Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF faz relato de visita a unidades de Saúde de Goiás em Audiência Pública no Senado

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Hospitais geridos por Organizações Sociais em Goiás transformam Atenção Primária em um caos, afirma Sindicato.

Por Kleber Karpov

Durante Audiência Pública promovida por senador, Hélio José (PMB)(10/Dez), realizada para debater a Atenção Primária em Saúde (APS) o vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF), Jorge Vianna, exibiu um vídeo de viagem realizada a Goiânia (GO), para mostrar o impacto que a gestão de hospitais por Organizações Sociais (OSs) geram na APS.

Vianna relatou que a direção do Sindate-DF viajou para Goiânia (GO) (7/Dez) para conhecer as realidades vividas nas diversas unidades de Saúde naquele Estado para apurar denúncias de políticos, sindicatos, trabalhadores e usuários  da Saúde Pública da capital goiana e “ver com os próprios olhos” que a gestão de OSS: “Por trás da imagem que tentam vender,  cria um gargalo na Atenção Primária.”.

Ao Política Distrital, Viana explicou que os hospitais geridos por OSs, a exemplo do Hospital de Urgência de Goiânia (HUGO), vinculados ao Estado, são unidades com limitações de atendimento que só recebem pacientes em casos de emergência.

“O governo utiliza as OSS para atender apenas os casos de urgências e emergências, por isso estão sempre vazios pois estão transferindo, aos municípios, a responsabilidade pelo atendimento da Atenção Primária. Eles estão colocando os pacientes para serem atendidos nos e CAIS que são os Centros de Atendimento Integral em Saúde, que estão sob a responsabilidade dos municípios. Ou seja o Estado de Goiás está gerindo a Saúde com as OSS ‘bonitinhas’, mas na outra ponta, na Atenção Primária, a população tem as mesmas dificuldades que os usuários do DF para conseguir atendimento. Isso, certamente não deve ter sido mostrado ao governador Rollemberg (SIC).”, provocou Vianna.

Outros problemas em Goiás

O Sindicalista aponta ainda outros problemas encontrados em relação aos profissionais de saúde que atuam em Goiás, a exemplo de desvios de funções de servidores, redução de carga horária dos trabalhadores, denúncias de supostas práticas de corrupção, concessão de termos aditivos superiores aos valores originalmente contratados.

Hospital da Criança de Brasília

Vianna lembrou ainda que uma das referências levantadas pelo governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), por Organização Social que serve de modelo no DF, está sob investigação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), por uma série de irregularidades, desde a habilitação do Instituto do Câncer e Pediatria Especializada (Icipe), na condição de OSs, gestora do Hospital da Criança de Brasília.

Confira o vídeo gravado por Sindate-DF em Goiás