Rede pública de saúde: brasiliense prioriza o sorriso

Só neste ano, mais de 160 mil já buscaram tratamento dentário público. IBGE mostra que estamos entre os que mais registraram visitas ao dentista

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O cuidado com os dentes é uma prioridade para o brasiliense. É o que mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que incluiu o DF entre as cinco unidades da federação com maior proporção de pessoas que foram ao dentista em 2019.

Segundo o estudo, 52,6% da população – ou 1,5 milhão de pessoas consultou algum profissional bucal no ano passado. A rede pública de saúde é uma das responsáveis pelo bom índice, ao oferecer atendimento odontológico de qualidade em hospitais e unidades de saúde em várias regiões da capital.

Só em 2020, já foram 160, 5 mil atendimentos até julho, conforme números da Secretaria de Saúde do DF. Entre eles o da atendente Rose Silva, moradora do Gama, que chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com inchaço na gengiva e dores nos dentes. Ela foi examinada por um dentista estomatologista.

“Fui muito bem atendida pela equipe do Hran. Não tenho do que reclamar. Me avaliaram, tomei remédio pra dor e fui encaminhada para os exames de sangue. Me curei em uma semana”, explica Rose, que recorre à rede pública ou ao Sesc para tratamentos dentários.

O Hospital Regional da Asa Norte é recordista em atendimentos, seguido pelo Hospital de Base e os hospitais de Santa Maria e do Gama. São 182 equipes de saúde bucal em todo o DF, que também estão nas UBSs e em unidades de pronto atendimento. Além da emergência, consultas ambulatoriais também são oferecidas mediante marcação prévia.

“Temos uma força de trabalho muito grande nas UBSs, cerca de 80% dos profissionais. Além de pronto- socorros em hospitais. A atenção primária é muito importante que é o acolhimento ao cidadão, um primeiro diagnóstico”, explica o coordenador de atenção primária da Secretaria de Saúde, Fernando Erick.

Fernando acrescenta que o atendimento odontológico no Distrito Federal conta com equipamentos novos e a secretaria aumentou a carga horária de cirurgiões- dentistas para 40 horas. Atualmente são 576 profissionais de várias especialidades, sendo que 363 atuam na atenção primária e 213 na especializada.

Movimento grande

“O SUS estabelece que o paciente tem direito a um tratamento odontológico em todos os níveis. Esse número de 53 % é positivo e acredito que se deve ao acesso fácil que os pacientes têm à rede”, opina a Referência Técnica Distrital (RTD) em Odontologia, Rafaella Gallerani.

“Eles ficam muito felizes com a consulta gratuita. Já ganhei até um sapato de presente de uma moça”, diverte-se a odontóloga.

“Antes da pandemia, chegávamos a atender até 30 pacientes em cada um dos turnos (manhã e tarde). De madrugada também chega paciente aqui no pronto-socorro com alguma urgência. O movimento é grande”, conta o técnico de saúde bucal do Hran, Antonio Costa. Com 12 anos de “casa”, é o funcionário mais antigo do setor odontológico.

Nas unidades básicas, além da prevenção e educação em saúde, são oferecidos procedimentos básicos como profilaxia (limpeza), tratamento básico das gengivas, restaurações e pequenas cirurgias ambulatoriais. Para tratamentos mais complexos, como endodontia (canal), periodontia avançada, extração de sisos, entre outros, o paciente é encaminhado para os Centros Especializados de Odontologia (CEOs). São 13 em todo o DF, abrangendo todas as regiões de Saúde.

Pesquisa

No DF, 52,6% da população se consultou com um dentista nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, em 2019. O Distrito Federal foi a 5ª unidade federativa com maior percentual e acima da média brasileira de 49,4%.

O grupo de idade que mais se consultou foi o de 18 a 29 anos (56,2%) e o menor foram os idosos com 60 anos ou mais (40,3%).

Para mais informações sobre o atendimento odontológico na rede de saúde, acesse: http://www.df.gov.br/saude-bucal/