HRAN recebe novo equipamento para auxiliar exames de fissurados

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Crianças atendidas na unidade serão beneficiadas

Por Leandro Cipriano

Um novo equipamento que vai auxiliar na realização dos exames de crianças com fissura labiopalatina chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade referência neste tipo de atendimento. O aparelho de última geração, chamado de nasofibroscópio, possui uma fibra ótica na ponta e é usado para avaliar a cavidade nasal dos pacientes até a laringe.

“É um material caríssimo, talvez da melhor marca do mercado, doado pelo Rotary Clube. O equipamento ajuda a detectar onde exatamente está a fissura, antes, durante ou após uma cirurgia. Com ele, podemos dar um diagnóstico na hora e o usaremos unicamente em prol das crianças”, afirmou o médico referência técnica assistencial de Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissurados, Marconi Delmiro.

De acordo com o especialista, o próximo passo é organizar uma sala especial para que o equipamento seja utilizado por toda a equipe do serviço multidisciplinar.

“Pretendemos iniciar o atendimento no início de 2020. A alegria é grande, e queremos começar o mais rápido possível, ainda em janeiro. A equipe toda da fono, otorrino e cirurgiões poderão usar o aparelho, o que vai melhorar o atendimento”, ressaltou Marconi Delmiro.

O Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados do Hran foi oficializado em 11 de março de 2013. Contudo, o trabalho com esses pacientes já acontece na unidade há duas décadas.

Fenda

A fissura labiopalatina é uma malformação que acomete lábio, céu da boca (palato), musculatura, mucosa e, muitas vezes, o osso. Trata-se de uma fenda que pode atingir apenas um lado, ou seja, ser unilateral, ou ambos os lados, classificada como bilateral.

As principais implicações que as fissuras podem trazer ao indivíduo são dificuldade na alimentação, alterações na arcada dentária, comprometimento do crescimento facial e do desenvolvimento da fala, e na audição.

O início do tratamento é definido a depender do diagnóstico. As primeiras cirurgias são realizadas entre quatro e seis meses de vida, antes mesmo de a criança aprender a falar, para que seja incluída na sociedade já habilitada e apta a conviver socialmente, com a fala compreensível.

No Brasil, de cada 650 crianças nascidas, uma é portadora de fissura labiopalatina. A incidência no DF segue a média nacional. As causas envolvem fatores genéticos e ambientais, que podem atuar isoladas ou em associação.

Fonte: Agência Saúde DF