Sindmédico-DF constata irregularidades no combate à Covid-19 na UPA de Ceilândia

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Presidente do sindicato esteve na Unidade e constatou falta de teste para diagnóstico do coronavírus, ausência do distanciamento social de pacientes e uso insuficiente dos equipamentos de proteção individual

Nesta quarta-feira (20), o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, esteve na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia para apurar denúncias relacionadas ao aumento da contaminação de médicos e servidores da saúde por Covid-19.

Durante a inspeção, Gutemberg constatou a falta de testes para corpo médico e pacientes, a ausência do distanciamento na recepção da UPA e a falta de fiscalização do uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

“É bem provável que o aumento do contágio dos servidores da saúde seja em função da ausência de fiscalização das medidas sanitárias, que não estão sendo observadas com rigor. A fiscalização do uso dos equipamentos de proteção, por exemplo, é de responsabilidade da gestão. Ou a gestão não está disponibilizando os EPIs ou não estão cobrando o uso adequado para evitar a disseminação da doença”, declarou Gutemberg

Gutemberg também relatou que a recepção da UPA estava lotada e que não havia distanciamento entre os pacientes. “A falta do distanciamento social entre os pacientes e a não realização da testagem aumentam o risco de contágio para a população”. Segundo o presidente do sindicato, o relatório das irregularidades será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina, ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

O médico José Pedro Rego Neto, coordenador médico da UPA e a gerente da unidade, Telma Maria Oliveira Moreira, apresentaram o protocolo de atendimento para Covid-19. “A situação na UPA está controlada, estamos tomando medidas de precaução e todos os colaboradores estão recebendo EPIs”, declarou Neto.

As denúncias foram recebidas por meio do Canal de Denúncia do Sindimédico-DF , no site da instituição https://www.sindmedico.com.br/denuncie/. O identidade do médico denunciante é preservada. “Temos recebido uma quantidade enorme de denúncias graves e não podemos nos omitir. Os médicos precisam ter a infraestrutura necessária para cuidar da população e garantir a sua própria segurança”, Gutemberg.

Fonte: SindMédico-DF