Para matar a sede, profissionais da regulação do SAMU são obrigados a tomar água da chuva

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“Te quero água de beber, um copo d’água”

Por Kleber Karpov

Os servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), da Regulação do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), são obrigados a trabalhar, sem ter água para beberem. De acordo com a diretora do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (SINDATE-DF), Joseane Jacob, que denunciou o descaso da SES-DF, é a terceira vez que os profissionais de saúde ficam ‘à seco’.

Em vídeos encaminhados ao Política Distrital (PD), a sindicalista mostra o garrafão de água mineral vazio e os servidores tentando encher o copo com água da chuva. “Estamos sem água. Já é a terceira vez aqui no SAMU, aqui na radio-operação trabalha sem água na central. A gente tem que fazer vaquinha para comprar, porque a água não chega aqui para a gente, temos que pegar a água da chuva.”, disparou.

Salvos por São Pedro

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Ainda segundo a sindicalista, por se tratar de feriado no DF, os profissionais de saúde, não conseguem, mesmo com a ‘vaquinha’, comprar água para matar a sede. “Hoje é feriado, então nós não conseguimos comprar água. Isso é um absurdo, que os profissionais que atuam para salvar vidas em todo o DF, sejam privados de beber água no ambiente de trabalho.”, disse ao observar “para a nossa sorte, está chovendo hoje e estamos bebendo água da chuva.”, ironizou.

A outra parte

Questionada, após a publicação da matéria, a SES-DF, por meio de nota, informou que “há disponibilidade de água para os servidores no setor administrativo do edifício onde funciona a regulação. Nos próximos dias o fornecimento será ampliado para mais pontos.”

Atualização: 30/11/2018 às 18h51

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