Com promessa de reajustes às polícias civil e militar, Vianna cobra tratamento igual para saúde

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Embora defenda reajustes à segurança pública, distrital apontou necessidade de reajustar pagamento de servidores do GDF, de outras categorias

Por Kleber Karpov

O deputado distrital, Jorge Vianna (PODEMOS), utilizou a tribuna para cobrar do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), tratamento igualitário aos servidores da Saúde. Caso ocorre após o colega, Reginaldo Sardinha (AVANTE) e Hermeto (PHS), se pronunciarem sobre anúncio do governador, sobre paridade salarial à Polícia Civil do DF (PCDF), com a Polícia Federal (PF), além da promessa aos policiais militares.

De um lado, Sardinha adotou um tom crítico ao demonstrar a insatisfação por mais um descumprimento de promessa de Ibaneis. O parlamentar, chamou de ridículo, o anúncio da concessão da paridade aos policiais civis, em seis parcelas. De acordo com o distrital, o chefe do Executivo ” descumpriu a promessa e ofereceu uma proposta ridícula, já descartada durante o governo Rollemberg”.

Hermeto, por sua vez, anunciou encontro com o governador, ocasião em que foi convidado a migrar do PHS, legenda partidária refém da cláusula de barreira, para o MDB. O distrital informou que aceitou tal convite, mediante compromisso de Ibaneis de conceder reajuste aos policiais militares, proporcional ao concedido à PCDF.

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Sob essa ótica, Vianna demonstrou desapontamento com o governador, ao tratar, de forma diferente os servidores públicos do DF. O parlamentar lembrou que os servidores da Saúde, assim como os da educação, estão há mais de 10 anos sem reajuste. E que o único aumento percebido nos contracheques, são provenientes das incorporações das gratificações, negociadas ainda no governo de José Roberto Arruda.

“Nos estamos sem reajuste há 10 anos. Nós estamos brigando por uma migalha de reajuste, que não é reajuste, é a última parcela de incorporação prometida há oito anos atrás. E se a gente tivesse recebido naquela época e tivesse deságio, nós teríamos mais ou menos 30% de reajuste baseado naquela parcela daquela época. Nós temos a polícia Civil com aproximadamente com 37% de reajuste e é legítimo obviamente, é uma luta antiga a equiparação com a Polícia Federal. Não é justo a Polícia Militar ter um reajuste também aproximado a esse número e a Secretaria de Saúde, os servidores da Saúde não ter reajuste nenhum. E é justamente uma área mais sensível do governo, que é a do trabalhador da Saúde. Até quando vamos ter que ficar com o pires na mão, pedindo ajuda ao governo.”, disse.

Vianna fez um apelo ao governador que além da incorporação das gratificações, que também conceda reajuste aos servidores da Saúde, e da Educação. “Nós não podemos tratar a todos de forma diferente, embora tenhamos a mesma fonte pagadora que é o Poder Executivo. Por isso o servidor da Saúde tem que ter reajuste, também.”, concluiu.