Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso do Paranoá será fortalecido

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Por Ailane Silva

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (CADH), no Hospital da Região Leste, no Paranoá, será fortalecido. A ideia é ampliar o número de profissionais e os recursos. O anúncio foi feito pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, que visitou à unidade acompanhado do secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso.

O serviço do CADH faz parte do processo de Planificação da Atenção à Saúde, iniciado em 2016 com o apoio do Conass. A metodologia, em aplicação em todo o Brasil, consiste em promover a qualificação técnica dos profissionais de saúde e expandir a dos serviços, além de melhorar os processos de trabalho, promovendo a melhor interlocução dos níveis de Atenção Primária e Secundária.

“O CADH foi aberto em agosto de 2017 para ser uma retaguarda da Atenção Primária, à qual consegue ser resolutiva em 85% dos casos de diabetes e hipertensão de baixo e médio risco. Os outros 15%, classificados de alto risco, recebem o atendimento no centro, onde o acolhimento ocorre de maneira multidisciplinar e interprofissional”, ressaltou a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Beviláqua.

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Equipe

Os pacientes são atendidos por cardiologista, endocrinologista, nutricionista, farmacêutico, enfermeiro, psicólogo e técnico de enfermagem. “Após essa avaliação, os pacientes saem com um plano de cuidados, que será monitorado pela equipe de Estratégia Saúde da Família, com o auxílio do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica”, explicou a superintendente.

“Essa linha de diabetes e hipertensão conta com muita humanização e oferece uma interface grande entre a área especializada e a Atenção Primária. É fundamental que tenhamos uma evolução nesse serviço, com envolvimento de mais profissionais e mais infraestrutura”, destacou Beviláqua.

Jurandi Frutuoso confessou-se impressionado com as melhorias na linha de atendimento criada para o Distrito Federal. “Estamos à disposição para continuar contribuindo com a melhora e, a partir deste ano, vamos implementar outra planificação em uma região que será definida pela Secretaria de Saúde”, reforçou.

Resultados

O plano de ações tem impacto positivo na redução de internações. Houve queda tanto daquelas que se referem a problemas cardiovasculares, como nas relativas ao diabetes. “Antes, a enfermaria do pronto-socorro, que era de 200%, caiu para, no máximo, 115% de internações”, contabilizou Bevilacqua.

Os dados são comprovados pelo depoimento do pedreiro Francisco da Silva, 50 anos, que enfrentava diversos desafios por causa das duas doenças. “Sempre passava mal e me internava a cada duas semanas. Depois que inicie o atendimento no centro, há mais de um ano não preciso procurar a emergência hospitalar”, contou, ao elogiar o atendimento que, logo na entrada, já começa com a educação e a atenção dos profissionais.

“Cheguei aqui com depressão e até vontade de cometer suicídio. A minha diabetes era incontrolável. Agora, além de conseguir estabilizar meu quadro clínico, hoje, tenho vontade de viver. Os profissionais que atendem aqui salvaram minha vida”, contou a paciente Miraci Bispo, de 53 anos.

Fonte: Agência Saúde