Falta de médicos termina em bate-boca no Hospital de Santa Maria e Polícia Militar é acionada para acalmar ânimos

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Secretaria minimiza problema e nega acionamento da PM, mas conselheiro de saúde desmente Pasta

Por Kleber Karpov

Na noite de quarta-feira (24/Out), pacientes que aguardavam atendimento na ortopedia e grávidas no Centro Cirúrgico, reclamaram a falta de médicos e o “descaso” por parte dos gestores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Sem médicos para realizar atendimento, os usuários se exaltaram e a PM foi acionada para conter os ânimos.

De acordo com um servidor do HRSM, que pediu sigilo de identidade, e encaminhou vídeos da confusão, apenas depois que a população fez ‘barraco’ deram um jeito de fazerem com que os médicos aparecessem.

“Falta ortopedista e quando a população faz barraco aparece. Apareceu um clínico. Mas enquanto isso o diretor estava dando plantão em hospital particular e o superintendente não atende. Eles não quer saber dos problemas, trata mal usuários e chama a polícia para fazer barreira para que pacientes não entrem no hospital. Eles entraram em contato com diretor e o mesmo disse que ia ligar para alguém no hospital pois estava de plantão em outro hospital. O pessoal lá disse que ele trabalha no Maria auxiliadora.”, concluiu.

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Caso de Polícia

Questionado por PD, sobre ter acionado a PM para acalmar os ânimos, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), negou o ocorrido. “A direção esclarece, ainda, que não acionou a Polícia Militar.”.

Porém

A confusão foi presenciada pelo conselheiro Regional de Saúde de Santa Maria (CRSSM), Marlenor Paraíba, que falou sobre o caso em um grupo de conselheiros da Saúde. “Esse fato aconteceu, aconteceu nessa noite do dia 24 /10/2018 por volta das 21 as 22 hoje, tinha mulheres sangrando desde as 7:00 horas da manhã, para ganhar nenê. Ortopedia tinha pacientes aguardo atendimento desde meio dia. A supervisão de emergência, ainda me acusou de incitar o que aconteceu.”.

Ao PD, Paraíba classificou como sabotagem da Saúde Pública por parte dos gestores, além de confirmar que a Polícia foi acionada pela direção do hospital. “É isso mesmo que ocorreu. Após o que até classificaram como uma rebelião, mas sem quebrara nada do patrimônio público, pois eu como conselheiro não iria deixar quebrar e deteriorar o patrimônio público. Isso aconteceu, mas após o acontecimento apareceu todas as especialidades. Pelo menos na área de ortopedia. As mulheres continuaram no sofrimento delas lá porque disse que só tinha dois médicos para atender uma multidão de mulheres e a informação é que desde sete da manhã, tinha uma mulher em uma mesa de cirurgia, numa sala de cirurgia e tinha mulheres sangrando lá, elas falaram para mim que estavam sangrando deste sete da manha e tinha muitas mezinha para ganhar neném. Muitas.”, disse ao observar que “sou membro do conselho de saúde e presenciei tudo. Chamaram viaturas e enfim, ocorreu tudo bem, e rapidinho passaram a atender. E eu classifico sabotagem. Sabotando a saúde pública.”, concluiu Paraíba.

De volta a SES

Em relação ao episódio a SES-DF, apenas amenizou o problema. “A direção do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) informa que dois ortopedistas trabalharam no plantão noturno desta quarta-feira (24). Por conta da realização de cirurgia, houve necessidade de os profissionais se ausentarem do atendimento de emergência, que foi normalizado pouco tempo depois da conclusão do procedimento cirúrgico. Já no Centro Obstétrico, dois médicos realizaram cesarianas e partos normais, além de avaliarem 17 pacientes internadas e outras 19 que deram entrada.”.

Com relação ao diretor do hospital estar, eventualmente, cumprindo horário em clínica particular, a SES se limitou a informar que “Sobre o diretor da unidade, ele cumpre carga horária no HRSM de 40 horas semanais, de segunda a sexta-feira.”.

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