Prisões no GDF podem começar com a presidente do SindSaúde-DF, por mentir à CPI da Saúde

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Matérias publicadas nesta semana afirmam que Marli Rodrigues entregou áudio de aproximadamente três horas ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), na terça-feira (26/Jul). Mas, durante oitiva na CPI da Saúde (21/Jul), sindicalista afirmou que já havia entregado todos os áudios e documentos ao MPDFT e que não mantinha cópias de tais documentos ou gravações

A crise política no GDF atenuada com os áudios gravados por parte da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde-DF), Marli Rodrigues, em reuniões com personagens políticos e gestores da Saúde do DF, promete colocar muita gente na prisão. Inclusive, a própria Marli Rodrigue, isso por, supostamente, ter mentido à CPI da Saúde do DF.

A existência de dois áudios vieram a público por meio da revista Isto É e Metrópoles (15 e 16/Jul) e tratam desde suposto esquema de propina nas secretarias de Estado de Fazenda (SEFAZ) e de Saúde (SES-DF), tentativa de extorsão e problemas na gestão da Saúde do DF.  As gravações envolvem o vice-governador do DF, Renato Santana (PSD), o ex-secretário de Saúde do DF, Fábio Gondim.

As gravações, que até o momento resultaram nas exonerações do ex-ouvidor do GDF, Valdecir Medeiros, o jornalista e ex-assessor de comunicação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR-DF), Caio Barbieri. Outro a ser exonerado do cargo de assessor jurídico-legislativo no gabinete da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) foi o delegado Rafael Sampaio. Isso por encabeçar a criação de uma força tarefa de delegados aposentados para ajudar nas investigações da CPI da Saúde, na Câmara Legislativa do DF (CLDF).

Nova gravação

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No entanto, uma nova gravação, de aproximadamente três horas, entregue ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), em outra reunião com o vice-governador, pode levar pessoas para a cadeia. Ao menos essa é a posição do próprio Renato Santana, em trecho em que fala em que sugere: “ainda vai sair gente presa”, ao se referir as Parcerias Público-Privado (PPPs) do GDF.

Mentiu a CPI?

E não para por aí. No meio desses escândalos, a própria presidente do SindSaúde-DF, corre um grande risco de parar atrás das grades. Em matéria publicada nesta quinta-feira (28/Jul), no Jornal de Brasília, intitulada: Crise na Saúde: “Vai ter gente presa”, afirma que Marli Rodrigues entregou esse terceiro áudio ao MPDFT “anteontem” (26/Jul).

O problema é que na oitiva na CPI da Saúde, Marli Rodrigues, foi questionada por membros da Comissão, se a presidente do SindSaúde tinha posse de algum áudio, documento ou outro material. Na ocasião a sindicalista fez questão de deixar claro que todos os áudios e documentos foram repassados ao MPDFT e, que não tinha cópias dos mesmos.

Vale observar que Marli Rodrigues foi convocada à CPI da Saúde e que o deputado distrital, Roosevelt Vilela (PSB), membro da base do governo foi categórico em mencionar que pediria a prisão da sindicalista, caso Marli Rodrigues mentisse a CPI.

Atualização: 28/7/16 às 14h36