CLDF: Comissão deve apresentar proposta para a Escola de Ciências da Saúde

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Leandro Grass é o autor da comissão geral que discutiu, nesta quinta-feira (3) a situação das escolas mantidas pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)

Por Marco Túlio Alencar

Apoiado por estudantes, professores e dirigentes, o deputado Leandro Grass (Rede) propôs a criação de uma subcomissão no âmbito da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa que possa sugerir soluções para os problemas identificados, especialmente, na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) que ministra cursos de graduação de Medicina e Enfermagem.

A medida foi apresentada ao final de comissão geral – quando a sessão ordinária é aberta para a participação da sociedade – da Câmara Legislativa que discutiu a situação das escolas mantidas pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), nesta quinta-feira (3). A ideia, segundo o distrital, é definir um cronograma, “estabelecendo prazos para a apresentação de uma minuta a ser submetida ao GDF”. Para não incorrer em “vício de iniciativa”, proposições voltadas às instituições mantidas pela Fepecs devem ter origem no Poder Executivo.

Diversas questões foram apresentadas durante o debate que buscou apresentar um quadro da ESCS, criada no âmbito da Secretaria de Saúde do DF e que, ao longo dos últimos 18 anos, já formou mais de 800 médicos e 200 enfermeiros. “A nossa intenção é permitir que a escola se mantenha em pé, mantendo a sua qualidade amplamente reconhecida”, observou o parlamentar, acrescentando que muitos problemas da escola decorrem da “insegurança jurídica”.

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Outro ponto abordado foi a publicação recente de reportagem que tratava de tentativa de suicídio de um aluno de medicina, alegando pressões decorrentes do método de avaliação ao qual os estudantes da instituição vêm sendo submetidos. Apesar de atribuírem o sofrimento psíquico a uma série de fatores, os médicos e estudantes não descartaram que a situação pode contribuir para o agravamento do quadro. “A avaliação está começando a mudar. Mas, temos convivido com ameaças de fechamento da escola, enquanto precisamos de estabilidade”, declarou a vice-presidente do Centro Acadêmico de Medicina, Carla Larissa.

Avanço

Para a deputada Arlete Sampaio (PT), a ESCS representou “um grande avanço, sobretudo na escolha da metodologia de ensino, que tem se mostrado eficiente na formação dos profissionais”. Contudo, destacou a necessidade de se estabelecer um único campus – medicina é ministrada na Asa Norte, enquanto o curso de enfermagem está localizado em Samambaia; reforçar a biblioteca e os laboratórios, entre outras questões.

A presidente do Centro Acadêmico de Enfermagem, Gabrielly Nunes de Araújo, também ratificou a instalação dos dois cursos em um mesmo local como “uma questão prioritária”. A estudante salientou ainda que a escola não pode ficar “sujeita a questões políticas e econômicas”. Já o coordenador da graduação em Enfermagem, Rinaldo Neves, fez um balanço dos 10 anos do curso e chamou a atenção para a obtenção da nota máxima no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2017. Também defendeu a integração dos cursos em um mesmo espaço.

Enquanto o diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde, Ubirajara Picanço, apresentou diversos números que atestam a importância da instituição. “A ESCS desempenha um papel fundamental para o Distrito Federal e merece ser reconhecida e valorizada”, afirmou. Ele ainda falou da importância da manutenção da residência médica coordenada pela escola e assinalou o funcionamento do mestrado e do doutorado, este em parceria com a UnB.

A ESCS recebeu a solidariedade do deputado Fábio Felix (PSol) e o apoio do presidente do Conselho Regional de Medicina do DF, Farid Buitrago. “A ESCS cresceu e precisa adaptar-se à nova realidade. A escola faz parte da solução dos problemas do setor de saúde do Distrito Federal e os servidores da Secretaria de Saúde que estão à disposição da instituição formam profissionais qualificados”, realçou. A diretora da Escola de Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (EAP-SUS), Adriana Pederneiras, também participou da comissão geral.

Fonte: CLDF