Rollemberg cria gestão de crise para gerir impactos da paralisação dos caminhoneiros

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Mas serviços sensíveis podem ficar desabastecidos

Por Kleber Karpov

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB), convocou o secretariado, na tarde de quinta-feira (24), para avaliar os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros que entrou pelo quinto dia seguido. Enquanto a categoria se mobiliza pela redução do custo do diesel, o gabinete de crise do GDF estabeleceu critérios par minimizar o impacto da falta de combustível nos postos de combustíveis.

No discurso, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, responsável pela recém-criada Comissão Especial responsável por tentar garantir a manutenção serviços essenciais, a exemplo do Serviço de Atendimento Médico de Urgência do DF (SAMU-DF), além das demais viaturas da Saúde, dos Bombeiros e das polícias Civil e Militar (PMDF), tenta passar ar de normalidade para os próximos dias.

Caso refletido, também, ao Política Distrital (PD) pela Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), ao ser questionada sobre, o impacto da greve dos caminhoneiros. A pasta alegou possuir “46 postos de abastecimento de veículos credenciados. Os responsáveis pelos núcleos de transportes foram orientados a manter os veículos abastecidos, buscando uma dessas unidades. Ainda não há registro de ambulâncias paradas por falta de combustível. As saídas administrativas estão sendo contingenciadas.”, argumentou.

Reprodução: DFTV
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Porém, reportagem do telejornal DFTV 2a Edição, da TV Globo demonstrou ainda na quinta, que viaturas policiais e ambulâncias tiveram dificuldades para abastecer os veículos. Isso porque, alguns dos postos de combustíveis credenciados zeraram o estoque de combustível.

Acordo no Planalto?

O governo federal anunciou acordo e sugere ter fechado acordo com os caminhoneiros que devem dar uma trégua ao longo dos próximos dias. A gestão de crise, do Planalto prometeu, entre outros pontos, zerar a alíquota da Cide que incide sobre o óleo diesel em 2018 e o desconto de 10% que a Petrobras anunciou na quarta-feira (23) no preço do diesel, e que começou a valer, na quinta-feira (24), deve ser estendido para 30 dias e não apenas 15 como a Petrobras havia anunciado.

Embora a equipe de governo do presidente Michel Temer tenha anunciado o fechamento de um acordo com nove representantes de caminhoneiros, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abecam), entidade que reúne cerca de 700 mil motoristas de caminhões, se retirou da negociação e promete manter as mobilizações em todo o pais.

O movimento conta com o apoio da população, e de outros segmentos, a exemplo de taxistas, motoristas vinculados a aplicativos e ainda motoqueiros. Além da população, que também reivindica a redução do preço da gasolina.

Enquanto isso, o país começa a sofrer impactos que vão além dos postos de combustíveis. Entre esses, o desabastecimento do comércio, o funcionamento de empresas e instituições, a exemplo das escolas. Se soma a isso, o comprometimento na entrega de medicamentos e insumos, a exemplo de oxigênio, nos hospitais, problema que pode chegar ao DF.

De volta ao DF

Valdelino Barcelos – Foto: Divulgação

De um lado, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do DF, Valdelino Barcelos, mesmo hostilizado por colegas tenta sensibilizar os caminhoneiros, no DF, a garantir o abastecimento de combustível para garantir os serviços essenciais.  Ao longo da semana, Barcelos se reuniu com parlamentares e autoridades no sentido de atender, de um lado, o pleito da categoria e, do outro, a manutenção dos serviços essenciais.

“Queremos uma solução definitiva para garantir a redução do preço do combustível e do gás de cozinha, mas nossa intenção é não prejudicar áreas de emergências e que atendem a população como hospitais, ambulâncias e viaturas policiais.”, disse ao PD, ao observar que “As autoridades precisam entender que o preço abusivo dos derivados de petróleo afeta a população inteira, mas o povo não aguenta mais pagar a conta da corrupção”, afirmou Barcelos.

Por outro, Rollemberg deve adotar o uso de forças policiais para desobstruir as vias federais das ações dos caminhoneiros. Além de ter que lidar, com uma onda de desabastecimento, caso a greve persista e mantenha a participação dos demais seguimentos que apoiam a mobilização.

Até que se tenha ‘uma luz no fim do túnel’, caso os 46 postos de combustível fiquem totalmente sem estoque de combustível, os serviços essenciais podem ficar, seriamente comprometidos.

 

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