Rollemberg e Renato, uma dupla de mudanças

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Quem acompanhou a campanha eleitoral para governador do Distrito Federal deve ter percebido algo inusitado. O formato da principal peça de marketing da campanha, a ‘roda de conversa’, deu certo e pode mudar a forma de se fazer campanhas no Distrito Federal e deve ser copiado Brasil afora.

As rodas de conversas, durante a campanha, foram relevantes para garantir a vitória à Rodrigo Rollemberg (PSB), atual governador do DF e ao vice, Renato Santana (PSD). Isso propiciou aos candidatos ao GDF, interagir com a população, sem palanque, olhando olho-no-olho, reduzindo as barreiras entre o ente político e a população.

Após vencer as eleições a dupla Rollemberg e Renato, que enfrentam uma crise sem igual após receber o GDF com um rombo de R$ 3,8 bilhões por parte dos antecessores, Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Fellipelli (PMDB), utilizam da criatividade e estreitamento de relação com os servidores e a população para fazerem a diferença.

Um exemplo disso é a “Operação Levanta, DF”. Rollemberg reuniu-se com funcionários da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Passageiros (Coopercam) na Feira da Ceilândia (10/Dez) e liberou recurso de R$ 3,6 milhões para fazerem uma verdadeira limpeza nas cidades.

Mas a dupla foi além, na operação iniciada em Ceilândia Norte, juntaram autoridades, moradores, servidores públicos, trabalhadores do serviço de limpeza urbana além de uma frota de mais de 600 caminhões e máquinas para limpar a cidade. Os resíduos se espalhavam por dois meses na cidade.

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A iniciativa mostra um modo diferente não só de fazer política, mas também de governar. Com a falta de recursos no GDF, às sucessivas greves de servidores públicos e também dos prestadores de serviços, o lixo se acumulou em todas as Regiões Administrativas do DF. E fazer um chamamento envolvendo sociedade e governo para ajudar a dar um basta nos problemas da cidade, coloca Rollemberg e Renato em um patamar mais elevado em relação aos políticos que já passaram pelo DF.

No entanto, com menos de 15 dias após a posse, muitos reclamam de Rollemberg, taxando-o de “mais do mesmo”. Isso pelas composições políticas ou escolhas de equipes do primeiro e segundo escalão da equipe de governo. Principalmente por manter em postos relevantes e estratégicos, velhos soldados e guerreiros oposicionistas.

Esses são vistos em chefias, coordenações e até em postos políticos estratégicos ao Governador. O que é preocupante, uma vez que podem ‘ajudar’ a inviabilizar um projeto de governo.

As mudanças propostas pela Dupla durante a campanha dependem de rupturas drásticas com a velha forma de fazer política. Mas ambos têm consciência que não se faz mudanças profundas da noite para o dia, sob o risco de inviabilizar a gestão do DF. O mal se corta pela raiz e nesse caso não dá para derrubar a árvore pelo caule.

Na política as raízes têm muitos são profundas e tem ‘tentáculos’. Resta saber se a experiência de Rollemberg e a ousadia de Renato vão sobrepor às ações de forças oposicionistas e se conseguirão prover à população do DF um referencial em gestão política, em qualidade em saúde, educação e segurança. Parabéns pela limpeza governadores. O DF precisa e merece!