Ministério da Saúde cria linha de cuidados para tratar AVC

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Documento é inédito e orienta todo o cuidado ofertado no SUS para AVC, além de reunir protocolos de atendimento para profissionais de saúde e nortear a organização da rede em todo o país. Até o dia 10 de janeiro receberá contribuições

Por Christiana Suppa

O Ministério da Saúde quer saber a sua opinião sobre a recém-criada Linha de Cuidado do Adulto com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A publicação é voltada para pacientes, profissionais de saúde e gestores do SUS (Sistema Único de Saúde) e reúne todas as informações relacionadas à doença, popularmente conhecida como derrame. Por exemplo, apresenta quais são os sinais e sintomas, quais serviços de saúde o cidadão deve procurar, o protocolo médico que deve ser seguido, incluindo quais medicamentos devem ser administrados e como a rede em saúde deve estar organizada. Até o próximo dia 10 de janeiro este documento estará em consulta pública para receber sugestões, contribuições ou críticas que o tornem ainda melhor.

As contribuições podem ser enviadas por meio deste formulário eletrônico.

Esta é a primeira linha de cuidado elaborada pelo Ministério da Saúde de um total de 22 previstos para serem criados nos próximos dois anos sobre as doenças mais prevalentes na população e que mais fazem vítimas fatais.

Por meio das linhas de cuidado, a ideia é orientar os cidadãos sobre os principais sintomas, quando procurar um serviço de saúde e hábitos que podem ser adotados como prevenção. Em relação aos profissionais de saúde, o documento apresenta orientações conforme a área de atuação, desde a Atenção Primária (que é o cuidado inicial), passando pelas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), Serviço de Atendimento Móvel 192 (SAMU) e a rede hospitalar. Ou seja, aponta o que deve ser feito pelos profissionais de saúde em cada serviço da rede público. E, assim, orienta os gestores também na melhor organização da rede de saúde, com a integração do SUS.

Os temas das próximas Linhas de Cuidado são: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, obesidade, doença renal crônica, tabagismo, álcool, depressão (risco de suicídio no adulto), ansiedade, insuficiência cardíaca, dor torácica (diagnóstico diferencial da cardiopatia isquêmica), pré-natal, puericultura, asma (no adulto e na criança), doença pulmonar obstrutiva crônica, tuberculose, hepatites virais, HIV/Aids, demência, lombalgia, câncer de colo de útero e câncer de mama.

Linha de cuidado AVC 

A Linha de Cuidado do Adulto com Acidente Vascular Cerebral vai levar informação aos usuários do SUS e apoiar o trabalho dos profissionais de saúde da Atenção Primária e da Rede de Atenção à Saúde. O conteúdo tem informações relativas às ações e atividades de prevenção, tratamento e reabilitação que são desenvolvidas por equipe multidisciplinar em cada serviço de saúde.

Para a construção da Linha de Cuidado do AVC, realizou-se levantamento de protocolos, diretrizes e normas técnicas previamente estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias de Saúde estaduais e municipais. Há uma página específica para o paciente e outra para os gestores em saúde.

É desenvolvida em formato digital, de acesso fácil e disponível no site do Ministério da Saúde, em formato PDF, para consulta, download e impressão. Assim, o conteúdo pode ser acessado pelo profissional de saúde, no momento do atendimento ao paciente, ou pela população, a qualquer momento.

Saiba mais sobre AVC

AVC: Segunda causa de morte 

O Acidente Vascular Cerebral está em segundo lugar entre as principais causas de morte no Brasil, atrás apenas dos óbitos por doenças cardíacas isquêmicas. A maioria dos casos pode ser prevenido. Em 2017, foram registrados 101,1 mil óbitos por AVC. E, no anterior, em 2016 haviam sido registrados 102,9 mil óbitos. No ano passado, foram registrados 197 mil atendimentos no SUS em decorrência da doença.

O SUS disponibiliza assistência integral e oferta 41 medicamentos gratuitos para tratamento de problemas cardiovasculares, que incluem o AVC.

O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando os vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, interrompendo a circulação sanguínea. Quanto mais rápido o diagnóstico e tratamento, maiores serão as chances de recuperação. Os principais sintomas são fraqueza ou formigamento no rosto, braço ou perna, confusão mental, alterações na fala, visão e equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa.

Fonte: Agência Saúde