Sindate cobra reposição e dimensionamento de profissionais em ala COVID-19 à Secretaria de Saúde

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Após várias denúncias apuradas pelas equipes do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate) de sobrecarga de trabalho, desabastecimento de EPIs e de contaminação cruzada advinda do Coronavírus, o presidente do Sindate João Cardoso juntamente com as Diretoras Elza Aparecida e Josy Jacob se reuniram na última terça-feira (30/03) com a Direção de Enfermagem (DIENF), Chefia da Medicina e Segurança do Trabalho (CEMST) e Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP) da Secretaria de Saúde (SES-DF) para solicitar a composição de equipes fixas nas alas COVID.

A preocupação do Sindicato é o  aumento de internações, as improvisações de UTIs  que estão sendo montadas dentro das emergências e a falta de profissionais. O que vem gerando uma sobrecarga de trabalho e forçando o revezamento entre os profissionais das clínicas e a área exclusiva do COVID, abrindo assim a possibilidade de transmissão entre os profissionais e entre os pacientes internados em outras alas.

Os gestores informaram que existe um protocolo do Ministério da Saúde que estabelece a permissão de retirada de profissionais de uma unidade para a outra e que a solicitação seria avaliada. Na ocasião também foi solicitada a compra de EPI’s , já que alguns profissionais usam suas próprias roupas podendo levar o vírus para outras instalações das unidades e para fora dos hospitais.

O Sindate reitera que continuará cobrando aumentos de carga horária para 40 horas para todos aqueles que necessitam e que se comprometem em cumprir parte dessa carga horária nas emergências e internações COVID, realização de concurso público, contratações emergenciais para suprir o déficit e que as emergências possam trabalhar com seus índices de segurança técnica, a fim de que os profissionais executem suas tarefas com segurança para que não haja contaminações que podem ser evitadas. Também se propõe a continuar denunciando no Ministério Público, Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (PROSUS) e aos demais órgãos competentes em busca de soluções e recomposição dos profissionais nas emergências.