Empregabilidade e inclusão marcam Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência

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O autor da homenagem, deputado Robério Negreiros, desatacou que “além das conquistas, este dia nos leva a refletir sobre as batalhas e as histórias de superação”

Por Franci Moraes

Com ampla representatividade, o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência foi comemorado em sessão solene na tarde desta segunda-feira (2) no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. “São vocês que fazem a solenidade”, declarou o autor da homenagem, deputado Robério Negreiros (PSD), aos autistas, cegos, surdos-mudos, cadeirantes, pessoas com síndrome de Down, entre outras deficiências, que lotaram o plenário. Para celebrar a data, instituída pela Organizações das Nações Unidas (ONU), em 1992, pessoas com deficiência cantaram, dançaram, tocaram e atuaram no evento, com tradução simultânea em Libras.
“Além das conquistas, este dia nos leva a refletir sobre as batalhas e as histórias de superação”, afirmou Negreiros. O parlamentar acrescentou que há muito a conquistar para que a “verdadeira inclusão aconteça” para as cerca de setecentas mil pessoas com deficiência no DF. Um dos maiores desafios atuais, segundo Negreiros, é a inserção no mercado de trabalho, sendo os principais obstáculos o preconceito e a falta de qualificação. Nesse sentido, ele anunciou emenda parlamentar, de sua autoria, na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, destinada à profissionalização das pessoas com deficiência junto à Secretaria de Trabalho do DF. Em linha tangente, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) lembrou a importância da política de cotas para as pessoas com deficiência como modo de inserção no mercado de trabalho.

Empregabilidade

Acreditar na funcionalidade e na capacidade das pessoas com deficiência é o primeiro passo para viabilizar a empregabilidade, de acordo com o professor do Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), Ulisses Araújo. Segundo ele, são as instituições especializadas, a exemplo da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e da Pestalozzi, que exercem o “papel transformador”. Também defendeu a importância da empregabilidade a presidente da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos, Luciana Vale. Já a educação inclusiva como caminho para a profissionalização foi enfatizada pelas professoras do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CESAS), que atende estudantes no ensino especial.

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Benefício da Prestação Continuada

Entre os pleitos levantados pelas pessoas com deficiência, o atleta cadeirante Erivaldo Batista e o estudante da Universidade de Brasília (UnB) Bernardo Medina defenderam o pagamento do 13º salário para aqueles que recebem o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Ao argumentar que os cadastrados do Bolsa Família farão jus ao benefício, Medina pediu a extensão da medida às 56 mil famílias de pessoas com deficiência que recebem o BPC no DF.

Arte inclusiva

Por sua vez, a diretora teatral Paula Wenke, defendeu a arte inclusiva, que significa “a pessoa com deficiência ser protagonista tanto no palco como na plateia”. Coordenadora do Teatro dos Sentidos, ela argumentou ser “importante sentir na pele o que é ter deficiência”. Wenke ainda anunciou a realização do primeiro Festival Internacional de Arte Inclusiva (FIARTI) no ano que vem em Brasília.
Já o artista plástico Wallace Batista, que ficou cego em virtude de um descolamento de retina ocasionado em um acidente de carro, relatou a importância da arte visual: “Criamos nossa arte no escuro”. Wallace é um dos participantes da exposição “Colagens”, que traz os trabalhos de alunos do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) ao foyer do plenário. Paralelamente à exposição, massoterapeutas com deficiência visual vão atender gratuitamente na Casa durante esta semana. As atividades marcam, além do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3), também o Dia Nacional da Acessibilidade (5) e o Dia Nacional da Pessoa Cega (13).

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Fonte: CLDF