Câncer de mama é a doença que mais mata as mulheres no país

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70% dos casos são identificados pela própria pessoa após perceber alguma alteração na região dos seios

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) apóia a campanha Outubro Rosa e incentiva as mulheres a lutarem contra o câncer de mama e se conscientizarem da importância da prevenção e do diagnóstico precoce. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de um milhão e 600 mil pessoas possui câncer de mama no mundo inteiro, o que vale a 25% de todos os casos de câncer. No Brasil, são 59 mil e 700 novos casos todo ano.

O presidente do CRM-DF, mastologista e ginecologista, Farid Buitrago, comenta que o câncer de mama é um dos tumores mais temidos pelas mulheres. “Esse tipo de tumor afeta a parte psicológica, auto-estima e a sexualidade da mulher. Ninguém quer ter a mama mutilada. Hoje em dia, na maioria dos casos, nós conseguimos curar essa doença quando diagnosticadas precocemente”, informa. O Distrito Federal tem uma incidência de casos de câncer de mama maior do que nos outros estados. Foram cerca de 1.020 novos casos de câncer de mama neste ano, perdendo para o Rio Grande do Sul e São Paulo.

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Dr. Farid ainda explica que existem dois tipos de tumores, os malignos e os benignos. Caso um nódulo apareça na mama, não significa que seja câncer, porém deve ser investigado por um médico especialista. O autoexame da mama deve ser realizado vez por mês, preferencialmente sempre depois da menstruação e a mamografia deve ser realizada periodicamente como exame de rastreamento depois dos 50 anos. Quando diagnosticado como maligno, o tumor pode se espalhar deixando pouca possibilidade de cura e até levar a morte. Em 70% dos casos a doença é identificada pela própria pessoa, após perceber alguma alteração na região dos seios.

Se a mulher identificar as seguintes alterações deve procurar um médico imediatamente: retração do mamilo, alteração do tamanho de uma das mamas, nódulos, áreas vermelhas sem motivo aparente, descamação e alteração da pele, feridas que não cicatrizam, entre outros. O câncer pode acometer também a região da axila, então esta região tem que ser avaliada. “Qualquer alteração deve ser investigada assim que descoberta para fazer um diagnóstico precoce e facilitar a possibilidade de cura”, ressalta o mastologista.

A empregada pública, Sônia Almeida, conta que foi realizar os exames de rotina anualmente em 2016, após o período menstrual e sentiu um desconforto na mama direita, um nódulo menor que uma bolinha de gude e decidiu procurar um especialista. “Fiquei alguns dias aguardando desaparecer, apreensiva, fui ao médico, que solicitou exames de mamografia, ecografia mamária e posteriormente a punção que confirmou carcinoma mamário, mais conhecido como câncer mamário”, relata Sônia.

Ela teve que fazer uma cirurgia para retirada do tumor com a colocação de prótese de silicone e terá que tomar medicação oral por cinco anos. Para Sônia, a recuperação foi tranqüila. Em 30 dias estava basicamente recuperada e retornou as atividades diárias como trabalho e estudos, sem necessidade de fazer quimioterapia ou radioterapia.

Hoje, ela incentiva as mulheres a fazer os exames de rotina e observar o próprio corpo. “Quando se descobre algo assim, você tem todo direito de desesperar, chorar, ficar preocupada, é totalmente compreensível, mas precisa parar, pensar e encarar a situação com coragem e determinação, acreditando que aquele momento será passageiro. Por mais difícil que pareça ou por mais dura que seja a situação, a fé na continuação da vida é primordial. Um conselho que serviu para mim e poderá servir para todas as mulheres é: aproxime-se de pessoas que realmente gostam de você, família, amigos e principalmente Deus. A pessoa nessa situação é muito frágil e pode desenvolver uma depressão. Ela precisa se sentir amada e amparada”, conclui.

Fonte: CRM-DF