Tratores de Agefis comprovam: Rollemberg é o maior adversário de Rollemberg

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Durante a sessão ordinária, na tarde de terça-feira (11/Ago), o clima na Câmara Legislativa do DF (CLDF) foi de manifestação por parte de vítimas e moradores que tiveram casas demolidas na Chácara 200, em  Vicente Pires. No plenário, deputados da oposição e da base do governo não pouparam críticas ao governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), à presidente da Agência de Fiscalização do DF (Agefis), Bruna Pinheiro, além de pedirem o fim da Agência.

A ação de Bruna Pinheiro foi duramente criticada pela postura truculenta por parte da Agefis e do aparato policial convocado para desocupar os imóveis e demolir várias casas da Chácara 200. Dentre as críticas está a omissão da Agência de cumprir o papel fiscalizador e impedir que construções fossem erguidas naquele local.

Mas a conivência por parte do governo também não poupou Rollemberg das críticas. Isso porque algumas das casas existentes no local foram erguidas este ano. Os distritais criticaram a postura de o Estado em vez de notificar e promover a saída das áreas públicas ocupadas, fornecer serviços a exemplo  do fornecimento de energia elétrica. Mais grave que isso, a cobrança de Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) também foi citado por ser uma forma de conivência com as ocupações.

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Os distritais deixaram claro que não são favoráveis às ocupações mas não aceitam ações de desocupações ‘desastrosas’ da Agefis, a exemplo do que ocorreu em Vicente Pires ou ainda no condomínio Sol Nascente em Ceilândia.

Popularidade em Baixa

As ‘tratoradas’ de Bruna Pinheiro, que recebeu o apelido de Bruta PitBul, por parte dos moradores de Vicente Pires, comprometem ainda mais a baixa popularidade de Rollemberg. De acordo com um advogado que não quer ser identificado: “O artigo quinto, inciso décimo primeiro da Constituição Federal é claro ao mencionar que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém podendo penetrar sem consentimento do morador salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou durante o dia, por determinação judicial. E isso não foi o que ocorreu por parte da Agefis.”, afirmou ao questionar a popularidade do governador: “Rollemberg foi eleito por representar o novo, a esperança da população do DF, mas o que temos visto é um governador alheio aos anseios daqueles que o elegeram. Não por outro motivo que a popularidade de Rollemberg apenas cai.”, concluiu.

Se somado os desgastes de Rollemberg em relação ao arrocho para com o funcionalismo público e à população do DF à falta de habilidade política;  de criatividade da equipe de governo para superar a crise financeira; e a barreira da relação com o Legislativo. Enquanto os tratores de Bruna Pinheiro derrubam casas de invasores de forma truculenta, a população se sensibiliza e Rollemberg pode estar escavando o túmulo para enterrar a carreira política enquanto gestor.

Em um recado claro ao Executivo em relação à inércia de Rollemberg com a tão esperada reforma política e a ações autoritárias a exemplo do que ocorreu em Vicente Pires, os deputados não fizeram quórum para votar o crédito suplementar de R$ 52,8 milhões para a secretaria de Mobilidade Urbana.

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