Secretaria de Saúde toma medidas para melhorar a assistência farmacêutica

Ações devem solucionar problemas encontrados em auditoria do TCDF

Por Alline Martins
Em resposta aos questionamentos do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), relatados em auditoria realizada em 2014, a Secretaria de Saúde esclarece que desde o início desta gestão, diversas medidas vêm sendo tomadas na área de assistência farmacêutica e os reflexos desses investimentos devem ser sentidos a médio prazo pela população.

“Quando iniciamos a nossa gestão, percebemos problemas graves com relação aos medicamentos e logo tomamos medidas, como a utilização da dispensação individual de remédios. Também habilitamos a funcionalidade de lote e validade do sistema, fizemos a recontagem dos medicamentos e o que consta no sistema é o mesmo que existe de fato na farmácia central, só para citar alguns exemplos”, elencou o secretário de Saúde, Fábio Gondim.

A Diretoria de Assistência Farmacêutica também esclareceu ponto a ponto dos questionamentos:

Publicidade

Condições de Armazenamento e Distribuição de medicamentos:

– A Diretoria de Assistência Farmacêutica elaborou, no primeiro semestre de 2015, um projeto de reestruturação da logística farmacêutica, com construção de uma Central de Abastecimento Farmacêutico, com capacidade de armazenar e distribuir todos os medicamentos e produtos para saúde adquiridos pela pasta. O projeto prevê a captação de recursos financeiros em parceria com outros órgãos do Governo de Brasília, já que a secretaria não dispõe de recursos próprios para financiamento das obras e estruturação.

– Foram autuados nos anos de 2012 e 2013 oito processos para a aquisição de equipamentos e mobiliários para as farmácias das unidades assistenciais da Saúde. Contudo, em 2015 todos os processos foram elaborados em cumprimento ao decreto de emergência, que proíbe temporariamente a aquisição de bem duráveis.

• Necessidade de adequação no Sistema Informatizado para controle de medicamentos:

– A Saúde elaborou em 2014 e 2015 projeto de informatização de todas as unidades de saúde da rede, sendo que em abril/2015 foram informatizadas as farmácias de todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Já está prevista também a informatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) a partir de 2016.

– Em setembro/2015 iniciou-se a integração dos sistema de prescrição eletrônica e do de gestão de estoque, aquisição e dispensação de materiais, o que está permitindo maior controle dos produtos, quanto à prescrição e destinação. Neste momento, 85% do serviço está concluído.

– Em setembro/2015 foi implantado o controle informatizado de estoques por lote e validade no Almoxarifado Central de medicamentos (Farmácia Central), e o mesmo está sendo expandido para as unidades assistenciais da secretaria.

• Situação precária das farmácias nas Unidades Básicas de Saúde

– Consta do Plano Plurianual 2016/2019 da secretaria a reforma de 69 unidades básicas de saúde e ampliação em 19 outras unidades, incluindo as farmácias desses locais. A Saúde estuda formas de viabilizar as melhorias.

• Sobre o argumento do consultor em saúde pública Fernando Castanheiras “se compra pelo menor preço, sem verificar o prazo de validade”

– Em todos os editais de aquisição de medicamentos da secretaria consta a exigência de que a empresa ganhadora do certame entregue o produto com o prazo de validade de no mínimo 75% da validade total. No ato do recebimento de todos os medicamentos esse critério de validade mínima é checado e confirmado.

Fonte: Agência Saúde DF

Artigo anteriorProfissionais são capacitados para identificar câncer de pele
Próximo artigoDoação Leite materno: gotas essenciais para salvar vidas