para conscientizar a população de Santa Maria. Foram 689 imóveis inspecionados por 15 servidores do Corpo de Bombeiros e 32 agentes da Vigilância Ambiental.

A coordenadora do Geiplan Dengue da Região de Saúde Sul, Maria Aparecida Ribeiro Gama, explica a importância do acesso livre para realização das inspeções: “Nas áreas onde existe foco do mosquito, as equipes esclarecem as dúvidas e orientam os moradores quanto aos cuidados que devem ser tomados, e isso reflete na educação da comunidade, e na prevenção de futuros criadouros do mosquito”.

Os casos no DF diminuíram e podem apresentar ainda maior redução, com a continuidade das ações e medidas eficazes contra o mosquito.

FONTEAgência Brasília
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