Volta a faltar toner para impressoras na Secretaria de Saúde?

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Último pagamento foi realizado em março, relativo à restos à pagar de novembro de 2015

Por Kleber Karpov

Na quinta-feira (7/Abr), Política Distrital recebeu essa informação por um servidor da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), que pede para não ser identificado. Segundo o trabalhador, a falta de toner começou a deixar as impressoras inutilizadas, no Hospital de Base do DF (HBDF).

Segundo a servidora, a empresa Tecnoset Informática Produtos e Serviços Ltda, empresa que mantém contrato com a SES-DF e ainda com o Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU-DF). Somente em 2016. Na SES-DF, o montante contratado, apenas em 2016, é superior a R$ 550 mil.

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Em consulta ao Portal da Transparência, dois pagamentos foram realizados à Empresa em março de 2016 e somou quase R$ 200 mil, a título de locação de equipamento. Porém, chama atenção que cinco liquidações anteriores efetuados, no mês anterior, de acordo com o site Siga Brasília do GDF, totalizam R$ cerca de 350 mil, referentes a valores em Restos a Pagar (RAP), dos meses de setembro à novembro de 2015, isso, somente, no contrato relativos à SES-DF.

No contrato da SLU, o último pagamento foi realizado, também, em março, mas todos os valores que somam cerca de R$ 36 mil, relativo a locações de equipamentos.

Sem-Título-3

Secretaria de Saúde

Política Distrital tentou obter informações sobre a denúncia junto a SES-DF (7/Abr) em relação ao suposto atraso de pagamentos à Tecnoset e a falta de suprimento no HBDF, porém, até o momento de publicação da matéria, a única informação recebida por parte da Assessoria de Comunicação da Secretaria foi “recebemos sua demanda e, assim que possível, daremos o retorno.”, porém, sem retorno posterior.

Reincidência?

Divulgação
HRG ficou sem toner em 2010 – Foto: Divulgação

Em maio de 2015 unidades de Saúde do DF tiveram problemas com a falta de abastecimento de suprimentos, o Hospital Regional do Gama (HRG), chegou a suspender a troca de receitas por falta de toner. A julgar que, baseado em dados do GDF, existe a possibilidade de ainda haver pendências de pagamentos de 2015, a pergunta que fica é: Será que a novela vai se repetir?

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