Após Hélio Doyle, deputados distritais atacam mais secretários

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Por Luís Cláudio Alves

A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (10) foi marcada por críticas dos deputados distritais aos secretários do governo local, em especial aos que respondem pelas áreas de saúde e mobilidade urbana. Alguns parlamentares chegaram a pedir a saída do governo do secretário de Saúde, João Batista de Sousa, e do de Mobilidade Urbana, Carlos Tomé, acusados de incompetência e má gestão.

O deputado Rodrigo Delmasso (PTN) informou que o DF foi a última unidade da Federação a apresentar um plano de combate à superbactéria, que vem matando pacientes nos hospitais públicos. Para ele, a capital deveria ser a referência na gestão e no planejamento da saúde para o restante do País.

“Ou é leniência ou incompetência. O secretário de saúde deve responder por estas mortes. Gestor que não tem coragem de enfrentar os problemas deve sair do governo. Estou cansado de ouvir que a culpa é do passado. Se não tem competência, pede para sair”, disparou Delmasso.

Na opinião do deputado Dr. Michel (PP), as quatro vidas perdidas por causa da superbactéria se devem à falta de capacidade dos gestores da área de saúde. Para ele, o secretário deveria vir à Casa dar explicações. O deputado Ricardo Vale (PT) engrossou as críticas ao responsável pela pasta da saúde.

O líder do PT, deputado Chico Vigilante, afirmou que o surgimento da superbactéria no DF é fruto da falta de limpeza adequada das unidades hospitalares. Ele lamentou que o secretário tenha insinuado que os servidores da Saúde não cuidem de sua limpeza pessoal, especialmente porque o governo não está oferecendo produtos básicos de higiene, como sabonetes, álcool e papel toalha.

Já o deputado Joe Valle (PDT) lembrou que a Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle montou um programa específico para fiscalizar a área de saúde, que inclui visitas de hospitais. “Queremos fazer de forma organizada para produzir resultados nesta área que está colapsada”, explicou.

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O fim da greve dos rodoviários foi anunciado durante a sessão ordinária e, mesmo com o fim do movimento, os distritais não pouparam reclamações contra o comportamento do secretário de Mobilidade Urbana, principalmente por suas declarações de que o tema não era assunto para o governo. O deputado Rodrigo Delmasso disse que a falta de participação do governo na intermediação do grave foi um fato inédito na história da cidade.

O deputado Ricardo Vale (PT) comemorou o fim da greve e ressaltou que os rodoviários chegaram a um acordo com os empresários, mesmo sem o apoio do governo. Na mesma linha, o deputado Chico Leite (PT) reforçou apoio aos trabalhadores e solidarizou-se com a população que foi prejudicada com a paralisação.

Chico Vigilante (PT) condenou declarações e comportamento do presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador André Damasceno, durante o período da greve. De acordo com o distrital, o desembargador se comportou com arrogância e atacou os trabalhadores, contrariando a tradição do tribunal de ajudar a construir acordos.

Fonte: Notibras