Telessaúde entra em funcionamento no DF

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Por Ailane Silva

Os pacientes que aguardam por consultas com especialistas, na rede pública de saúde do Distrito Federal, poderão ter a definição do tratamento mais rápido, com o funcionamento, em todo o DF, do Telessaúde. A ferramenta permite que os médicos discutam os casos clínicos dos pacientes por telefone e iniciem o tratamento na própria Unidade Básica de Saúde (UBS) sem encaminhamento, sempre que possível. Por outro lado, reduzirá a espera daqueles que precisam de atendimento especializado.

O Telessaúde faz parte do projeto Regula Mais Brasil, desenvolvido pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) em parceria com o Hospital Sírio Libanês e o Ministério da Saúde. “O benefício para o paciente é que ele chegará mais rápido à consulta para iniciar o tratamento”, destacou o coordenador do Núcleo de Telessaúde no DF, Rodrigo Wilson de Souza.

A médica teleconsultora do Regula Mais Brasil – Hospital Sírio Libanês, Priscila Raupp, explica que o projeto é embasado em uma experiência do Rio Grande do Sul, que existe desde 2014 e teve como resultado a redução de 63% das filas de encaminhamento para especialista na região. “Conseguiremos diminuir o tempo de espera na fila em até 50%, porque os pacientes que não precisam de especialista conseguirão retornar à UBS”, esclareceu Priscila.

Como funciona

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Ao realizar a consulta na UBS e não conseguir definir um tratamento para o paciente, o médico da unidade faz o encaminhamento para o especialista pelo Sistema de Regulação (Sisreg). Ao receber a solicitação, os médicos do Sírio Libanês leem o encaminhamento. Com as informações descritas, caso o paciente preencha os requisitos, a consulta é aprovada e é definida uma prioridade de atendimento.

Caso as informações estejam incompletas ou não haja indicação para o paciente ser atendido por um especialista, o encaminhamento é devolvido. O médico pode entrar em contato com o paciente para acrescentar outras informações ou discutir com outros profissionais qual conduta deve ser adotada para iniciar o tratamento na UBS.

“Assim, conseguimos qualificar a fila. A triagem garante uma fila enxuta, eficaz e com paciente no tempo certo no local certo”, informou.

O serviço funciona pelo Canal de Consultoria do Telessaúde Brasil Redes, do Ministério da Saúde. Qualquer médico da Atenção Primária pode entrar em contato pelo canal, disponível desde 10 de janeiro e que funciona das 8h às 17h30, ininterruptamente.

Os médicos que realizam o atendimento pelo Telessaúde passaram por processo seletivo. “Eles têm experiência no Telessaúde. A maioria é formada em medicina da família, mas há especialistas focais em cardiologista, endocrinologista, ortopediatra, urologista, proctologia, psiquiatria e neurologista”, informou a médica teleconsultora, ao ressaltar que os profissionais estão preparados para discutir os casos.

Entenda

O serviço de telemedicina já funciona em Porto Alegre, Belo Horizonte e Distrito Federal. No momento, a previsão é de que o sistema comece a funcionar em mais duas capitais ainda em 2019.

Antes de o Telessaúde entrar em funcionamento no DF, os médicos da Atenção Primária e especialistas como endocrinologistas e cardiologistas da rede, profissionais do Complexo Regular do DF e das gerências regionais de regulação das sete regiões de saúde foram capacitados em workshop.

O objetivo do seminário foi identificar as principais fragilidades e potencialidades do território para a implantação do Telessaúde. Em seguida, foi iniciado o projeto-piloto na Região de Saúde Sudoeste por ser a área com maior número de encaminhamentos para as especialidades.

Desde o início do projeto-piloto até o momento, já foram realizadas mais de 14,6 mil avaliações de regulação no DF. Do total, 12 mil encaminhamentos retornaram para a UBS de origem para serem orientados pelos médicos do Telessaúde sobre quais providências adotar.

A previsão é de que hoje (15) sejam iniciadas visitas às UBSs para orientar e promover o engajamento dos médicos na teleconsultoria objetivando tratar dos casos devolvidos.

Fonte: Agência Saúde