Educação do DF paga alto preço por ignorância do governo, afirma Cristovam

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“O coveiro da educação”. Foi assim que o senador Cristovam Buarque, professor e ex-reitor da UNB, se referiu à falta de prioridade ao setor da Educação do Distrito federal revelada na última terça-feira (02/01), pelo próprio governo de Brasília, ao anunciar o balanço de três anos do governo Rollemberg. Apenas 31% das promessas de governo para o setor foram cumpridas

Por Toni Duarte

Amargando a antepenúltima posição no ranking dos governadores brasileiros que mais cumpriram, ou, na ordem inversa, em terceiro lugar entre os que não cumpriram as promessas de campanha, o governador Rodrigo Rollemberg, (PSB) por ignorância, falta de visão e ousadia, empurrou literalmente a educação do DF para a sepultura.

Ao Radar o senador Cristovam Buarque (PPS), lamentou que o DF esteja na rabeira do ranking nacional da educação e em posição nada confortável, perdendo até mesmo para Estados considerados mais pobres, como o Maranhão e para municípios, como Sobral, no Ceará.

Na avaliação do senador o balanço dos três anos de governo Rollemberg voltado para a educação reforça o quanto o DF é frágil nesse quesito e o quanto a educação neste governo se transformou em uma tragédia.

“O governador fala, e com alguma razão, alegando as dificuldades financeiras, no entanto outros estados, com dificuldades financeiras bem maiores, conseguiram melhorar na educação muito mais do que o DF”, disse o senador.

E não foi por falta de aviso, sustenta Cristovam. Segundo ele, algumas vezes chegou a procurar Rollemberg para informá-lo o que estava acontecendo em outros estados e como o governo poderia melhorar o sistema.

“Liguei uma vez por conta da informatização das escolas de São José dos Campos, (SP), por conta das experiências em Vitória (ES), em outro momento para falar o que acontecia em Sobral (CE). Ele nem deu ouvidos”, contou o senador.

Ele ressaltou que as promessas de Rollemberg para a área da educação já não eram tantas por não ter conhecimento das evoluções tecnológicas que está acontecendo na área da educação em todo o mundo.

“A educação de dez anos atrás é diferente da de hoje. Ela evoluiu na importância do horário integral e na informatização das escolas. No entanto, a gente viu o governador fechar escolas do horário integral. Isso é bem pior do que foi apresentado neste levantamento feito pelo G1”.

Cristovam disse que essa pouca importância dada pelo governo Rollemberg ao setor da educação já era de se esperar e que foi essa uma das razões que o levou a se afastar logo no início do governo.

“Eu provoquei um debate em que estava o secretário de educação, que, na minha avaliação, tem uma visão conservadora, lenta e sem compromisso de mudar e transformar as coisas. Isso é visível”, criticou.

Para o senador Cristovam Buarque, que além de professor e ex-reitor da Universidade de Brasília, é o ex-governador que mais priorizou a educação, disse ser triste ver o DF ficando para trás em relação a outros estados.

“Toda vez que brigo por mais recursos para a educação, tem gente que diz que a questão da educação não é por causa de mais dinheiro, mas por má gestão, e, o que é pior, coloca o DF como má referência, disse Cristovam.

Ele afirma ainda que a revelação pública do governo Rodrigo Rollemberg de não ter tratado a educação como uma prioridade nestes três anos de governo é um atestado de que tudo vai muito mal.

“Ele até que podia justificar que não priorizou a educação, mas que teve que cuidar bem da saúde, ou que priorizou a segurança, ou que cuidou das estradas esburacadas. No entanto, não fez nenhuma coisa e nem outra. Em nenhum desses setores a sociedade pode concordar que este governo foi capaz”, afirmou o senador.

Fonte: Radar-DF

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