Ex-funcionário da Saúde cobrava para encaminhar pacientes para cirurgia

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A investigação começou há 8 meses, após denúncia do diretor do Hospital de Taguatinga

Por Caroline Pompeu

Três funcionários do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) são acusados de participar de esquema de tráfico de influência, corrupção ativa e emissão de atestados médicos falsos em hospitais. Um deles, o serviços-gerais Anivaldo de Almeida Pereira, 76 anos, preso preventivamente, também é acusado de falsidade ideológica. Segundo a polícia, ele se passava por médico e por policial. Se condenado, ele pode passar até 40 anos na cadeia.

Anivaldo estaria aposentado há cinco anos, mas ainda trabalhava informalmente no HRT. O esquema dele beneficiava, pelo menos, seis pessoas — todas prestaram depoimento na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). A investigação começou há 8 meses, após denúncia do diretor do Hospital de Taguatinga, Benvindo Rocha. Anivaldo já tinha passagem por furto e denunciação caluniosa. Ele praticava os crimes há 15 anos.

Os outros profissionais indiciados são o clínico geral Francisco Valtenor de Araújo Lima Filho, 38 anos, e o oncologista Valdir Soares da Costa, 46. Eles são suspeitos de fornecer atestados falsos e participar do esquema passivamente.

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Segundo o delegado adjunto da 12ª DP, Fábio Costa, responsável pelo caso, “existem mais funcionários da rede pública envolvidos. Como ainda não os identificamos, vamos continuar as investigações”, afirmou. A Divisão de Comunicação da Polícia Civil garantiu que Anivaldo cobrava entre R$ 100 e R$ 150 de cada paciente para encaminhá-los ao atendimento médico e à marcação de cirurgias.

Fonte: Correio Braziliense

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