Opinião: Gestão burra e de meias verdades, se convertem em críticas e transformam Rollemberg em uma farsa

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Por Kleber Karpov

Uma tática reiteradamente utilizada ou, autorizada, pelo governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), cai como uma luva na máxima do ‘tiro saiu pela culatra”. Ávido por tentar adquirir alguma popularidade de modo a tentar chegar em uma disputa no segundo turno, para as eleições desse ano, Rollemberg se utiliza de táticas de anúncios de meias verdades para anunciar realizações, mas quando descobertas, meias mentiras acabam por ter efeito contrário do esperado.

Adiantamento de pagamento

Um dos primeiros casos que ocorre a este articulista foi o anúncio do adiantamento de pagamento dos servidores públicos do DF. Em 28 de outubro de 2017, Rollemberg a Agência Brasília estampou a manchete ‘Governo antecipa pagamento a servidores para 3 de novembro (Veja Aqui)’.

Tal notícia causou certa euforia, ao se considerar o efetivo do GDF é estimado em 114 mil colaboradores do poder público.  Porém, por pouco tempo pois ao ler tal matéria, o chefe do Executivo fez uma ressalva ‘entristecedora’. “O secretário ressaltou que a antecipação dos salários não vale para servidores da Educação e da Saúde, cujo pagamento depende de recursos do Fundo Constitucional do DF.”,

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Portanto, dessa massa, automaticamente, quase 90 mil servidores, massa de servidores da Saúde e da Educação, de acordo com dados do portal da Transparência, foram apenas usados como mero atrativos publicitários.

Pecúnias

Em outro caso recente, na verdade, na última semana, Rollemberg anunciou o aporte de R$ 9 milhões para pagamento das pecúnias para servidores do GDF aposentados em março de 2016 (Veja Aqui). A data prometida foi para a última segunda-feira, 29 de janeiro.

Porém,  cerca de 33 mil servidores, da Saúde, ficaram a ver navios, ao menos até essa semana. Ou melhor, em se tratando de servidores da Saúde, além de pacientes doentes e sem assistência médica adequada, os profissionais veem piolho de pombo, pulga, rato, abelha e até escorpião, com uma dose de assédio moral.

+Ônibus Brasilia

Toninho Tavares/Agência Brasília

Em tempos de conectividade e apps para dar e vender, Rollemberg, nã poderia per perder a oportunidade de mais uma piada. Lançado na quarta-feira (31/Jan), outra manchete estampada por Agência Brasília em que lançou o aplicativo +Ônibus Brasília (Veja aqui).

Com mais uma meia verdade o que poderia ser capitalizado se transformou em um alvo de críticas, por parte dos usuários que deixaram de encontrar cerca de 65% das frotas de linhas de ônibus que operam no DF.

Além de fazer o governo ter que ir a público para anunciar, se tratar de uma versão de beta – de teste; que ainda deve levar cerca de 90 dias para completar a instalação de equipamentos a geolocalização nos 65% dos ônibus; que a versão para usuários da plataforma IOS – para usuários de iphones – ainda deve ser lançada no final de fevereiro; além de correções de falhas, mesmo com o atraso de um ano no lançamento do aplicativo.

Escrituras

Gabriel Jabur/Agência

Aliás, em se tratando de meias verdades há meses que Rollemberg utiliza a população menos esclarecida para propagar as entregas de escrituras, algo que não condiz exatamente com a verdade documental dos fatos (Veja aqui).

Com uma espécie de cessão de uso de terreno, Rollemberg tenta se ‘cacifar politicamente’ como o governador que entregou mais de 40 mil de escrituras à população do DF, mesmo sem ter construído uma única casa. E o mais grave, sem que tal documento tenha validade jurídica de escritura do imóvel, conforme já denunciado pelo deputado distrital, Wasny de Roure (PT).

De meias verdades e muitas mentiras

Rollemberg segue seu reinado em busca da reeleição, em episódios que se soubesse explorar ou, melhor informar, certamente se reverteria em capitalização de bônus, quando na prática deve se tornar um enorme ônus a ser refletido nas urnas, ainda nesse ano.

Ocasião em que talvez, o chefe do Executivo se lembre de táticas a exemplo da inauguração de janela, sugerindo, na ocasião ser o posto policial do 15o Batalhão de Polícia Militar do DF, na Região Administrativa (RA) Estrutural, quando não passava de uma sala totalmente vazia e sem estrutura para acomodar a corporação que atuaria na segurança pública da RA.

Atualização: 1/fev/2018 às 23h53, para inclusão de links