Servidores que atendem população em situação de rua pedem vacinação ao GDF

Trabalhadores dos Centros Pop de Taguatinga e da Asa Sul, que atendem presencialmente, enviaram ofícios à Sedes solicitando imunização

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Servidores dos Centro Pop da Asa Sul e de Taguatinga enviaram ofícios à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para solicitar a vacinação para os servidores que atuam nessas unidades e têm contato direto com o público. O ato que pede pela imunização imediata contra a covid-19 dos trabalhadores das unidades é apoiado pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc), que tem exigido do Governo do Distrito Federal a inclusão da assistência social nos grupos prioritários da vacinação. A categoria atua em três secretarias da administração local: Desenvolvimento Social (Sedes), da Mulher e da Justiça.

O índice de mortalidade entre os servidores da assistência social é o mesmo registrado entre os policiais militares do DF, categoria que começou a ser imunizada, compara o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar. Na Polícia Militar do DF, houve o registro de três mortes, de um total de 10 mil policiais da ativa, o que representa 0,2% de mortes na categoria. Na assistência social, de um total de 1.500 servidores da ativa, o registro foi de três mortes, o que também resulta em um índice de mortalidade de 0,2%. “Não nos opomos à imunização urgente dos policiais, mas reforçamos que nossa categoria seja incluída nos grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19”, pontua.

A entidade reforça que os servidores que atuam nos Centros Pop, tiveram aumento de demanda por atenderem um público em situação de vulnerabilidade, agravada com a pandemia. Na unidade da Asa Sul, de acordo com o site da Sedes, a capacidade de atendimento diária é de 150 pessoas. De acordo com o Sindsasc, esse número tem chegado a 300 pessoas durante as últimas semanas.

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É nessas unidades, os Centros Pop, que são atendidas pessoas em situação de rua e funcionam como pontos de apoio, com o fornecimento de alimentação, higiene pessoal e orientam para que seja possível prover documentos e viabilizar outros serviços públicos. “Nossa categoria está altamente exposta à contaminação pelo coronavírus. O atendimento nos Centros Pop é presencial e constantemente há aglomerações nessas unidades”, explica o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar. A entidade afirma que a Secretaria de Saúde do DF tem se mostrado fechada para incluir os servidores da categoria nos grupos prioritários da vacina.

Quatro meses de luta pela vacina

Os servidores da assistência social do DF tentam há quatro meses a inclusão nos grupos prioritários da vacinação contra a covid-19. A categoria se mobilizou em greve com duração de oito dias no mês de fevereiro, tendo como principal reivindicação a vacina. O movimento foi encerrado por uma decisão judicial e, mesmo com alguns servidores imunizados por pertencerem a outros grupos de prioridade, a categoria, como um todo, continua de fora das prioridades do plano de vacinação do GDF.

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