A esperança da Saúde é a união

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Por Carlos Fernando

A comoção foi geral. Tanto da população quanto de boa parte dos servidores públicos. Ao mesmo tempo em que o pré-candidato ao GDF, o médico Jofran Frejat, afirmava que desistiria da pré-candidatura – o que ainda não foi confirmado -, nas ruas do DF e nas redes sociais os apelos foram intensos: #FicaFrejat. E para quem acompanha as peripécias deste governo, como eu, que represento o Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF) e vejo de perto o desmonte da saúde pública, é evidente que não se trata apenas de Frejat. Os pedidos pela continuidade dele no páreo mostram também o quanto estamos carentes de bons políticos.

A verdade é que os cidadãos do DF estão cansados de discursos bonitos e práticas que só fazem Brasília e as Regiões Administrativas retrocederem. Não houve avanço. A cada dia que passa, os impostos aumentam e o retorno é zero. Especialmente quando falamos de saúde pública. Para os servidores, o calvário é trabalhar em condições mínimas, tanto de estrutura quanto de insumos básicos, como algodão, por exemplo. E para os pacientes, a tortura é ficarem horas na fila de um hospital sem sequer chegar perto do consultório médico.

Mas, mesmo diante desse cenário, que desanima e faz a gente esmorecer às vezes, é preciso olhar adiante e enxergar nos apelos pela permanência de Jofran Frejat na disputa pelo GDF a realidade: não temos, hoje, representantes da saúde eleitos no Distrito Federal. E se a política é o único caminho para grandes mudanças, é lá, no Executivo, na Câmara 17Legislativa e no Congresso Nacional que os nossos – aqueles que nos defendem – precisam estar. Em outubro, nas eleições, é necessário estar consciente disso frente à urna eletrônica. Esse é o caminho para a reviravolta.

Se Frejat vai desistir ou não da pré-candidatura, não sabemos. Mas, o que já sabemos é que do jeito que está não dá para continuar. Hoje, Brasília está na lista dos dez piores sistemas de transporte público do mundo. A constatação foi feita em um levantamento do Expert Market, instituto de pesquisa americano. Além disso, no que diz respeito à educação pública, há escolas que estão, literalmente, caindo aos pedaços. Até o ano passado, por exemplo, não havia nem água potável na Escola Classe Pedra Fundamental, na área rural de Planaltina. Na segurança, claro, não é diferente: em junho, o DF registrou mais de um homicídio por dia.

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Quem pode mudar tudo isso? Nós. Os cidadãos do DF: os 2 milhões de eleitores que vão às urnas em outubro. Hoje, somos reféns das nossas escolhas em 2014. Mas, neste ano, a insatisfação tem que dar lugar à esperança e à certeza de que um novo Distrito Federal é possível. A democracia é a nossa grande aliada. E eleger representantes sérios e comprometidos com o futuro é nosso dever.

Por Carlos Fernando, presidente interino do Sindmédico-DF

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