Don Raton Júnior morre ao tentar escapar de exame no Laboratório Regional em Ceilândia

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Por Kleber Karpov

A tarde de terça-feira (20/mar) foi exaustiva para os servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), lotados no Laboratório Regional, do Setor P Norte, na Região Administrativa de Ceilândia. Dom Raton Júnior tentou escapar, de todas as formas, da realização laboratorial de exame naquela unidade.

O caso foi registrado em um vídeo onde é possível ver os servidores, literalmente, em disparada dentro das dependências do Laboratório Regional, atrás de Dom Raton Jr, para tentar conter, imobilizar e o convencer a passar por um procedimento rápido e praticamente indolor, de exterminação de pragas.

Segundo os servidores que trabalham no local, a caderneta de dedetização de Dom Raton Jr, estava em atrasos, motivo que o levou à unidade para realização de exames.

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Porém, para alguns servidores mais atentos, Júnior pode ter tentado escapar do exame laboratorial, por ter um episódio de crise pós-traumática, em decorrência da morte do pai, Dom Raton que veio à óbito, em julho de 2016, após uma parada cardiorrespiratória enquanto tentava obter atendimento na UTI do Hospital Regional de Santa Maria (HRSAM), caso noticiado por Política Distrital (PD).

Revolta

Quem tomou conhecimento do caso e ficou revoltado com o episódio foi o presidente do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Laboratório do DF (SINTRALAB-DF), André Angelo.

O Sindicalista reclamou das condições a que os servidores do Laboratório Regional foram submetidos. “Além de falta de reagentes, agora os servidores têm que conviver com ratos no Laboratório Regional do Setor P Norte.”, esbravejou.

O sindicalista, no entanto, deixou de explicar se a indignação era pelo tempo perdido dos servidores do laboratório para tentar conter Dom Raton Jr, sem o acompanhamento do responsável para poder contê-lo para a realização do exame, se pela falta de reagentes ou da atualização do cartão de dedetização.

Silêncio

Infelizmente, na tentativa de contê-lo, acidentalmente Dom Raton Júnior acabou atingido por um golpe que também o levou a óbito. A perícia deve determinar se a ‘causa mortis’ foi em decorrência de um golpe na cabeça com um cabo de vassoura, ou se foi pisoteado, acidentalmente, por um dos servidores.

Com o incidente, uma vez, após a morte de Dom Raton, a bicharada da SES-DF, preferiu manter o silêncio. Procurados a abelha abelhuda do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e o gato pulguento do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), não se pronunciaram até o momento da publicação da matéria. Talvez, ainda com receio de nova desratização na unidade, por parte da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). O escorpião do Hospital Regional de Planaltina (HRPl), por sua vez, afirmou que está escalado para cuidar do berçário de mariposas na unidade e que só tomou conhecimento da morte de Júnior.

Sem registro

Sobre o episódio, em nota a SES-DF informou que “a Gerência de Vigilância Ambiental não tem registro do problema e informa que são realizadas desratizações periódicas em todas as unidades de saúde da rede pública. Todas as medidas são tomadas para eliminar os riscos destas ocorrências, que podem acontecer principalmente no período chuvoso. Uma equipe da Vigilância Ambiental irá ao local nos próximos dias para avaliar a possibilidade de riscos.”.

Mas…

Por sorte PD recebeu registro do momento dramático, tanto para os servidores do Laboratório Regional quanto para Dom Raton Júnior.