Médicos realizam cirurgia inédita no DF e separam gêmeas siamesas ligadas pelo crânio

196


Print Friendly, PDF & Email

Por Emanuelle Coelho,

Uma cirurgia inédita no Distrito Federal conseguiu separar as gêmeas Mel e Lis, de 11 meses, que nasceram ligadas pelo crânio. O procedimento, realizado no Hospital da Criança de Brasília, no último sábado (27), durou 20 horas. O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) foi pioneiro no DF, terceiro no país e décimo no mundo a realizar a separação de gêmeos unidos pelo crânio (craniópagos).

A equipe médica contou com mais de 50 profissionais brasileiros da área da Saúde e cinco norte-americanos (três médicos e dois enfermeiros) do The Children’s Hospital at Monte Fiore – de Nova Iorque. Eles ajudaram no procedimento como advisors, apoiando como consultores.

Desde o nascimento das gêmeas até o dia da cirurgia foram 36 etapas – estudo, ensaios, reuniões e planejamentos. Até as cores das toucas, máscaras e luvas usadas foram pensadas. Os membros da equipe da Mel usaram amarelo e da Lis rosa.

Publicidade

Após a cirurgia as irmãs foram colocadas em coma induzido. As gêmeas se recuperam na UTI, estão em leitos separados, porém, uma ao lado da outra.

Na tarde de hoje (29), Lis despertou antes do tempo previsto e a equipe médica considerou um bom sinal. Elas respiram com a ajuda de aparelhos e ainda não estão fora de perigo. “Todos os desafios foram planejados. As meninas estão respondendo bem”, disse o anestesista Luciano Fares.

A mãe das crianças, Camila Vieira Neves, 25 anos, conta que desde que ficaram sabendo da situação das crianças, ainda na barriga, foram muitos momentos de choro e dor. “Pedi para Deus que me enviasse anjos e foi assim que apareceu essa equipe médica na minha vida. Agora estamos em uma nova etapa, já no pós-operatório, e sonhando em ir para casa. Está sendo maravilhoso, ainda ficamos um pouco apreensivos, mas temos muita fé em Deus. Elas são o milagre de nossas vidas”.

Emocionado, o pai, Rodrigo Martins Aragão, 30 anos, diz que o coração ainda está muito apertado. “Estamos ansiosos e na esperança de que tudo vai dar certo”.

Fonte: Agência Saúde-DF