Nas Olimpíadas, cirurgias no Hran e Hospital de Base serão canceladas

Além disso, nos dias de jogos, as duas unidades de saúde terão de deixar 30% dos leitos do pronto-socorro livres para atender turistas. Apesar da crise na saúde, GDF garante estar preparado para receber os visitantes

Por Larissa Rodrigues

Faltando 13 dias para o início dos Jogos Olímpicos em Brasília, já que a cidade abre a disputa com a partida entre Iraque x Dinamarca, o Governo do Distrito Federal garante estar pronto para receber os turistas. Apesar da crise instalada na saúde local, o Executivo afirma ter um plano de ação já fechado para atender casos de emergência. Para isso, no entanto, as cirurgias eletivas já marcadas deverão ser canceladas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e no Hospital de Base (HB/DF), locais classificados como referência nos jogos.

Além disso, as duas unidades de saúde deverão deixar 30% dos leitos do pronto-socorro vazios para que os visitantes possam usar os hospitais em caso de necessidade. Mesmo assim, o GDF promete que a população da capital não será prejudicada. “O morador do Distrito Federal não precisa se preocupar, pois ninguém vai ficar sem atendimento”, garante Julister Maia, diretora de Urgências e Emergências da Secretaria de Saúde.

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O problema é que as unidades de saúde já andam superlotadas. Nesta quinta-feira (22/7), por exemplo, o Hran estava com 95% das vagas do pronto-socorro ocupadas. Nos dias dos jogos, porém, a lotação só poderá chegar a 70%. São cerca de 30 leitos reservados para as Olimpíadas no Hospital da Asa Norte e 18 no Hospital de Base.

“Quem estiver necessitando vai, sim, ser atendido e vai ter assistência”
Julister Maia, diretora da Secretaria de Saúde

A ideia é manter todos os Centros de Saúde da região abertos para evitar lotar os dois hospitais referências. Quanto às cirurgias eletivas, aquelas que já estão agendadas, deverão ser remarcadas. “Esse paciente terá a sua cirurgia remarcada de forma responsável e o mais rápido possível, as operações poderão ainda ser relocadas em outros hospitais”, explica a diretora da secretaria.

Como funcionará
Nas Olimpíadas, o Hran e o HB serão os responsáveis pelo atendimento aos turistas. Segundo a Secretaria de Saúde, o Hospital Ortopédico e Medicina Especializada (Home) atenderá os atletas, mas isso será bancado pelo comitê organizador dos Jogos Olímpicos no Brasil, o Rio-2016. Dentro do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, nos dias de partidas, o serviço também será prestado pelo comitê, com cerca de 140 profissionais, nove ambulâncias e seis postos médicos.

Próximo ao estádio, caberá ao GDF ceder todo o atendimento. Isso significará cinco ambulâncias, motos e caminhões do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), com 11 profissionais de prontidão. Além disso, 12 pessoas da Vigilância Sanitária e da Epidemiológica irão fiscalizar alimentos e o atendimento prestado.

O plano prevê ainda o apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e das Forças Armadas, que ajudarão em caso de ataques biológicos, químicos ou radionuclear. Atualmente, o Hemocentro tem 20% a mais de bolsas de sangue no estoque para serem usados, caso necessário. Nos quatro centros de treinamento – Cave, Bezerrão, Centro de Capacitação Física dos Bombeiros e Abadião – a responsabilidade médica também será do Rio-2016.

Fonte: Metrópoles

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