Trabalhadoras rurais querem política efetiva de reforma agrária

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A reforma agrária foi a principal bandeira defendida pelas trabalhadoras rurais durante a solenidade em homenagem às Margaridas no plenário da Câmara Legislativa na tarde desta sexta-feira (4). O deputado Chico Vigilante (PT) destacou o fato de o evento ser realizado no plenário, “lugar nobre” da Casa que deve ser ocupado pelas trabalhadoras que defendem seus direitos. Símbolo do movimento, Margarida Alves foi lembrada por Chico “como a trabalhadora que foi assassinada porque queria um pedaço de terra para plantar”.

A coordenadora do Movimento de Apoio ao Trabalhador e Trabalhadora Rural, Carla Contijo, afirmou que a precariedade da situação vivida pelos trabalhadores se deve à falta de uma política efetiva de reforma agrária. “Se a cidade vive é porque o campo trabalha”, considerou. Carla, que se disse filha e neta de trabalhadores rurais, garantiu que as mulheres marcharão “juntas pela igualdade social”.

Quem mais sofre com a atual crise político-financeira do país é o trabalhador da agricultura familiar, segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do DF, Romilton Machado. Conselheira da Associação Brasileira da Reforma Agrária, Vera Ramos disse que “a luta pela oportunidade do acesso à terra” é o que move a mulher do campo. Mesma opinião manifestou a presidente dos trabalhadores rurais do DF, Esteniza da Costa: “somos nós que seguramos a agricultura familiar”. Ela cumprimentou as “mulheres fortes e guerreiras” presentes no evento.

“Seguiremos em marcha até todas sermos livres”, conclamou a secretária-geral da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Dorenice Flor. Ela lembrou que a “luta pelos direitos das mulheres” será comemorada em todo o mundo no Dia Internacional da Mulher, na próxima terça-feira (8).

Lava Jato – Durante a solenidade, Vigilante se reportou ao depoimento do ex-presidente Lula à Polícia Federal na operação Lava Jato, ocorrido hoje (4), como um “ataque covarde e insano a quem se preocupa com os pobres e trabalhadores”. E reiterou: “Fizeram isso para desmoralizar o maior líder trabalhista que este país já teve”. Segundo Vigilante, o desejo de muitos é “derrubar o estado democrático e o governo que quis fazer a reforma agrária”. Para o parlamentar, apenas a “mobilização popular” resolverá a situação.

Fonte: CLDF