Rollemberg promete o que não vai cumprir

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Por Gutemberg Fialho

Se tivesse escrito um livro sobre a realidade do Distrito Federal hoje, Euclides da Cunha certamente diria: Rodrigo Rollemberg é, antes de tudo, um engodo. Um compulsivo por fazer promessas que não saíram e nem sairão do papel. É daqueles políticos que escrevem a lápis seus compromissos de campanha. E a mais nova prova disso é o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício de 2019. A proposta prevê, para o próximo ano, reajustes aos servidores e mais de 3 mil convocações.

Trocando em miúdos, o PLDO apresentado por Rollemberg e sua equipe não passa de um produto de marketing eleitoral. Na ânsia de ser reeleito, mais uma vez o atual governador do DF apela para “compromissos” que, a exemplo dos últimos quase quatro anos, não irá cumprir. A proposta é mais uma tentativa desesperada de se salvar em outubro, pois, desde que foi eleito, o único feito do representante do Buriti foi conseguir o título de “pior governador da história do DF”.

E não é para menos. No que diz respeito à saúde, por exemplo, desde janeiro de 2015 as recorrentes tentativas de desmonte do SUS-DF são evidentes. Primeiro, com a ameaça das Organizações Sociais na gestão dos hospitais públicos. Depois, com a desvalorização dos servidores. E, agora, por último, com a terceirização do Hospital de Base e a suposta “expansão” da Atenção Primária. O maior problema de tudo isso é que, enquanto Rollemberg brinca de governador, a população está morrendo sem conseguir atendimento. São mortes evitáveis.

Nesta semana, estivemos, eu e o vice-presidente do SindMédico-DF, Carlos Fernando, no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e o desespero, tanto dos pacientes quanto dos servidores, é evidente. Sem poder contar com o apoio do HBDF desde que virou instituto, no início do ano, a superlotação passou a fazer parte do dia a dia da unidade. E, com um detalhe: falta até soro fisiológico no local e o tomógrafo está parado há quase um mês por falta de manutenção porque o GDF atrasou o pagamento da empresa responsável pelo conserto do aparelho.

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Enquanto Rollemberg brinca de governar e assume compromissos que não pretende honrar, pacientes com câncer estão morrendo porque não conseguem mais tratamento no Instituto Hospital de Base: faltam médicos para toda a demanda. Mas, para o governador, essas vidas, com certeza, não são prioridade. Agora, o foco de Rollemberg é a reeleição, em uma pré-campanha com muito discurso, palavras bonitas e promessas que, seja por incompetência ou falta de vontade, não passam de marketing eleitoral.

Gutemberg Fialho é presidente do Sindicato dos Médicos do DF

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