Governo Rollemberg: Quase quatro anos de gestão fake e oficiosa da Saúde

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Descumprimentos de decisões judiciais, mentiras à população via imprensa, ‘CTRL C e CTRL V’ é a marca da gestão da Saúde Pública do DF na gestão de Rollemberg

Por Kleber Karpov

Embora o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) tenha iniciado 2018 ‘pregando’ a recuperação fiscal, o ‘calcanhar de Aquiles’ da gestão permanece caótica. Apenas nas duas últimas semanas, serviços sensíveis foram paralisados e deixaram dezenas usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, em risco de vida.

No dia 30 de julho, o Instituto do Coração do DF (ICDF), chegou a suspender parte dos atendimentos ambulatoriais e deixou claro que os demais serviços também poderiam ser suspensos à população do DF. O motivo, os constantes atrasos de pagamentos por parte da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) ao ICDF.

O ICDF, atualmente atende, corforme dados do pr[oprio Instituto,  95% das demandas de cardiologia, transplante de órgãos e de tecidos. Atendimentos esses, transferidos ‘sorrateiramente’ do Hospital de Base do DF (HBDF) para a unidade filantrôpica, ao longo dos últimos anos.

Fonte: Reprodução/Metrópoles
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Fonte: Reprodução/Metrópoles

Na ocasião, o deputado distrital, Júlio Cesar chegou a gravar um vídeo em que apontou o absurdo por parte da gestão de deixar que o atendimento do ICDF pudesse vir a ser interrompido.

Confira o Vídeo em que cobro providências ao Governador e secretário de saúde em relação ao instituto de Cardiologia de Brasília

Posted by Julio Cesar Ribeiro on Monday, July 30, 2018

Intensicare

Nesta terça-feira (7/Ago), outro susto, dessa vez a Intensicare, empresa responsável por gerir leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), suspendeu a prestação de serviços na unidade. Na alegação, novamente, um acúmulo de nove meses de pagamentos em atraso.

No caso da Intensicare, vale lembrar que, por determinação do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), em ação movida pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a SES-DF, deveria ter assumido a gestão das UTIs no HRSM. Algo que a empresa alega, até o momento, omissão por parte da Secretaria de Saúde.

O caso chama atenção, bem como demonstra estranheza tal omissão por parte da SES-DF, pois em 5 de junho, a Secretaria de Saúde conseguiu emplacar na capa do Correio Braziliense, uma mentira ao sugerir que “Contratações Reabrem UTI”, em referência a nomeação de 1052 profissionais de Saúde, desses, 283 médicos. Quando na verdade, tais médicos deveriam apenas repor os quadros da Intensicare em vias de entregar a UTI do Hospital de Santa Maria, conforme decisão do TJDFT.

De fake a ‘CTRL C e CTRL V’

Talvez, não por outro motivo, o ex-secretário de Saúde, Fábio Gondim, utilizou as redes sociais, há cerca de quinze dias, para reclamar o uso do projeto de redimensionamento produzido durante os oito meses que esteve a frente da gestão da SES-DF, de agosto de 2015 a fevereiro do ano seguinte. Isso, após o estudo ter ficado engavetado por cerca de dois anos.

Sabe aquela história de Ctrl C + Ctrl V? Então! A Secretaria de Saúde do DF copiou o manual de dimensionamento que…

Posted by Fábio Gondim on Saturday, July 14, 2018

Mas…

Em uma gestão fake, vale lembrar que o governo de Rodrigo Rollemberg, desde que assumiu o governo, tem um problema com credibilidade, ao anunciar a herança maldita, deixada pelo ex-governador, Agnelo Queiroz (PT), algo que se estendeu até o final da gestão.

Vale lembrar que em março, após recomendação da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão do MPDFT, à Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal (SEPLAG) teve que vir a público para corrigir informações repassadas à população do DF. Isso após anunciar um superávit nas contas públicas de R$ 191 milhões no exercício financeiro de 2017, quando na realidade, o GDF amargava um déficit de 974,8 milhões.

Enquanto isso

Resta a preocupação com um ‘gigante’ da Saúde do DF, o Instituto Hospital de Base (IHBDF), que iniciou as atividades com contrato suspeito, que pode ser desmascarado, em breve, pelo Ministério Público de Contas do DF (MPC-DF).

Isso porque, ao ser convertido em Serviço Social Autônomo (SSA), o Instituto Hospital de Base, ao passar à iniciativa privada, com um orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões, também passou a ficar a mercê da capacidade de gestão do governo Rollemberg. Quem viver, verá!

Com informações de Metrópoles

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