Criança de 4 anos morre após ser picada por escorpião no DF

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Profissionais de saúde reclamam da demora da transferência do paciente para uma unidade com melhores condições

Uma criança de 4 anos morreu na manhã desta quinta-feira (21/7) após ser picada por um escorpião. O incidente aconteceu nesta quarta-feira (20/7), em Planaltina. Os pais da criança a levaram para o Hospital Regional da cidade por volta das 20h. De madrugada, cerca de oito horas depois, funcionários pediram que ela fosse transferida para o Hospital de Base do Distrito Federal.

O pedido não foi atendido. Pela manhã, o paciente piorou e profissionais Hospital Regional de Planaltina pediram o auxílio de um helicóptero do Corpo de Bombeiros. Por volta das 7h30, quando a aeronave chegou à unidade de saúde, no entanto, a vítima já havia morrido. A Secretaria de Saúde está apurando o caso. A morte foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia, responsável pela região.

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Alerta
Segundo a pasta, de  janeiro a 20 de julho deste ano a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS/SES), atendeu 597 chamados de captura de escorpião na capital federal. Durante todo o ano passado, ocorreram 970 solicitações e em 2014, 524 situações.

Os hospitais receberam 382 pacientes vítimas de acidentes com escorpiões. Taguatinga, Asa Norte e Asa Sul são as regiões administrativas que  mais apresentam casos. No ano passado, foram 562 casos.

O escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que pertence à classe dos aracnídeos e é uma das 140 espécies encontradas no Brasil. Ele é considerado o mais venenoso da América do Sul e o de maior incidência no DF. Seu veneno é neurotóxico, ou seja, age no sistema nervoso periférico. Pode ser letal, dependendo da quantidade de veneno injetada e das condições físicas da vítima, principalmente crianças e idosos.

Versão oficial
De acordo com a Secretaria de Saúde, o paciente L.P.G., 4 anos, recebeu o tratamento adequado e recebeu doses de soro antiescorpiônico. “Por conta de agravos no quadro de saúde, o paciente foi regulado para leito de terapia intensiva (UTI) ainda na madrugada”, detalha nota da pasta. Durante o período que permaneceu no Hospital de Planaltina, o menino ficou na enfermaria. O leito disponibilizado fica no Hospital de Base (HBDF)

O garoto não resistiu a paradas cardiorrespiratórias. O Executivo local descarta qualquer atraso ou percalços no atendimento do caso. “Toda a assistência necessária para a boa evolução do quadro clínico foi prestada. Todos os hospitais da rede que possui atendimento emergencial em clínica médica estão aptos a receber pacientes vítimas de picada de escorpião”, ressalta texto.

Fonte: Correio Braziliense