Rollemberg x Ibaneis: Quem quer dinheiro?

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Rollemberg tenta associar o interesse de Ibaneis em ser governador por causa de dinheiro, mas histórico de gestão do socialista mostra outro cenário

Por Kleber Karpov

Na tentativa de reeleição e, sem argumentos sólidos para atacar o rival Ibaneis Rocha (MDB), o atual ocupante do Buriti, o governador do DF,  Rodrigo Rollemberg (PSB), tenta vincular a imagem de Ibaneis ao interesse, exclusivo em dinheiro. Porém, quem acompanha a saga de Rollemberg e família, traz um grande questionamento de quem realmente tem interesse em encher os bolsos.

Contra Ibaneis, nas propagandas políticas eleitorais, Rollemberg sugere uma contravenção o fato de o advogado ter defendido um ex-criminoso, após ter cumprido a pena, ou ainda a legalidade de uma ação em tramitação na Bahia. Como desfecho, o socialista, sugere que Ibaneis atua em interesse próprio, apenas por questões financeiros.

Porém, chama atenção, além de eventos, ainda de 2015, que envolvem o nome da ex-primeira dama e de fieis escudeiros, sob investigação pela Justiça, a exemplo de Marcelo Nóbrega, caso investigado pela CPI da Saúde da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e abafado pela Operação Drácon.

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Mas casos recentes, demonstram que, Rollemberg à parte, a família atua, de forma legal e ilegal com finalidades de angariar recursos. Um exemplo é o irmão do governador, o advogado Carlos Augusto Sobral Rollemberg, indiciado pela Polícia Civil do DF (PCDF)(2/Out), por associação criminosa, tráfico de influência e advocacia administrativa, em investigação proveniente da Operação (12:26).

O outro caso, considerado legal, também chama atenção, se considerado a ótica do interesse em dinheiro para da advogada do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no DF. O escritório Gabriela Rollemberg Advocacia (GRA), da filha do chefe do Executivo, levou na disputada de primeiro turno, nada menos que R$ 360 mil com o escritório de advocacia, apenas para defender o candidato ao GDF, por acaso pai da operadora do direito. Recurso esse do PSB, originário do Fundo Partidário Eleitoral.

Reprodução: TSE

Nesse contexto, a pergunta que não quer calar é: Quem está interessado em dinheiro?