Celina Leão quer alimentação adequada a estudantes de escolas públicas do DF

177
Print Friendly, PDF & Email

Deputada apresenta Projeto de Lei para forçar governo Rollemberg a oferecer alimentação  para alunos que estudem distante das residências

Por Kleber Karpov

Após episódio em que uma criança de oito anos passou mal e desmaiou de fome na Escola Classe 8 do Cruzeiro, Região Administrativa do DF, a deputada distrital Celina Leão (PPS) apresentou Projeto de Lei (PL), que dispõe sobre a distribuição de alimentação adequada aos alunos da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal.

De acordo com o PL, o aluno matriculado na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, que necessita se deslocar para outra Região Administrativa, distante da que ele reside, deverá receber alimentação adequada, de acordo com o horário do turno em que estiver regularmente matriculado. A alimentação para aqueles alunos que fizerem um percurso acima de uma hora até a escola, deverá ser uma alimentação reforçada de forma que não comprometa sua saúde e seu aprendizado.

Para a deputada Celina Leão, a iniciativa do projeto é promover o bem desses alunos e garantir que eles recebam alimentação adequada na escola e possam ter um melhor desempenho no aprendizado.

“É um absurdo, um aluno de oito anos, da rede pública ter passado mal nesta sexta-feira (17), por sentir fome durante a aula. Essas crianças e adolescentes percorrem dezenas de quilômetros diariamente em busca do acesso à educação. É dever do Estado cuidar disso também”.

Muitos estudantes do DF não dispõem de vagas nas escolas próximas às suas residências e precisam se deslocar para outras regiões administrativas para estudarem. Os deslocamentos geralmente são longos e os alunos saem de casa muito antes do início das aulas, desta forma, muitas vezes chegam às escolas sem ter realizado as principais refeições diárias, o que muitas vezes, compromete o aprendizado do aluno e traz prejuízos para sua saúde.

Sem falar que a maioria das famílias é de baixa renda e os estudantes não têm o que comer em casa. Por isso, muitas delas, acabam saindo de casa sem comer nada e esperam pela merenda da escola.

Sabemos que alimentação saudável é fundamental para os alunos em idade escolar, pois é capaz de evitar ou diminuir déficits, carências e excessos nutricionais, além disso, melhora o aproveitamento escolar. A boa alimentação se reflete na qualidade de vida das pessoas.

Entenda o caso

A criança, de 8 anos que passou mal de fome na Escola Classe 8 do Cruzeiro, na segunda-feira (13/Nov) é moradora da Região Administrativa Paranoá, distante cerca de 30 quilômetros da Cruzeiro. O menino estava sem comer direito há dois dias e após desmaia a escola acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Mais descaso de Rollemberg

Foto: CLDF

Ao Política Distrital (PD), Celina Leão lembrou outros episódios na gestão do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB). As deslocamentos de crianças entre as Regiões Administrativas do DF para estudarem e cardápios que a parlamentar considera inadequados, a exemplo da inclusão de pipoca e suco no cardápio da merenda escolar, em maio desse ano.

À época a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEDF) tenha alegou que a pipoca era rica em fibras e vitaminas. O caso causou chegou a causar a revolta de pais, alunos e professores da Escola Classe 47 de Ceilândia.

Porém, para Celina Leão, o desmaio do estudante, nessa semana, apenas reforça a falta de compromisso do governo Rollemberg em relação aos estudantes das escolas públicas.

“O que nós assistimos infelizmente é consequência das políticas equivocadas desse governo em relação a educação, como acontece também em outras áreas como a saúde, segurança, mobilidade urbana. Enfim, nós temos a falta de investimentos, construções e ampliações das nossas escolas e com isso, milhares de estudantes, a grande maioria, criança, algumas no ensino infantil são obrigadas a se deslocarem de uma cidade para outra, para ter acesso a escolas. É um absoluto absurdo pois nós temos crianças que moram no Paranoá que estuda Cruzeiro, da Estrutural que vão para o Guará, do Riacho Fundo que vão para a Vila Cauhi no Bandeirante, já chegando  ao Parque Way. Quer dizer é uma ‘logística’ totalmente sem lógica. E com isso muitas crianças que têm no lanche da escola, a única refeição do dia, que acabam ficando sem se alimentar direito. E nós não podemos esquecer que no início do ano, o senhor governador colocou essas crianças para comerem pipoca. E aí eu te pergunto, será que esse governo está realmente preocupado com a população do DF?”, disparou Celina

Com informações de Ascom Celina Leão