Jorge Vianna pede flexibilização da suspensão de férias dos profissionais de saúde

Para deputado, impor suspensão de férias pode resultar em servidores convertidos em pacientes por cansaço e estresse

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Por Kleber Karpov

O deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos), na quarta-feira (31/Mar), reagiu a duas circulares emitidas pela Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) e Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF). Nos documentos, as instituições suspendem a concessão de férias aos profissionais de saúde, em decorrência ao agravamento da pandemia do coronavírus (Covid-19), no Distrito Federal.

Em um vídeo publicado na rede social, Facebook, o deputado explicou que impedir os profissionais de saúde de gozarem as férias, previamente agendadas, pode ser até mais prejudicial que efetivarem a concessão do benefício. “Concordamos que nesse momento temos que  recrutar e canalizar todas as forças que precisamos. No entanto, temos ações que poderiam ser feitas para aliviar esse cansaço dos trabalhadores, como ampliação de carga horária, pois tem muitos que querem, contratação, como está sendo feito e chamamento de concursados.”.

Vianna sugeriu à flexibilização, por parte da SES-DF e do IGESDF, em vez de levar adiante a decisão unilateral, e submeter os profissionais de saúde a possibilidade de escolha. O deputado reforçou a importância, de se conceder as férias, aos profissionais mais cansados, de modo a evitar que se tornem possíveis pacientes, ao deixarem de gozar do benefício.

“Sugiro que a gerência, os chefes, façam avaliações para que aqueles que possam retirar as férias, o façam por opção. E os que querem permanecer no trabalho, talvez por não estar necessitando tanto do descanso, que deixe no hospital. Peço que tanto o IGES quanto a Secretaria de Saúde, flexibilize aos trabalhadores, pois muitos já até marcaram férias para que possam ser gozados, pelo cansaço e estresse que ele está. Não adianta, simplesmente suspender e ter um trabalhador cansado, fisicamente e psicologicamente e aí vai ter mais um paciente, o que pode ser pior.”, esclareceu.

Confira o vídeo