Cofen, OAB-SE e CFM recebem demandas do SAMU diante da pandemia

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Regulação do serviço apartada do SAMU prejudica o atendimento

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), representado pelos enfermeiros Irene Ferreira (Assessora de Relações Institucionais do Cofen) e Marcos Fonseca (Comissão Nacional de Urgência e Emergência), Robson Barros e Welma, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sergipe, e Ricardo Scandian, do Conselho Federal de Medicina (CFM), foram recebidos, nesta quarta-feira (15/4), por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O encontro discutiu as principais demandas do serviço frente à pandemia de Covid-19.

Os problemas identificados e discutidos envolvem a quantidade reduzida de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) disponíveis em ambulâncias e a falta de fluxo determinado e aplicado para encaminhamento dos pacientes às unidades de saúde. Falta, ainda, definição de protocolos para regulação de ambulâncias no atendimento pré-hospitalar, que tem gerado problemas substanciais para as equipes do SAMU em Aracaju.

De acordo com os representantes do SAMU, há desarmonia entre o serviço prestado pela regulação e o serviço pré-hospitalar propriamente dito. Para Marcos Fonseca, que além de integrar a Comissão Nacional de Urgência e Emergência é enfermeiro do SAMU em Aracaju, a falta de protocolos da regulação de urgência é um grande gargalo que leva a não excelência na prestação de serviço, pois a conduta em casos similares pode se modificar a depender do profissional regulador, o que gera insegurança. É necessário elaborar protocolos de segurança e realizar treinamento de cem por cento das equipes para lidar com situações da pandemia.

Representando o Cofen, Irene Ferreira destacou a urgência das medidas
Representando o Cofen, Irene Ferreira destacou a urgência das medidas

A médica e superintendente interina do SAMU Sergipe, Karina Mendonça, destacou a necessidade de racionalizar o fornecimento e uso de EPIs, considerando o quantitativo dos equipamentos e a dificuldade na aquisição em todo país. “A grande dificuldade do serviço é o fato da regulação ser apartada do SAMU, o que na prática dificulta o processo de trabalho”, afirmou a assessora de Relações Institucionais do Cofen, Irene Ferreira, observando que a Central de Regulação separada do SAMU é uma situação muito peculiar e diversa de outros estados do País. “Ainda não estamos em pico de casos quando pode haver colapso do sistema de saúde, portanto precisamos estar preparados para esse momento. Essa situação da regulação do SAMU Sergipe necessita ser resolvida com urgência. O tempo é ouro em situação de pandemia”, enfatizou Irene.

O presidente do Conselho Regional de Sergipe (Coren-SE), Diego Borges, também esteve presente na reunião. O encontro pactou a importância de adotar estratégias para garantir a segurança dos profissionais e pacientes, incluindo a realização, em caráter emergencial, de reunião com o governo estadual para expor os problemas enfrentados e propor soluções.

Fonte: Cofen