Sob intervenção, postos do DF podem reduzir gasolina em até 20 centavos, afirma Vigilante

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Após 13 anos, a luta contra o Cartel dos Combustíveis começa a surtir efeito em favor da população do DF. Nesta terça-feira (12), o Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) deu posse ao interventor da Rede Gasol, Wladimir Eustáquio Costa, que, de pronto, reduziu o preço da gasolina em dois centavos nas bombas da rede, o que foi seguido pelos demais estabelecimentos no DF.

Relator da CPI dos Combustíveis da Câmara Legislativa, o deputado Chico Vigilante (PT) comemorou a vitória, mas acredita que há espaço para uma redução de até 20 centavos.“A luta tem que continuar porque os preços podem cair muito mais”, afirmou o parlamentar.

Ao longo desse período, além da investigação dos distritais ocorreram diversas outras ações contra o Cartel. Elas envolveram inúmeros processos na Justiça, no Cade, uma operação da Polícia Federal e até a aprovação da lei que liberou a instalação de postos em supermercados e clubes.

Para Vigilante, todas essas iniciativas demonstram o poder da Gasol na organização do cartel e na fixação dos altos preços na região. “É um grupo altamente lesivo para o bolso da população”.

De acordo com o relatório da CPI, a cada centavo movimentado no preço da gasolina há um impacto de R$ 1 milhão. Nesse caso, lembra o deputado, com a recente redução o Cartel deixará de faturar R$ 2 milhões por mês.

Postos em supermercados

Graças à nova legislação que ampliou o mercado de combustíveis no DF, já é possível encontrar gasolina a R$ 2,69 no Setor de Clubes de Brasília.

Por ora, somente associados podem abastecer nesses estabelecimentos, mas o deputado promete agir para reverter essa situação.

“Eu vou trabalhar para uma solução que abra a venda para todos os consumidores”, afirma Vigilante, autor da lei.

“Afinal de contas, a legislação foi criada para abrir o mercado e não para criar um nicho de favorecidos”, explica.

O interventor do Cade na Gasol, Wladimir Eustáquio, comandará a rede por 180 dias, prorrogáveis por mais 180. Segundo o Conselho, há margem para uma redução de até 20 centavos no preço da gasolina comercializada no DF.