Enquanto pacientes morrem, que tal uma partida de futebol?

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Por Kleber Karpov

12227836_914599058609960_1319362454636603434_nSomente nesta quinta-feira (12/Nov), Política Distrital recebeu três queixas de problemas em unidades de saúde, no atendimento por falta de estrutura, pessoal e materiais na traumatologia e ortopedia do Hospital Regional do Paranoá (HRPa), da falta de incubadoras e de pediatras no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e até de roubas no Hospital São Vicente de Paula (HSVP), localizado em Taguatinga.

Em paralelo a falta de estrutura e equipamentos nas unidades de saúde, chama a atenção da população e de políticos, a exemplo do deputado distrital, Robério Negreiros (PMDB)(11/Nov) que se opôs ao investimento de cerca de R$ 25 milhões nos Jogos Olímpicos.

Na terça-feira (10/Nov), a Tomada de Preços (TP) 01/2015, também ganhou notoriedade. Isso porque o objeto da TP tem por objetivo a construção de Campo de futebol de grama sintética e urbanização da EQNN 24/26, em Ceilândia Sul. O valor estimado da obra é de R$ 750 mil.

Ainda na relação de gastos não digeridos pela população do DF, ganhou notoriedade  o gasto por parte do governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), que desde o início do mandato até 31 de outubro, retirou R$ 1,1 milhão dos cofres públicos com o helicóptero que atende o chefe do Executivo.

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Sem recursos para efetuar pagamentos do funcionalismo público, em meio a greves e a promessa de enxugar a máquina e o gastos do Estado, a reflexão sobre a necessidade de determinados gastos ganha força quando há pessoas morrendo em hospitais por falta de utensílios básicos na Saúde pública do DF.