Intimidação de Rollemberg não funciona e servidores da Saúde do DF mantêm as greves

Print Friendly, PDF & Email

Decisão ocorre após assembleia unificada do Sindate-DF e SindSaúde-DF. Médicos seguem mesmo caminho, enquanto enfermeiros e odontólogos erguem bandeira branca.

Por Kleber Karpov

A ameaça de corte de ponto e de se manter a multa às entidades sindicais ligadas à Saúde do DF, atualmente avaliada em R$ 3,1 milhões, por parte do governador, Rodrigo Rollemberg, parece não ter funcionado. Com apoio por parte dos deputados da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e de alguns políticos da bancada do DF no Congresso Nacional, os servidores dizem sim, à manutenção da greve.

Publicidade

Com exceção do Sindicato dos Enfermeiros do DF e dos Odontólogos que, imediatamente, após o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), declarar a greve dos enfermeiros ilegal, retornou ao trabalho, os profissionais ligados aos Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF) e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF) decidiram em assembleia no início da tarde desta quarta-feira(28/Out), continuarem em greve.

O mesmo caminho segue também os médicos da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SindMédico). O presidente da Entidade, Gutemberg Fialho, avisou que deve recorrer na Justiça em relação ao anúncio de corte do ponto, uma vez que existe discussão no Superior Tribunal Federal (STF) sobre a inconstitucionalidade sobre o corte durante a participação da greve.

Para o vice-presidente do Sindate-DF, Jorge Vianna, afirmou que a categoria tem aumentado a adesão à greve: “A categoria a cada medida que o governo toma impopular, mais ela reage em favor à greve. E o número é cada vez maior. Hoje, a assembleia que deveria ocorrer dentro do auditório da LBV [Legião da Boa Vontade] teve que ser realizada fora da LBV pois a quantidade de servidores que compareceram demonstra a insatisfação dos servidores em relação às arbitrariedades do governador Rollemberg em relação aos servidores públicos, em especial, os da Saúde. E a categoria avaliou as propostas do GDF, que não tem nada de novo, e os servidores optaram por dar sequência à greve. ”

Vianna lembrou ainda que a pressão por parte do Executivo em tentar impor uma agenda de reajustes de impostos ao Legislativo e o não acordo com o funcionalismo público leva a CLDF à apoiar cada vez mais os servidores do GDF: “Acho que só os deputados agora nesse moemnto podem resolver o problema. Eles ficam em situação delicada por ter que votar projetos com a faca no governo com essa história do Executivo querer pressionar o Legislativo para votar projetos no DF.”, concluiu.

Dia do servidor público

12019926_1208181702532128_7760038611772790359_nO Sindate chama atenção, por meio de uma homenagem aos profissionais de enfermagem da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), publicada nas redes sociais da entidade e em grupos do aplicativo Whatsapp em comemoração ao Dia do Servidor Público. Em poucas linhas a entidade sugere: ao serem impedidos pelo governo de continuar a atender os usuários da Saúde pública do DF, que se unem para garantir tal atendimento. Será que Rollemberg entenderá o recado!

Feliz Dia do Servidor Público, apesar dos pesares!

Atualização: 28/10/2015 às 14h43

Artigo anteriorQuem paga a conta da saúde?
Próximo artigo“Pacientes estão morrendo por falta de condições mínimas de trabalho”, afirma cardiologista do Hospital de Base do DF